RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas

imagemA atitude ousada da Legião Urbana ao peitar Globo e Faustão no meio de uma grande crise

imagemO Raul Seixas não era nada daquilo que ele falava, diz ex-parceiro musical

imagemA razão que levou Humberto Gessinger a decidir não usar mais nome "Engenheiros do Hawaii"

imagemPor que Gisele Bündchen e Ivete Sangalo deturparam "Imagine", segundo André Barcinski

imagemDiva Satânica explica qual foi a razão que a fez deixar a banda Nervosa

imagemO último show de Bon Scott com o AC/DC, três semanas antes de sua morte

imagemA hilária reação de Keith Richards ao encontrar músicos do Maneskin

imagemDavid Coverdale relembra parceria com Jimmy Page, e fala sobre relançamento

imagemAs duas razões que levaram RPM a passar por segunda separação em 2003

imagemEm entrevista, Tony Iommi contou como aprendeu a tocar guitarra

imagemAlém do Moonspell, São Paulo Metal Fest anuncia Beyond Creation em seu cast

imagemAngra parabeniza a aniversariante Sandy nas redes sociais

imagemJimmy Page sobre o "Presence": "Não se faz músicas como aquelas caindo de bêbado"

imagemGuitarrista do Offspring continuou em seu emprego normal mesmo depois da fama

imagemPrika explica por que nova vocalista da Nervosa não é brasileira e promete single em março


Summer Breeze

Alan Parsons Project: Um álbum de audição agradabilíssima

Resenha - Turn Of A Friendly Card - Alan Parsons Project

Por Neimar Secco
Postado em 31 de janeiro de 2014

Prog rock, art rock, symphonic rock. Vários rótulos poderiam ser usados para descrever a obra de Alan Parsons, especialmente em The Turn Of A Friendly Card.

Esse álbum conceitual lançado em 1980, numa época em que o progressivo apenas respirava, já quase na fase de ajuda de aparelhos, é surpreendentemente bem-sucedido. (Sim, algumas bandas tradicionais do seguimento progressivo teriam alguns êxitos comerciais no início dos anos 80, mas com canções bem pop, tais como Mama – Genesis e Owner Of A Lonely Heart – Yes). Quatro faixas foram hits em maior ou menor escala. No Brasil, em uma época em que, pelo menos aqui em São Paulo, ainda não tínhamos emissoras FM tão segmentadas como atualmente, até mesmo emissoras pop, como a antiga Rádio Cidade FM, executaram bastante algumas faixas desse álbum. Aqui em São Paulo foram quatro hits: "Snake Eyes", "Nothing Left To Lose", "Time" e "Games People Play". Nada mal para um artista e um estilo que não têm exatamente o foco voltado para a música "de consumo".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O tema central do álbum é o jogo e como ele controla a mente do jogador. As primeiras duas faixas do álbum, "Maybe A Price To Pay" (vocal de Elmer Gantry) e "Games People Play" (vocal de Lenny Zakatek) dão uma boa ideia do quanto um jogador pode se tornar obcecado e preso ao objetivo de sair vitorioso.

A melódica "Time" ameniza esse clima e nos leva a um estado de reflexão sobre a própria atuação do tempo como um rio que flui e nos conduz eternamente, nos unindo e separando das pessoas. Ao compor essa música magistralmente cantada pelo falecido vocalista Eric Woolfson, provavelmente Parsons se inspirou em seu trabalho como engenheiro de som em The Dark Side Of The Moon, do Pink Floyd, já que o instrumental e a melodia remetem a "Us And Them" e o tema, à faixa homônima desta (Time) do mesmo álbum do Floyd.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

"I Don’t Wanna Go Home" vocal: Lenny Zakatek) é a faixa que melhor descreve o a compulsão pelo jogo, tanto pela interpretação como pela letra em si, que fala em impossibilidade de ganhar e ao mesmo tempo de conseguir sair da mesa de jogo.

O lado B abre com a bela instrumental "The Gold Bug", que é seguida pela suíte "The Turn Of A Friendly Card", contendo cinco subdivisões:
"The Turn of a Friendly Card (Part One)" (Lead vocal: Chris Rainbow) – 2:44
"Snake Eyes" (Lead vocal: Chris Rainbow) – 3:14
"The Ace of Swords" (Instrumental) – 2:57
"Nothing Left to Lose" (Lead vocal: Woolfson) – 4:07
"The Turn of a Friendly Card (Part Two)" (Lead vocal: Rainbow) – 3:22

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Como um álbum de progressivo e idealizado, composto e em parte executado por um produtor/engenheiro de som, este álbum é impecável tanto na gravação quanto na execução. Para quem, ao mesmo tempo, gosta do estilo e não faz grandes restrições a uma levada mais "pop" em canções do gênero, mescladas a um som sinfônico, The Turn Of A Friendly Card é um álbum de audição agradabilíssima.

Para quem está aguardando a possibilidade de ver o show do Alan Parsons Project em março fica a expectativa de que ele mantenha o setlist anunciado no site setlist fm, referente aos shows do ano passado, em que ele tocou a suíte inteira do álbum, além de "Time".

Créditos
Alan Parsons: Composer, Keyboards, Vocals, Vocals (Background), Producer, Engineer
Andrew Powell: Arranger, Conductor
Chris Blair: Mastering
Chris Rainbow: Vocals, Vocals (Background)
David Paton: Bass, Guitar, Vocals
Elmer Gantry: Vocals
Eric Woolfson: Composer, Keyboards, Vocals, Executive Producer
Ian Bairnson: Guitar (Acoustic), Guitar, Guitar (Electric)
Kevin Godley: Design
Lenny Zakatek: Vocals, Vocals (Background)
Lol Crème: Design
Münchener KammerorchesterOrchestra, Group
Parsons: Composer
Sandor Farcas: Leader
Stuart Elliott: Percussion, Drums
The Alan Parsons Project: Performer

Extras:

Colocação atingida nas paradas: *
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/The_Turn_of_a_Friendly_Card
Year Chart Position
1980 The Billboard 200 (13)
1980 UK Albums Chart (38)
1980 Noruega (11)
1981 Canadá (16)

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Fonte*
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/The_Turn_of_a_Friendly_Card

Singles:**
"Games People Play" "Time" "Snake Eyes"
Fonte:**
http://en.wikipedia.org/wiki/The_turn_of_a_friendly_card

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Siga e receba novidades do Whiplash.Net:
Novidades por WhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp


publicidadeAdemir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | André Silva Eleutério | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Euber Fagherazzi | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Henrique Haag Ribacki | José Patrick de Souza | Julian H. D. Rodrigues | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Neimar Secco

Welcome to my nightmare. Sou professor de inglês e de português e também tradutor eventual. Rock sempre foi e continua sendo a minha trilha sonora de todas as horas. Minhas preferências são hard rock, progressivo e classic rock em geral (anos 60, 70 e 80). Bandas favoritas: Alice Cooper, Led Zeppelin, Black Sabbath, Ozzy Osbourne, Pink Floyd, Beatles, Creedence, The Doors, Dire Straits, entre muitas outras.
Mais matérias de Neimar Secco.