California Breed: Mais um acerto de Glenn Hughes
Resenha - California Breed - California Breed
Por Guilherme Espir
Fonte: Macrocefalia Musical
Postado em 27 de maio de 2014
Nota: 8 ![]()
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Num mundo onde a crítica vive endeusando novas bandas medianas, sempre cabe aos ditos ''velhacos'' a missão de chegar com um som diferenciado. Não adianta, pode ser a banda nova que for, a de maior pegada, peso e músicos do momento, se um medalhão está com vontade, e acerta, meu amigo! Logo de cara dá pra sacar que é um som no mínimo diferenciado.
Sei que muitos de nós que fazemos críticas muitas das vezes acabamos sendo ''críticos'' demais, com trabalhos não tão inspirados como os ditos clássicos de outrora, mas quando o cidadão acerta temos que assinar embaixo, e eu assino embaixo, no canto, na esquerda, na direita, em qualquer lugar, o disco de estréia do novo projeto do grande Glenn Hughes soa excelente, California Breed mostrando que a cozinha pode render muito Hard daqui pra frente.
Line Up:
Glenn Hughes (vocal/baixo)
Jason Bohan (bateria)
Andrew Watt (guitarra/vocal)
Track List:
''The Way''
''Sweet Tea''
''Chemical Rain''
''Midnight Oil''
''All Falls Down''
''The Grey''
''Days They Come''
''Spit You Out''
''Strong''
''Invisible''
''Scars''
''Breathe''
O contexto desse disco me lembrou muito o que aconteceu com o Winery Dogs, durante os quase dois anos que ponderamos entre a notícia de que teríamos um supergrupo a caminho, até de fato termos o disco nos ouvidos, com Kotzen arrebentando a boca do balão. No caso deste trio em particular tivemos um Hughes aparentemente a deriva, já que com o fim do (ÓTIMO) Black Country Communion, ele e Jason Bohan viram Bonamassa e Sherenian saindo de fininho (com o nome da banda) deixando a jam ilhada. Mas bem que o baixista disse que voltaria.
Menos de uma semana depois do pronunciamento oficial, quem ficou ligado nas redes sociais viu no Facebook do gringo que ele seguiria com Jason, e começaria um novo projeto, e se no começo nós ficamos descrentes que ele voltaria tão cedo, e que pudesse substituir Bonamassa para manter a mesma cozinha, ele foi lá e fez o contrário, nem contrário, ele fez do avesso e ainda temperou com Funk, relembrou seus tempos de Deep Purple e fez uma Jam com pinta de ''Stormbringer''/''Burn''/''Come And Taste The Band'' atualizada aos novos padrões.
Chegando igual ao Bope estorando barraco de vagabundo com ''The Way'', e reapresentando as já conhecidas ''Sweet Tea'' e ''Midnight Oil'', enquanto nos encarnam novos temas e nos recheiam os ouvidos com um som pra lá de encorpado, com uma das melhores mixagens que ouvi recentemente. A guitarra ficou excelente, a bateria pesa uma tonelada, e a voz de Hughes berra por barulho, e aqui temos um da melhor qualidade.
E Watt reforçou o gosto pelo novo, renovou a criatividade, e a dupla soube aproveitar isso de forma excelente, as faixas exalam confiança, muito alem disso, liberdade criativa, backing vocals ala soul man,/Motown, violas com eletrificação no backup, contratempos em fúria e hard em êxtase, chumbando a liga do som com baladas (''All Falls Down''), muito peso com ótimos temas como ''The Grey'', e ''Chemical Rain'', com um som redondinho, swingado, e com um vocal excelente, afinal de contas é Glenn Hughes. Jason segue monstro nas viradas, e Andrew mostrou seu valor, linhas nada óbvias, presença na voz, e solos muito bem escolhidos, grande disco, vai martelar muito tempo nos seus fones, ''Spit You Out'', ''Strong''... Sonzeira sorrateira e venenosa.
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