Human Temple: Um sólido álbum de rock melódico
Resenha - Murder of Crows - Human Temple
Por Felipe Resende
Postado em 08 de janeiro de 2015
Seis anos após seu álbum de estréia "Insomnia", os roqueiros melódicos do Human Temple retornam com o álbum sucessor, "Murder of Crows". Human Temple é formado por Janne Hrme (Vocais), Petri Lehto (Bateria), Jori Tojamder (Teclado) e Harri Kinnunen (Baixo).
Não sendo familiar com o álbum de estréia da banda, eu não estava certo sobre o que esperar como este soaria. Com o visual da capa e do nome do álbum, estava esperando algo muito sombrio, ou algo soando gótico ou metal. Então, obviamente, estou extrema e prazerosamente surpreso em descobrir que esse álbum é, na verdade, voltado diretamente para o rock melódico escandinavo. Eu detecto um pouco da influência de Dokken em algumas canções, mas este lançamento realmente põe os álbuns recentes do Free Spirit, Crash the System e Places of Power em minha mente. Então se você gosta de algumas dessas bandas, ou rock melódico escandinavo em geral, você certamente não se dará mal se checá-lo!
Eu realmente gosto dos vocais de Janne Hurme, suaves e poderosos (mas ainda melódicos), e próximos à perfeição para esse estilo de música. Apesar de haver uma atmosfera melancólica e sombria criada na maioria das canções, eu não rotularia esse álbum como sombrio. Ele possui algumas partes de teclado altamente viciantes (as quais eu totalmente adorei), e guitarras esmagadoras para fazer qualquer fã de AOR feliz - e a banda acrescenta algumas canções pesadas e outras baladas mid-tempo realmente belas para manter o álbum interessante e fluído. Existem alguns refrões realmente atmosféricos e rápidos que o fazem uma adorável descoberta para mim, como se o álbum pudesse ter escapado de minha pessoa. Não o deixe escapar de você!
"Not My Fault", "Empty Stages" e "Lie" provavelmente apresentam a habilidade da banda em escrever uma canção melódica de rock sombria e melancólica, com um grande coro rápido, ótimo. Para engrossar as coisas nós temos "Promised Land", que realmente é uma das faixas mais pesadas do álbum (com uma vibe bluesy) e lentamente nos arrebata, e "Emily", a qual tem uma vibe Thin Lizzy e dá ao álbum um pouco de variação. "Secret" soa como se tivesse vindo diretamente de um álbum do Places of Power - uma canção absolutamente fantástica que tem uma incrível preparação para um refrão "in your face"; eu realmente gosto das letras dessa aí.
Eu acredito que as baladas mid-tempo atmosféricas "Your's Cold Blooded" e "What About My Broken Heart" irão impressionar as pessoas com alguns momentos realmente bonitos (especialmente a última, que funde música e poesia para criar a atmosfera certa para se encaixar com a letra da canção). No entanto, a banda mostra o seu verdadeiro poder em suas canções mais orientadas ao AOR "Just One Night" e "Ghost of You", lideradas por teclados viciantes e refrões matadores. Se elas não o fizerem dançar e cantar ao mesmo tempo, eu não sei o que poderia! Pessoalmente, eu não consigo tirar o refrão de "Ghost of You" de minha maldita cabeça!
Um sólido álbum de rock melódico que vale a pena ouvir, e eu tenho certeza que irá agradar a muitos fãs do gênero o tanto quanto me agradou. O velho ditado "nunca julgue um livro pela capa" vem à cabeça, então não deixe o trabalho da capa ou o seu título impedir de checá-lo - se você gosta de AOR, faça um favor a você mesmo e ouça!
Track Listing: Not My Fault / Empty Stages / Just One Night / Promised Land / Lie / Yours Cold Blood / Ghost of You / Emily / Secret / What about My Broken Heart
Resenhado por Woody em
http://www.midlandsrocks.co.uk/reviews/album-reviews/humantemple_murderofcrows -
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A reação de Dirk Verbeuren ao anúncio do fim do Megadeth
Shows que vão agitar São Paulo no segundo semestre de 2026.
James Hetfield revela sua maior influência como guitarrista de metal: "É o mestre dos riffs"
Pearl Jam sobe ao palco pela primeira vez com Abe Laboriel Jr. na bateria
A maior e melhor banda de metal de todos os tempos, segundo Jerry Cantrell
A única banda de metal que nem o Metallica conseguiu superar, conforme Regis Tadeu
A canção polêmica que o Guns N' Roses tocou só duas vezes e abandonou; "Ninguém entendeu"
O grande clássico do Metallica em que Kirk Hammett não tocou uma única nota
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
A canção dos anos sessenta que fez Iggy Pop se livrar do blues e virar um "monstro"
AC/DC tem penúltimo show da atual turnê cancelado devido ao mau tempo
De Black Sabbath a Elis Regina, os 10 discos que mudaram a vida de Kiko Loureiro
A superbanda com integrante dos Rolling Stones que Jimmy Page nunca esqueceu
"Odiei"; quando Carole King confrontou Eric Burdon sobre cover feito pelo Animals
Com ex-membros do Primal Fear e Gamma Ray, Fearless V anuncia primeiro álbum
Jon Bon Jovi: o curioso truque dele para pegar mulher no passado, segundo Dee Snider
O lendário vocalista que se formou em farmácia, mas escolheu o heavy metal
Glenn Hughes passou uma noite com esposa de David Bowie e ficou na bad

Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme



