Anette Olzon: à vontade em seu próprio território
Resenha - Shine - Anette Olzon
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 05 de abril de 2014
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Após ser carinhosamente chutada do NIGHTWISH, a vocalista ANETTE OLZON não perdeu tempo e lançou seu primeiro álbum solo. O trabalho já era uma intenção desde a turnê do Dark Passion Play, é verdade. Versões ao vivo de algumas das faixas do disco já haviam sido upadas há um bom tempo no YouTube. Foi só na época do Imaginaerum, contudo, que ela começou a dar forma ao projeto. Sua saída do então quinteto sinfônico a deixou livre para focar totalmente no álbum, que veio a se chamar Shine.
Para começo de conversa, esqueça que ela já cantou no NIGHTWISH. Diferente de sua antecessora TARJA TURUNEN, que manteve os elementos de metal sinfônico em sua música, ANETTE seguiu um caminho quase totalmente diferente. As guitarras, por exemplo, não estão presentes em todas as faixas do disco, e muitas vezes ficam sufocadas pelos outros instrumentos acústicos e os teclados.
A primeira metade do disco é sonolenta, a não ser que você se identifique com este tipo de música - é justo prever que muitos fãs do NIGHTWISH não apreciarão isto. A coisa melhora na segunda metade, e chega ao ápice no final, com duas músicas de tirar o fôlego, daquelas que fazem o corpo inteiro se arrepiar.
A faixa-título e os singles "Lies" e "Falling" são as mais "pesadas" do disco, mesmo que evidentemente muito mais leves que trabalhos típicos do NIGHTWISH.
De resto, a música gira em torno de combinações de cordas, percussão leve e a voz da cantora, e vez ou outra com guitarras e bateria. "Floating", por exemplo, traz um riff nos teclados acompanhado de cordas que remete a música medieval – um dos trabalhos mais interessantes do disco. "One Million Faces" e "Watching Me from Afar" são belíssimas baladas que poderiam servir de encerramento para um filme.
A música apresentada por ANETTE tem elementos de artistas que vão de WITHIN TEMPTATION a ANNIE LENNOX, ENYA e KATE BUSH. O resultado é um disco que comprova a competência e o talento de uma cantora que teve relativamente pouco tempo de estrada com o NIGHTWISH e que tinha de ajustar sua performance aos desejos do líder e tecladista TUOMAS HOLOPAINEN – não que ele não tenha aproveitado adequadamente seu talento.
Boa estreia que ganha pontos pela direção musical bastante distante daquilo que a cantora fez em seu período de maior exposição. Causará estranhamento a muitos e precisa de várias audições para uma digestão apropriada, mas a compra do álbum é um investimento que compensa. O que se ouve aqui é uma cantora bastante à vontade em seu próprio território.
Abaixo, o vídeo de "Lies":
Track-list:
01. "Like a Show"
02. "Shine"
03. "Floating"
04. "Lies"
05. "Invincible"
06. "Hear Me"
07. "Falling"
08. "Moving Away"
09. "One Million Faces"
10. "Watching Me from Afar"
Outras resenhas de Shine - Anette Olzon
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do Metallica que James Hetfield considera "fraco": "Um enorme sinal de fraqueza"
Download Festival anuncia novas atrações e divisão de dias para a edição 2026
Blaze Bayley escolhe o melhor disco do Metallica - mas joga sujo na resposta
Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
AC/DC - um show para os fãs que nunca tiveram chance
A banda que poderia ter chegado ao tamanho do Led Zeppelin, segundo Phil Collen
Os álbuns do Rush que são os prediletos de Regis Tadeu
João Gordo explica o trabalho do Solidariedade Vegan: "Fazemos o que os cristãos deveriam fazer"
A maior dificuldade de Edu Ardanuy ao tocar Angra e Shaman na homenagem a Andre Matos
"Burning Ambition", a música que dá título ao documentário de 50 anos do Iron Maiden
Como o Queen se virou nos trinta e ganhou o jogo que o AC/DC sequer tentaria, admite Angus
"Eu acreditei que ia rolar": o dia que Regis Tadeu comprou Jéssica Falchi no Mastodon
O maior disco da história do punk, segundo a Rolling Stone
Como a banda mais odiada do rock nacional literalmente salvou a MTV Brasil da falência
O guitarrista que Hetfield disse ter sido uma bênção conhecer: "nos inspiramos um ao outro"
Max Cavalera cortou o cabelo para ganhar cópia de clássico do Metallica
A característica que faz James Hetfield ser um bom frontman, segundo Jerry Cantrell
O melhor álbum de metal progressivo de cada ano desde 1983, segundo a Loudwire



A reação de Anette Olzon à polêmica do Nobel sobre María Corina Machado e Donald Trump
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



