California Breed: Mais um acerto de Glenn Hughes

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Por Guilherme Espir, Fonte: Macrocefalia Musical
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Num mundo onde a crítica vive endeusando novas bandas medianas, sempre cabe aos ditos ''velhacos'' a missão de chegar com um som diferenciado. Não adianta, pode ser a banda nova que for, a de maior pegada, peso e músicos do momento, se um medalhão está com vontade, e acerta, meu amigo! Logo de cara dá pra sacar que é um som no mínimo diferenciado.

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Sei que muitos de nós que fazemos críticas muitas das vezes acabamos sendo ''críticos'' demais, com trabalhos não tão inspirados como os ditos clássicos de outrora, mas quando o cidadão acerta temos que assinar embaixo, e eu assino embaixo, no canto, na esquerda, na direita, em qualquer lugar, o disco de estréia do novo projeto do grande Glenn Hughes soa excelente, California Breed mostrando que a cozinha pode render muito Hard daqui pra frente.

Line Up:
Glenn Hughes (vocal/baixo)
Jason Bohan (bateria)
Andrew Watt (guitarra/vocal)

Track List:
''The Way''
''Sweet Tea''
''Chemical Rain''
''Midnight Oil''
''All Falls Down''
''The Grey''
''Days They Come''
''Spit You Out''
''Strong''
''Invisible''
''Scars''
''Breathe''

O contexto desse disco me lembrou muito o que aconteceu com o Winery Dogs, durante os quase dois anos que ponderamos entre a notícia de que teríamos um supergrupo a caminho, até de fato termos o disco nos ouvidos, com Kotzen arrebentando a boca do balão. No caso deste trio em particular tivemos um Hughes aparentemente a deriva, já que com o fim do (ÓTIMO) Black Country Communion, ele e Jason Bohan viram Bonamassa e Sherenian saindo de fininho (com o nome da banda) deixando a jam ilhada. Mas bem que o baixista disse que voltaria.

Menos de uma semana depois do pronunciamento oficial, quem ficou ligado nas redes sociais viu no Facebook do gringo que ele seguiria com Jason, e começaria um novo projeto, e se no começo nós ficamos descrentes que ele voltaria tão cedo, e que pudesse substituir Bonamassa para manter a mesma cozinha, ele foi lá e fez o contrário, nem contrário, ele fez do avesso e ainda temperou com Funk, relembrou seus tempos de Deep Purple e fez uma Jam com pinta de ''Stormbringer''/''Burn''/''Come And Taste The Band'' atualizada aos novos padrões.

Chegando igual ao Bope estorando barraco de vagabundo com ''The Way'', e reapresentando as já conhecidas ''Sweet Tea'' e ''Midnight Oil'', enquanto nos encarnam novos temas e nos recheiam os ouvidos com um som pra lá de encorpado, com uma das melhores mixagens que ouvi recentemente. A guitarra ficou excelente, a bateria pesa uma tonelada, e a voz de Hughes berra por barulho, e aqui temos um da melhor qualidade.

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E Watt reforçou o gosto pelo novo, renovou a criatividade, e a dupla soube aproveitar isso de forma excelente, as faixas exalam confiança, muito alem disso, liberdade criativa, backing vocals ala soul man,/Motown, violas com eletrificação no backup, contratempos em fúria e hard em êxtase, chumbando a liga do som com baladas (''All Falls Down''), muito peso com ótimos temas como ''The Grey'', e ''Chemical Rain'', com um som redondinho, swingado, e com um vocal excelente, afinal de contas é Glenn Hughes. Jason segue monstro nas viradas, e Andrew mostrou seu valor, linhas nada óbvias, presença na voz, e solos muito bem escolhidos, grande disco, vai martelar muito tempo nos seus fones, ''Spit You Out'', ''Strong''... Sonzeira sorrateira e venenosa.


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Sobre Guilherme Espir

Assíduo fã de Zappa e de muitas fritadeiras setentonas, tenta mesclar a peneiração de raridades dos anos 60 e 70 com as novas tendências sonoras de nosso tempo, porém admitindo que o antigo ainda tem preferência em seus fones ensurdecedores.

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