Doomsday Hymn: Pronta a trilhar caminhos altos

Resenha - Mene Tequel Ufarsim - Doomsday Hymn

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Por Carol Mariana
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


DOOMSDAY HYMN, como costumo dizer, é o tipo de banda que possui a peculiaridade de pôr em ordem o caos. Com integrantes oriundos de estilos aparentemente distintos, o grupo mostra em seu novo álbum que a diversidade contribui bastante para o enriquecimento da música - desde que empregada na medida certa. E esses paranaenses souberam utilizar muito bem dela.

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"Mene Tequel Ufarsim" é um álbum completo, bem cadenciado e de excelente qualidade de gravação. Podemos notar aqui um panorama Thrash Metal anos 80, mas que remete também ao Deathcore e ao Power Metal (a exemplo da faixa "Guerreiro"), com um groove bem marcante. A faixa-título, que abre o material, já mostra que o álbum traz um peso soberbo em graves, sem saturar os ouvidos de quem o aprecia.

As frases do contrabaixo mostram a destreza com que o Allan Pavani faz do mesmo não apenas uma base sólida para as faixas, mas também evidencia o instrumento dentro de todo o álbum, dada a sua timbragem bem regulada. Bom volume e ótima definição; nem é preciso fazer esforço para ouvir e sentir o peso do baixo.

O Jarlisson Jaty, que já demonstrava sua muito boa habilidade no SURVIVE, traz um dinamismo único ao álbum. Sem frescura em explorar todo o seu drum set, demonstra com efeito a sua pegada, agilidade e técnica nas muitas variações rítmicas, a exemplos das faixas "Liberdade", "Destruidor" e "O Gigante".

As afinações baixas das guitarras de Karim Serri (ex SEVEN ANGELS, CROSSKILL) e Angelo Torquetto (ex DESERTOR) acrescentam brutalidade ao trabalho. Estão muito bem colocadas harmonicamente, são executadas com exímia técnica e em cada música elas (pretensiosamente ou não) conferem uma atmosfera única, como que construídas para encaixarem com a temática de cada letra. Destaque para os solos nas faixas "Recomeçar" , "Medos" e a faixa de encerramento, "Resposta".

"Last, but not least", temos os vocais do Gil Lopes (ex DELOHIM, MENAHEM) que arrematam a agressividade e pujança do trabalho. Vocais rasgados, brutos; porém, compreensíveis - coisa que nem todo vocalista consegue realizar. Os vocais limpos também são bem executados, como nas faixas "Poderoso" e "Resposta", abrilhantando ainda mais o material.

Aliando ao instrumental letras fortes, de refrão grudento (como a faixa "Levante e viva"), a banda mostra que, mais do que fazer um trabalho de excelente qualidade, veio para deixar de vez a sua marca no cenário nacional e na cabeça de todo aquele que a ouve - sem perder em coisa alguma para bandas internacionais bem conhecidas. Em suma: a DOOMSDAY HYMN não só tem postura de banda grande, mas tem tudo para continuar a trilhar caminhos cada vez mais altos.

Tracklist:
1. Mene Tequel Ufarsim - 3:42
2. Poderoso - 3:51
3. Levante e Viva - 3:11
4. Guerreiro - 3:25
5. Liberdade - 3:32
6. Medos - 2:35
7. Recomeçar - 2:57
8. Destruidor - 3:25
9. Gigante - 3:06
10. A Resposta - 4:11

Band line-up:
Karim Serri (G); Angelo Torquetto (G); Gil Lopes (V); Jarlisson Jaty (D); Allan Pavani (B)

Gravado no Silent Music Studio em Curitiba, Paraná.

Site Oficial:
http://www.doomsdayhymn.com/


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