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Atropina: Um retorno destruidor

Resenha - Malleus Maleficarum - Atropina

Por
Postado em 07 de março de 2015

Nota: 9 starstarstarstarstarstarstarstarstar

A volta da ATROPINA após quase uma década de pausa, nos mostra como uma banda consegue evoluir sem perder suas características originais. Adicionando novos elementos ao seu Death Metal, isto acabou dando um sutil diferencial às novas composições, mudanças essas que acrescentam mais qualidade e diversidade ao trabalho, além de escolherem o português como idioma para cantar.

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O disco é bem direto ao ponto possuindo cerca de meia hora de duração, abrindo com a Intro "Inquisição" e logo na sequência parte-se para o "Submundo", onde as guitarras dominam o cenário além de possuir uma letra bastante interessante, aliás, ponto positivo também pra banda ao criar letras bastante inteligentes e interessantes, vale a pena conferir.

"A incitação ao nada" é a faixa mais violenta do disco, sem descanso para o pescoço aqui. "Malleus Maleficarum" nos traz à lembrança de como a religião sempre foi, é e sempre será algo nocivo para o ser humano, pois passado séculos do fim da inquisição, ainda causa miséria, destruição e morte. Nesta faixa são relatados alguns dos sadismos empregados aos infelizes que foram interrogados pela Santa Inquisição.

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A faixa "Psicopatia" é a mais cadenciadas do disco e fecha esta belíssima e brutal obra. Ainda há uma faixa bônus chamada "Teoria Apocalíptica", gravada originalmente em 2003 e que havia sido lançada somente em uma coletânea. É brutal e técnica e nos remete à época do "Santos de Porcelana".

Com um álbum muito bem produzido, arte belíssima e excelentes músicas trata-se de uma excelente recomendação para quem quer um bom Death Metal em português, direto ao ponto, sem firulas e sem milhões de notas por segundo.

"A incitação ao nada"

Assistir vídeo no YouTube

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Tracklist:

1. Inquisição 00:57
2. Submundo 03:30
3. Incitação ao Nada 02:41
4. Mallevs Maleficarvm 04:45
5. Nocivo Sorrateiro 03:37
6. Medo da Vingança 03:21
7. Psicopatia 04:17
8. Teoria Apocalíptica* 05:49

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Sobre Carlos Henrique Schmidt

Graduado em Computação e Administração, a paixão pela música pesada surgiu nos primeiros anos da adolescência e permanece até os dias de hoje. Apesar da preferência pelos estilos mais x-tremos da música pesada (Black, Death, Grind), o seu universo musical não limitado por estes rótulos, mas pelo que a música em si transmite.
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