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Emmerson Nogueira: Estreia bem sucedida como músico autoral

Resenha - Emmerson Nogueira - Emmerson Nogueira

Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Em 15/12/14

Nota: 9

Não é sempre que um artista cover resolve arriscar trabalhos autorais, e o produto final pode ir do fraco ao surpreendente. Felizmente, no caso deste músico de São João Nepomuceno - MG, o resultado foi positivo. Vale lembrar que não é a primeira vez que Emmerson Nogueira, famoso pelos CDs de covers acústicos de rock internacional, lança material próprio. Em 2008 e 2009 ele incluiu as faixas "La Viola" e "Nucleus" nos álbuns Dreamer e Versão Acústica 4, respectivamente.

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Neste que é seu oitavo (e autointitulado) trabalho de estúdio, Emmerson passeia por influências - não só musicais, mas também geográficas. Do ode a Minas Gerais em "A Nova Canção da Rosa" à homenagem a Portugal em "Herança Lusitana", fica claro que o violão estava apontado em uma direção específica na hora de compor os acordes.

Impossível rotular de imediato este trabalho. Rock acústico não diz muito, MPB também soa genérico. Há pouco do rock clássico a que ele está acostumado, e muita brasilidade apesar dos poucos instrumentos. O site oficial do músico fala em "energia do rock progressivo" - mas não espere nada perto de Pink Floyd, Yes ou Rush. Se muito, lembra trabalhos acústicos como "Life's a Long Song", do Jethro Tull.

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Emmerson Nogueira foi gravado num estúdio em meio às serras mineiras, o que explica o tempero regional do trabalho. E, mais importante, todos os instrumentos foram tocados pelo próprio Emmerson, o que faz desse um disco solo em todos os sentidos - ou quase, como explicado no parágrafo abaixo. Cercado pela mais exuberante natureza sudestina, o cantor se deixa levar pela inspiração que veio "da vida, da alma, dos amores perdidos e conquistados, do vento, do perfume da serra e de tudo que a vida nos reserva de surpresa todos os dias", conforme afirmou em entrevista ao portal RIC Mais, e cria um disco recheado de sentimentalidades.

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São canções sinceras esboçadas e guardadas pacientemente até o momento certo. E haja espera: algumas dessas peças foram compostas entre os anos 1970-80 por seu amigo Paulinho Cri (também violonista, falecido em 2012) em noites musicais com Emmerson, segundo o próprio. Já as outras foram compostas por ele mesmo nos anos 1990, na época em que participou de festivais mineiros. É praticamente uma coletânea de música antiga nunca antes lançada oficialmente.

Um trabalho esforçado e muito bem-vindo na discografia do violonista. Que sirva de estímulo para outros músicos covers se arriscarem no imprevisível mundo autoral. Motorocker fez isso e deu certo. Trick or Treat fez isso e deu certo. Agora foi a vez de Emmerson se juntar ao time. Resta saber se isso foi um caso isolado ou se ele pretende puxar sua carreira para um lado mais próprio ou continuar regravando os clássicos.

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Abaixo, o vídeo de "Feeling Blue" e "Na Cabeça Encantada":

Track-list:
1. "A Nova Canção da Rosa"
2. "Lição da Noite"
3. "O Tubarão"
4. "O Mar e a Maré"
5. "A Arca de Noé do Futuro"
6. "Noite nas Colinas"
7. "Herança Lusitana"
8. "Feeling Blue"
9. "Na Cabeça Encantada"
10. "Fim de Todas as Canções"
11. "A Penúltima Viagem"
12. "Chuva na Serra"

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Sobre Victor de Andrade Lopes

Victor de Andrade Lopes é jornalista (Mtb 77507/SP) formado pela PUC-SP com extensões em Introdução à História da Música e Arte Como Interpretação do Brasil, ambas pela FESPSP, e estudante de Sistemas para Internet na FATEC de Carapicuíba, onde mora. É também membro do Grupo de Usuários Wikimedia no Brasil e responsável pelo blog Sinfonia de Ideias. Apaixonado por livros, ciências, cultura pop, games, viagens, ufologia, e, é claro, música: rock, metal, pop, dance, folk, erudito e todos os derivados e misturas. Toca piano e teclado nas horas livres.

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