Atomic Bomb: A selvageria imperando no underground

Resenha - Metal Selvagem - Atomic Bomb

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Por Vitor Franceschini
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Direto do Rio de Janeiro vem o Atomic Bomb, power trio que representa a galera dos coletes surrados cheios de patches, calça jeans justa e tênis branco ‘Le cheval’. A banda opta por incluir elementos mais simples em sua música, apostando muito mais em energia e velocidade.

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De primeira o Thrash Metal do grupo soa rústico e agressivo, mas a banda alia a isso uma pegada e objetividade Punk. Se engana quem pensa que a sonoridade se assemelha a um Crossover, pois o que ouvimos é algo mais odioso, menos reto, porém cheio de raiva e rancor.

A criatividade do Atomic Bomb, que despeja riffs diretos e não dá espaço pra solos, também fica por conta das letras cantadas em português. Os temas abordam desde mensagens do underground até certos protestos se utilizando de boas metáforas, mais uma forte influência do Punk.

Das oito composições, quatro delas não ultrapassam os dois minutos, mostrando que a banda é direta e sem frescuras, sendo que os refrãos são os grandes destaques, trazendo aí uma leve influência do Motörhead. Ênfase para as faixas Metal Selvagem, Speed Metal 666 e Livre Pra Pensar.

A gravação priorizou também algo bem cru, mas que ainda ficou embolado, sendo que o vocal de Renan Carvalho (também guitarrista) ficaria muito melhor e mais visceral sem o efeito que colocaram. Esses são os únicos pontos negativos que podem ser repensados no próximo trabalho. De qualquer forma, uma estreia bacana!

https://www.facebook.com/AtomicBombThrash?fref=ts
http://abombthrash.wix.com/atomic



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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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