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Warcursed: Mistura de dois estilos, o thrash e o death metal

Resenha - Last March - Warcursed

Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
Em 21/02/14

Nota: 9

A banda paraibana WARCURSED é mais uma a integrar o panteão de bandas nordestinas a enriquecer e encher de orgulho o metal nacional. Depois do excelente "Escape From Nightmare", chega às minhas mãos o recente "The Last March", não apenas uma reunião de composições bem arranjadas e empolgantes, mas uma mistura interessante de dois estilos amados pelos headbangers, o thrash e o death metal.

A intro não denuncia o que está por vir. Um riff thrash metal matador e um solo que em outras bandas já poderia ser "o solo" (mas aqui é apenas o primeiro de uma excelente canção). Esta sim, "Superior Tirany", denuncia o que virá, uma mistura de thrash metal (principalmente no instrumental) com death metal (principalmente nos vocais de Jean Philipe Sauvé e em algumas partes mais cadenciadas). A segunda faixa "The Last March" foi a escolhida para dar nome ao disco. Não é a melhor do disco (é mesmo difícil eleger uma, dado o alto nível das composições aqui), mas serve como um bom cartão de visitas por mostrar tanto a mistura de elementos death/thrash que já mencionamos quanto o conteúdo lírico de toda a obra. "K.I.Y." inicialmente parece ser a mais direta do play, mas, logo mostra que o WARCURSED não consegue fazer uma música sem belas partes instrumentais. O que vem a seguir, "Renegades From Hell" é um petardo death/thrash com um solo marcante atrás do outro, uma aula de música extrema. Se até agora você conseguiu não exclamar: "Pqp, como esses caras tocam!!!" aconselho que você tire o CD do player e vá ouvir outra coisa, por que metal não é para você.

Se você ainda está aqui, confira o clipe para a canção no vídeo abaixo.

"Deathmachine" é a melhor do play. Aqui, ritmo, agressividade e melodia, luz e sombra (como mestre Iommi ensinou), se combinam perfeitamente num momento memorável (ou melhor seis minutos memoráveis) com solos marcantes (um melhor que o outro) entre riffs matadores. Mais guitarras fritando vem em "Symptoms of Decay" e uma contundente crítica aos que usam a religião como arma de manipulação em "Temple of Destruction".

A galera mais thrasher sentirá um pouco de falta de mais alguns backing vocais nos refrãos, mas esta não é a proposta da banda e nos demais aspectos eles jamais fica a desejar. E na parte gráfica, o encarte está bem superior ao de "Escape From Nightmare", de certa forma quitando uma dívida dos WARCURSED com os apreciadores de seu trabalho.

A banda de Campina Grande, cidade do interior paraibano, que um dia já se chamou POST MORTEN, que um dia já foi apenas uma banda cover do MEGADETH e que mostra com este segundo trabalho que está aí para disputar o seu lugar entre as maiores bandas de metal extremo do Nordeste brasileiro, talvez do país inteiro. Os europeus não perdem por esperar para conferir o seu som na turnê que eles já confirmaram ao lado do NERVOCHAOS, outro grande nome do nosso underground que nos enche de orgulho.


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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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