Korzus: O Heavy Metal brasileiro é uma realidade

Resenha - Legion - Korzus

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Por Paulo Pontes
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Nota: 10


Recentemente, antes do lançamento do álbum Legion, realizei uma entrevista com Marcello Pompeu, vocalista do Korzus. Quando perguntado sobre o novo disco, Pompeu disse o seguinte, "Tá espetacular, no meu modo de ver, espetacular, agora eu quero saber o que as pessoas vão achar, porque é importante a gente saber a opinião dos nossos fãs, se estamos no caminho certo, se foi realmente dentro das expectativas". Agora, após ouvir o álbum, posso afirmar que Marcello Pompeu estava certíssimo em sua definição. O Korzus está - sempre esteve - no caminho certo e Legion sem sombra de dúvidas, é sim um disco espetacular, força absoluta e um verdadeiro petardo do Metal Nacional.

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A abertura com "Lifeline" já nos mostra que a banda continua afiadíssima, thrash metal de primeira com quebra de andamento e solos rápidos. O vocal característico de Pompeu está cada vez melhor.

"Lamb" vai direto ao ponto, rápida e precisa. O baterista Rodrigo Oliveira dá um show. Quem já teve oportunidade de assistir à banda ao vivo, sabe que o cara é um monstro atrás de seu kit.

A terceira faixa "Six Seconds", tem um refrão simples e ao mesmo tempo sensacional. A dupla de guitarristas formada por Heros Trench e Antônio Araujo, se mostra ainda mais entrosada neste trabalho e esse detalhe fica evidente em "Six Seconds". Os solos dos caras são perfeitos para as canções do disco. Com certeza um dos pontos altos do disco, essa música funcionará perfeitamente ao vivo. Alegria garantida aos headbangers.

"Broken" começa de forma um pouco mais cadenciada, mas ganha variações de andamento muito bem trabalhadas. O baixo de Dick Siebert, dá ainda mais peso a faixa. Pesada, densa, com um refrão que será cantado em uníssono pelos fãs.

Como de costume nos discos da banda, uma música cantada em português é apresentada. Neste caso "Vampiro" cumpre essa função de forma digna. Muito boa, com uma letra de fácil assimilação e instrumental rápido e violento.

"Die Alone" é um petardo certeiro. Mais uma vez o trabalho do baterista Rodrigo Oliveira deve ser salientado. O cara possui técnica e pegada absurdas. Na sequencia vem a instrumental "Apparatus Belli", que antecede uma das melhores músicas do disco, "Time Has Come", mais uma que com certeza estará presente nos shows, pois possui um refrão forte e marcante. Nesta faixa a banda contou com a participação de Eduardo Ardanuy, guitarrista do Dr. Sin, que executou um solo excepcional e repleto de alavancadas.

O trabalho todo é fantástico. Músicas como "Purgatory", "Self Hate", "Bleeding Pride" e "Devils Head" mostram como o Korzus continua em forma e a cada disco melhor. Faixas destruidoras, para headbanger nenhum botar defeito.

Mas então vem a faixa que encerra e dá nome ao disco, "Legion". Um épico com mais de sete minutos, que tem uma belíssima introdução de guitarras limpas e muito feeling. Uma faixa que se difere por ser mais melódica, lembrando os momentos mais inspirados do Arch Enemy. Na minha opinião uma das melhores faixas da história da banda. O destaque fica para Heros Trench e Antônio Araujo. Solos perfeitos e timbres esmagadores, além do vocal forte e imponente de Marcello Pompeu. Um dos melhores encerramentos que ouvi no metal nacional.

Já era de se esperar. O Korzus se supera a cada lançamento, mostra sua força, sua garra e sua dedicação ao metal nacional. Ainda temos praticamente dois meses para o fim do ano, mas posso afirmar, sem medo de me arrepender que Legion é o melhor disco nacional lançado em 2014. E aproveitando um trecho da já citada entrevista que fiz com Pompeu, "depende de você headbanger, consumir, acreditar e saber que o heavy metal brasileiro é uma realidade".

Para ler a entrevista citada na matéria na integra, acesse:

Korzus: entrevista exclusiva com Marcello Pompeu


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Sobre Paulo Pontes

Nascido em Valinhos, interior de São Paulo, é estudante de jornalismo e iniciou-se no universo do rock ouvindo Guns n' Roses. É fã de Led Zeppellin, Richie Kotzen e Edguy, mas adora o rock em todas as suas vertentes, do Classic Rock ao Black Metal. Depois de escutar o refrão de "Eagle Fly Free" pela primeira vez, passou a curtir muito Power Metal, e achou que jamais iria ouvir um refrão tão bom quanto aquele dentro de tal vertente, realmente estava certo, ainda não ouviu. Casado e pai de duas lindas meninas, também se diverte muito com bons filmes e livros.

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