Anette Olzon: brilho pós-Nightwish
Resenha - Shine - Anette Olzon
Por Carlos Garcia
Postado em 16 de setembro de 2014
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Após a sua saída do NIGHTWISH, que foi, inclusive, tema nos extras do mais recente DVD dos finlandeses, onde relatam sua versão para a saída da cantora (sendo que Anette não autorizou usar imagens suas nesse documentário), a sueca lançou recentemente "Shine", seu primeiro álbum solo.
"Shine" tem uma roupagem moderna, com músicas bem interessantes e alguns destaques, com momentos trazendo boas doses de emoção e uma ótima atuação da vocalista, que pôde cantar utilizando sua voz de forma mais confortável, pois possui uma voz bonita e agradável.
Diria que Anette possui um timbre suave, uma certa inocência na voz, às vezes lembrando aquela trilhas de filmes da disney, e lembro disso porque acredito ter sido um dos motivos que levou Tuomas e escolhê-la para ser a sucessora da Tarja, pois todos sabemos do gosto do líder do NIGHTWISH por trilhas e filmes da Disney, inclusive o álbum "Imaginaerum", que tem esse "quê" de trilha sonora, o trabalho da Anette foi muito bom.
Eu conhecia ANETTE de trabalhos anteriores, como nos dois primeiros álbuns ALYSON AVENUE, e no dueto com MICHAEL BORMANN na música "Two of a Kind" (confira no vídeo abaixo), por exemplo, quando soube do anúncio da entrada dela no NIGHTWISH tive certeza que em algumas músicas ficaria complicada a comparação, mas em outras a bela e suave voz da suéca trariam boas possibilidades, assim como nas novas músicas, que provavelmente Tuomas comporia já conhecendo melhor a nova integrante e suas potencialidades, ou seja, foram criadas coisas bem interessantes, e o problema principal sempre foram as músicas mais antigas (principalmente com os vocais mais altos) e as mais pesadas.
Enfim, mesmo dividindo opiniões, a fase com Anette produziu boas coisas, e para a carreira dela foi bem interessante, pois certamente esse seu álbum solo não teria a atenção que está tendo, e a produção que teve, se a cantora não tivesse passado pela banda finlandesa, mas claro, se não apresentar um trabalho consistente e de qualidade, vai acabar só vivendo na lembrança dessa fase com o NIGHTWISH.
Se depender da bela voz e da boa coleção de canções contidas e "Shine", o futuro da suéca está bem encaminhado, só manter a qualidade mostrada no álbum. Não espere uma sonoridade parecida com o NIGHTWISH, mas tem tudo para agradar quem gosta da voz de Anette. Difícil também rotular, possuindo elementos do Pop, Rock e até Metal, com uma roupagem de bom gosto e moderna.
Produção muito boa e algumas faixas que se destacam, com potencial para hits, como a faixa título, bem moderna, até com um certo peso, melodias e refrão marcantes; o mesmo vale para "Lies"(veja vídeo abaixo), aliás, título sugestivo não? Anette disse que essa música fala sobre separação, citando o divórcio (que ocorreu quando entrou no NIGHTWISH), ficando só e com uma filha pequena, e, claro, o "divórcio" com o NIGHTWISH, e "Falling", também, com melodias bem legais e refrãos idem, faixas com ótimo potencial e bela performance vocal.
Podemos destacar também as baladas "Floating" e "Moving Away", e a "power/piano/ballad", composta em conjunto com Martijn Spierenburg (WITHIN TEMPTATION) e Frederik Bergh (Bloodbound), "One Millon Faces", também com interpretações bem emocionais. Aliás, como falei no início, é um álbum bem emocional, com certas doses de melancolia, e a própria cantora admite isso, falando que o título foi escolhido justamente por essas características da sonoridade, mas também porque, nas palavras dela: "há muita esperança nele também, há a luz do sol através da chuva...".
"Shine" vinha sendo composto desde 2009, lançado agora pelo selo earMusic, e contando com a ajuda de compositores conhecidos na Suécia, como Anders Bagge (jurado do "Idols" suéco, além de ter trabalhado com artistas como Jennifer Lopez e Céline Dion!) e seu time de colaboradores, a dupla Stefan Örn e Johan Glössner, mostra que Anette possui sim condições de ter uma boa e sólida carreira solo, ter brilho próprio.
Set List:
Like A Show
Shine
Floating
Lies
Invincible
Hear Me
Falling
Moving Away
One Million Faces
Watching Me From Afar
Outras resenhas de Shine - Anette Olzon
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas que formam o "Big Four" do metal oitentista, segundo o Loudwire
A cantiga infantil sombria dos anos 1990 que o Metallica tocou ao vivo uma única vez
Terra do Black Sabbath, Birmingham quer ser reconhecida como "Cidade da Música"
Jack Osbourne expõe "banda gigante" que exigiu quantia absurda no último show de Ozzy
Lars Ulrich, do Metallica, acha que Bon Scott é o vocalista mais legal de todos os tempos
Cinco dicas úteis para quem vai ao Bangers Open Air 2026
A música que mudou a história do Dream Theater e a vida de Mike Portnoy
A joia cearense que gravou um clássico do rock nos anos 1970, segundo Regis Tadeu
A melhor música do "Black Album", do Metallica, segundo a Metal Hammer
O pior músico com quem Eddie Van Halen trabalhou; "eu tinha que ensinar todas as partes"
A música do Paramore que Wolfgang Van Halen gostaria de ter escrito
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
O único guitarrista fritador que Joe Bonamassa tem certeza que não é IA: "Faz de verdade"
O que "Nine Inch Nails" quer dizer, e como Trent Reznor chegou nesse curioso nome
Mille Petrozza explica por que sonoridade do Kreator mudou na década de 90
A música em que Bob Dylan copiou acordes de clássico dos Beatles, mas inverteu a letra
A clássica canção dos Beatles onde Ringo Starr quase ficou de fora, mas chegou na hora certa
Bruce Dickinson revela qual é sua música preferida do Iron Maiden


A reação de Anette Olzon à polêmica do Nobel sobre María Corina Machado e Donald Trump
Iron Maiden: Em 1992 eles lançavam Fear Of The Dark



