Semblant: Muito além do gothic/symphonic com vocais femininos
Resenha - Lunar Manifesto - Semblant
Por Junior Frascá
Postado em 13 de julho de 2014
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em um primeiro contato com o material da banda curitibana SEMBLANT, fica aquela impressão de ser mais uma banda clichê de gothic/symphonic metal com vocais femininos. Porém, caro amigo leitor, que quebrada de cara ao apertar o play!!! Isso porque o som do septeto vai muito além, trazendo um clima dark e agressivo em todo seu interregno, podendo facilmente ser enquadrado como um dos melhores álbuns do estilo já gravados em nossas terras.
Formada por J Augusto (Teclados), João Vitor (Baixo), Sol Perez (Guitarra), Juliano Ribeiro (Guitarra) e Welyntom "THOR" Sikora (Bateria) , além de Mizuho Lin e Sergio Mazul (vocais), a banda investe pesado (literalmente) na agressividade e morbidez em suas canções, todas muito bem estruturadas, cheias de arranjos riquíssimos, e letras inteligentes e fortes, com uma ambientação dark e melancólica de arrepiar. Mas há ainda elementos de metal progressivo, occult rock, doom, e vários outros, lembrando, nas devidas proporções, o lado mais agressivo que os holandeses do EPICA vêm seguindo nos seus últimos registros.
E percebe-se que tudo aqui foi muito bem pensado e executado: desde o instrumental preciso e muito bem trabalhado, com guitarras despejando riffs e mais riffs avassaladores, cozinha cheia de técnica e brutalidade, teclados muito bem encaixados e sem excessos (que tiram o brilho de muitos trabalhos por ai), e ótimas linhas vocais, variando entre o agressivo gutural (bem presentes) e o lírico, graças ao trabalho magistral de Sérgio e Mizuho, que cativam logo na primeira audição.
Outro fator chave para o resultado final excelente do disco foi o trabalho do produtor Adair Daufembach, que conseguiu extrair toda a essência sonora do SEMBLANT, deixando tudo obscuro e brutal, mas sem perder a qualidade.
E, com tudo jogando a favor, a banda apresenta 11 faixas excelentes e variadas, pegando o ouvinte de surpresa desde a abertura, com a pesadíssima "Incinerate", passando pelas arrasa-quarteirões "The Shrine" e "Bursting Open", e se encerrando com a épica "Scarlet Heritage", que encerra o trabalho com chave de ouro.
Sem dúvida um trabalho que coloca o SEMBLANT como uma das grandes bandas mundiais do estilo. Não deixe de conferir.
Lunar Manifesto - Semblant
(2014 – Nacional – Shinigami Records)
1. Incinerate
2. Dark of the Day
3. What Lies Ahead
4. The Shrine
5. Bursting Open
6. Mists Over the Future
7. The Hand That Bleeds
8. Selfish Liar
9. Ode to Rejection
10. The Blind Eye
11. Scarlet Heritage (Legacy of Blood PTIII)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
A sincera opinião de Pitty sobre Guns N' Roses, System of a Down e Evanescence
O gênero musical cujo nome não faz sentido algum, segundo Mikael Åkerfeldt do Opeth
200 shows internacionais de rock e metal confirmados no Brasil em 2026
A banda em que membros do Iron Maiden e Dio disputaram para entrar e só um conseguiu
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
O guitarrista que custou mil dólares por dia a David Gilmour; "eu queria bater nele"
Vídeo dos Mutantes tocando Beatles em 1969 é encontrado
A banda mais influente do rock progressivo, de acordo com Geddy Lee
As bandas de heavy metal favoritas de Rob Halford; "o som deles me abalou até o fundo"
Os 5 álbuns de rock que todo mundo deve ouvir pelo menos uma vez, segundo Lobão
"Até quando esse cara vai aguentar?" O veterano que até hoje impressiona James Hetfield
Nirvana: "In Bloom" e o recado para quem canta sem entender a letra
Steve Harris esclarece que o Iron Maiden não foi fundado no Natal de 1975
Iron Maiden começou a lucrar de verdade a partir do terceiro disco, diz Steve Harris
Bruce Dickinson: Use Your Illusions? Aquele formato é uma bosta!
Keith Richards elege o riff mais pesado do blues: "Disse tudo que tinha para ser dito"
O lendário guitarrista que Keith Richards odiava: "Por anos eu não podia nem olhar para o cara"

Edguy - O Retorno de "Rocket Ride" e a "The Singles" questionam - fim da linha ou fim da pausa?
Com muito peso e groove, Malevolence estreia no Brasil com seu novo disco
Coldplay: Eles já não são uma banda de rock há muito tempo



