Hellhound Syndicate: distorções, riffs maldosos, batidas insanas

Resenha - Doomsday - Hellhound Syndicate

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Por Durr Campos
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Conheci o J. Monaco, baterista/empresário do Hellhound Syndicate, na mesma noite em que os vi ao vivo pela primeira vez, isto é, em mais uma das ótimas investidas protagonizadas pela produtora Abraxas na capital paulista, tendo o mítico Inferno Club como abrigo. Daquela feita o quarteto-foco deste texto tocara ao lado de alguns dos nomes mais interessantes do profícuo mundo stoner/sludge/drone/power ambient/doom brasileiro: Jupiterian, Son of a Witch e o grande Monster Coyote.

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Durante um papo divertido, Monaco me convidou a escutar o EP "Doomsday", mas enfatizou: "Seja extremamente sincero - e até impiedoso se preciso - ao nos dar sua opinião". Assisti ao concerto, fiz algumas anotações e me mandei para casa para cumprir a tarefa aceita. Originalmente lançado no final de 2012, a bolachinha ainda era o item mais recente do Hellhound Syndicate, o qual vem sendo bastante divulgado pelos quatro cantos do país. Bastou uma breve manuseada no material para eu sentir estar diante de um promisso nome da música pesada feita nesta terra.

A boa impressão continuou intacta quando os primeiros acordes de 'Doomsday Jezebel' ecoaram em meu quarto. Composição primorosa e ousada, resume nela muito do conceito da rapaziada: compor rock sujo, pesado e experimental. Sinto ter confundido o leitor ao enumerar alguns gêneros relacionados à banda no primeiro parágrafo, portanto vou facilitar. Sua 'parada' é o que bandas como The Mushroom River Band, Kyuss, Orange Goblin, Down, Monster Magnet, Clutch e Fu Manchu costumam fazer? E se acrescermos à receita algo de Sabbath, Grand Funk Railroad, Zeppelin, ZZ Top, The Allman Brothers Band, Gov't Mule, Spiritual Beggars e Rival Sons, começa a fazer sentido? Ah é? Pois some tudo isso ao que o herói do nosso tempo, Mike Patton [Faith No More], versa em suas investidas mais viscerais, tais quais no Mr. Bungle, Fantômas, Tomahawk e Peeping Tom. Ufa! Isto seria o Hellhound Syndicate.

Tem como não gostar? Antes que eu me esqueça, "Doomsday" ainda traz as canções 'Honor and Pride' [vídeo mais abaixo], 'MMP' [escolhida pelo apresentador Julio Feriato para figurar no quadro 'Metal Judgement' da edição 170 do programa Heavy Nation da Rádio UOL e cujo o link encontra-se a seguir] e 'What If - This Is Not a Love Song', talvez a minha favorita. Destaco ainda a ótima produção do Luis Lopes ao lado do próprio J. Monaco, assim como a belíssima arte da capa feita por Bruno Lucatelli, com ilustrações de Fábio Q. e Brnwsh.

Entre no mundo de timbres, melodias, distorções, riffs maldosos, batidas insanas e gritos assustadores do Hellhound Syndicate.

Ano de lançamento: 2012
Independente

Line-up
Daniel Kopecky
José Monaco
Pedro Fracchetta
Felipe Kim

Sites Relacionados
http://www.hellhoundsyndicate.com
http://www.facebook.com/HellhoundSyndicate
http://www.facebook.com/HellhoundSyndicate/app_1822223051440...
http://bit.ly/1xel07E
[Edição 170 do Programa Heavy Nation]



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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Europa, onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar Napalm Death, seguido de algo do New Order ou Depeche Mode, daí viajar com Deep Purple, bailar com Journey, dar um tapa na Bay Area e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo.

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