Napalm Death: 25 anos do mortífero terceiro álbum da banda
Resenha - Harmony Corruption - Napalm Death
Por David Torres
Postado em 04 de julho de 2015
Lenda viva e inquestionável do Grindcore e do Metal Extremo como um todo, os ingleses do Napalm Death comemoram hoje o aniversário de duas obras primas que realizaram: o histórico e seminal disco de estreia da banda, "Scum" (1987), que completa hoje o seu 28° aniversário e o igualmente importante e destruidor "Harmony Corruption", o terceiro álbum de estúdio do grupo, lançado em 01 de julho de 1990, através da gravadora Earache Records, que completa o seu 25° aniversário, ainda soando tão mortífero como em seu lançamento.
Produzido pela banda em parceria com a figura carimbada em clássicos do Death Metal mundial Scott Burns (Death, Cannibal Corpse, Obituary), "Harmony Corruption" registra a entrada do guitarrista Mitch Harris (Absolute Power, Defecation, Menace, Righteous Pigs, ex-Meathook Seed), do infelizmente falecido guitarrista mexicano Jesse Pintado (ex-Brujeria, ex-Lock Up, ex-Terrorizer), além do vocalista Mark "Barney" Greenway (ex-Benediction, ex-Extreme Noise Terror). Esse também é o último trabalho da banda a contar com o baterista Mick Harris, que deixou o Napalm Death após esse registro por não aprovar o direcionamento musical que o grupo estava tomando. É nesse álbum que a banda executa uma sonoridade completamente direcionada para o Death Metal, trazendo composições maiores e mais elaboradas. No EP "Mentally Murdered" (1989), o Napalm Death já estava muito mais técnico e agregando cada vez mais influências do Death Metal e isso está ainda mais visível nesse lançamento.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Após uma singela introdução sonora, os "riffs" de Mitch Harris e Jesse Pintado dão espaço para um urro esmagador de "Barney" Greenway que abre a massacrante faixa de abertura, "Vision Conquest". Levadas freneticamente insanas de bateria, guitarras pesadíssimas e um gutural matador podem ser conferidos logo nessa primeira música do álbum. A evolução da banda é perceptível já na primeira audição. O marcante "riff" de "If the Truth Be Known" vem logo em seguida, dando início a uma das melhores faixas do disco. Mais cadenciada, a música traz novamente palhetadas maravilhosamente sujas e intensamente graves, acompanhadas por uma "cozinha" bárbara, composta pelo baixista Shane Emburry e pelo baterista Mick Harris, além dos guturais gravíssimos e animalescos de "Barney. Há também um breve, porém bem inserido solo de guitarra próximo ao fim da composição.
"Inner Incineration", por sua vez, tem um início balanceado, ganhando velocidade pouco depois, brindando os ouvintes com mais um som altamente truculento. Abrindo de forma acelerada e caótica, "Malicious Intent" é outro grande destaque do álbum, dotada de "riffs" certeiros e mudanças de andamento bem construídas e geniais. Há momentos mais cadenciados, perfeitos para "banguear" e outros completamente acelerados e intensos. Um pandemônio antimusical! A próxima faixa é a ótima "Unfit Earth", que se inicia com um andamento mais pausado, trazendo um desempenho fenomenal de pedal duplo. Há alternâncias rítmicas bem construídas e conforme a faixa continua, ela se torna mais acelerada e violenta. Um destaque dessa composição que não pode ser deixado de mencionar é a participação especial de dois grandes vocalistas do Death Metal, John Tardy (Obituary, Tardy Brothers) e Glen Benton (Deicide, ex-Vital Remains, ex-Amon), que realizam "backing vocals" em alguns trechos. Simplesmente sem comentários!
Dando sequência, vem "Circle of Hypocrisy", que possui uma ótima introdução e arranjos bem elaborados e tão brutais quanto nas faixas anteriores. Também sobra espaço para um pequeno, porém eficiente solo de guitarra no final da composição. A sétima música é "The Chains that Bind Us". Novamente temos um trabalho competente de cada integrante, trazendo uma compilação de acordes assassinos que não desapontam jamais. Nunca perdendo o jeito, o quinteto emenda com "Mind Snare", que já começa com os seus "riffs" viscerais e com a voz cavernosa de "Barney" pronunciando o nome da faixa. O que vem a seguir é mais uma porrada impiedosa.
A bateria de Mick Harris continua mais massacrante do que nunca em "Extremity Retained", que parece um híbrido da sonoridade dos dois primeiros álbuns da banda com as influências de Death Metal presentes aqui nesse trabalho. Uma pedrada de dois minutos que mais uma vez atinge o ouvinte em cheio. O disco chega ao fim com a magnífica "Suffer the Children". Não há muito que falar sobre esse hino. Tanto a letra como a composição em si dispensam elogios e expressam perfeitamente a imagem da banda. O "riff" inicial rasga os alto-falantes e abre caminho para o ouvinte devastar tudo o que está ao seu redor. As mudanças de andamento não apenas são engenhosamente arquitetadas e inseridas, como também são incrivelmente empolgantes. O "groove" no final da composição é a "cereja do bolo", simplesmente perfeito para "banguear" sem dó! "Suffer the Children" recebeu o primeiro videoclipe promocional da banda, diga-se de passagem. E é com esse clássico que a banda encerra esse brilhante terceiro álbum de estúdio.
"Harmony Corruption" integra a gigantesca lista de lançamentos de peso (literalmente!) que permearam a década de noventa. Esse trabalho certamente marcou um grande passo evolutivo para o Napalm Death, proporcionando ainda mais o crescimento da banda. É um grandioso divisor de águas na carreira dos britânicos, além de um petardo indispensável para os apreciadores de Metal Extremo em geral.
Escrito por David Torres
01. Vision Conquest
02. If Truth Be Known
03. Inner Incineration
04. Malicious Intent
05. Unfit Earth
06. Circle of Hypocrisy
07. The Chains that Bind Us
08. Mind Snare
09. Extremity Retained
10. Suffer the Children
Mark "Barney" Greenway (Vocal)
Mitch Harris (Guitarra)
Jesse Pintado (Guitarra) (R.I.P. 2006)
Shane Embury (Baixo)
Mick Harris (Bateria)
Músicos Convidados:
John Tardy ("Backing Vocals" na faixa "Unfit Earth")
Glen Benton ("Backing Vocals" na faixa "Unfit Earth")
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
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