Anette Olzon: brilho pós-Nightwish

Resenha - Shine - Anette Olzon

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Por Carlos Garcia
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Nota: 8

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Após a sua saída do NIGHTWISH, que foi, inclusive, tema nos extras do mais recente DVD dos finlandeses, onde relatam sua versão para a saída da cantora (sendo que Anette não autorizou usar imagens suas nesse documentário), a sueca lançou recentemente "Shine", seu primeiro álbum solo.
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"Shine" tem uma roupagem moderna, com músicas bem interessantes e alguns destaques, com momentos trazendo boas doses de emoção e uma ótima atuação da vocalista, que pôde cantar utilizando sua voz de forma mais confortável, pois possui uma voz bonita e agradável.

Diria que Anette possui um timbre suave, uma certa inocência na voz, às vezes lembrando aquela trilhas de filmes da disney, e lembro disso porque acredito ter sido um dos motivos que levou Tuomas e escolhê-la para ser a sucessora da Tarja, pois todos sabemos do gosto do líder do NIGHTWISH por trilhas e filmes da Disney, inclusive o álbum "Imaginaerum", que tem esse "quê" de trilha sonora, o trabalho da Anette foi muito bom.

Eu conhecia ANETTE de trabalhos anteriores, como nos dois primeiros álbuns ALYSON AVENUE, e no dueto com MICHAEL BORMANN na música "Two of a Kind" (confira no vídeo abaixo), por exemplo, quando soube do anúncio da entrada dela no NIGHTWISH tive certeza que em algumas músicas ficaria complicada a comparação, mas em outras a bela e suave voz da suéca trariam boas possibilidades, assim como nas novas músicas, que provavelmente Tuomas comporia já conhecendo melhor a nova integrante e suas potencialidades, ou seja, foram criadas coisas bem interessantes, e o problema principal sempre foram as músicas mais antigas (principalmente com os vocais mais altos) e as mais pesadas.

Enfim, mesmo dividindo opiniões, a fase com Anette produziu boas coisas, e para a carreira dela foi bem interessante, pois certamente esse seu álbum solo não teria a atenção que está tendo, e a produção que teve, se a cantora não tivesse passado pela banda finlandesa, mas claro, se não apresentar um trabalho consistente e de qualidade, vai acabar só vivendo na lembrança dessa fase com o NIGHTWISH.

Se depender da bela voz e da boa coleção de canções contidas e "Shine", o futuro da suéca está bem encaminhado, só manter a qualidade mostrada no álbum. Não espere uma sonoridade parecida com o NIGHTWISH, mas tem tudo para agradar quem gosta da voz de Anette. Difícil também rotular, possuindo elementos do Pop, Rock e até Metal, com uma roupagem de bom gosto e moderna.

Produção muito boa e algumas faixas que se destacam, com potencial para hits, como a faixa título, bem moderna, até com um certo peso, melodias e refrão marcantes; o mesmo vale para "Lies"(veja vídeo aqui), aliás, título sugestivo não? Anette disse que essa música fala sobre separação, citando o divórcio (que ocorreu quando entrou no NIGHTWISH), ficando só e com uma filha pequena, e, claro, o "divórcio" com o NIGHTWISH, e "Falling", também, com melodias bem legais e refrãos idem, faixas com ótimo potencial e bela performance vocal.

Podemos destacar também as baladas "Floating" e "Moving Away", e a "power/piano/ballad", composta em conjunto com Martijn Spierenburg (WITHIN TEMPTATION) e Frederik Bergh (Bloodbound), "One Millon Faces", também com interpretações bem emocionais. Aliás, como falei no início, é um álbum bem emocional, com certas doses de melancolia, e a própria cantora admite isso, falando que o título foi escolhido justamente por essas características da sonoridade, mas também porque, nas palavras dela: "há muita esperança nele também, há a luz do sol através da chuva...".

"Shine" vinha sendo composto desde 2009, lançado agora pelo selo earMusic, e contando com a ajuda de compositores conhecidos na Suécia, como Anders Bagge (jurado do "Idols" suéco, além de ter trabalhado com artistas como Jennifer Lopez e Céline Dion!) e seu time de colaboradores, a dupla Stefan Örn e Johan Glössner, mostra que Anette possui sim condições de ter uma boa e sólida carreira solo, ter brilho próprio.

Set List:
Like A Show
Shine
Floating
Lies
Invincible
Hear Me
Falling
Moving Away
One Million Faces
Watching Me From Afar

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Sobre Carlos Garcia

Antes de tudo sou um colecionador, que começou a cair de cabeça no Metal e Classic Rock quando o Kiss esteve no Brasil em 1983, a partir daí não parei mais. Criei fanzines, como o Zine Barulho, além de colaborar com outros zines e depois web zines e sites, como os saudosos Metal Attack e All the Bangers. Atualmente sou um dos editores e redator do Road to Metal. O melhor de tudo são as amizades que fazemos, além do contato e até amizade com alguns de nossos heróis.

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