Rhapsody of Fire: A banda se perdeu no tempo
Resenha - Dark Wings of Steel - Rhapsody of Fire
Por Fernando Monteiro
Fonte: Moshpit.in
Postado em 21 de dezembro de 2013
Nota: 4 ![]()
![]()
![]()
![]()
A banda que envolveu minha adolescência (e a de todos vocês, certo) num misto de poder, magia e agressividade. Aquela banda que fazia eu me arrepiar em cada refrão; que me fez decorar suas letras chupadas de longas aventuras de Dungeons & Dragons; que tinha capas dignas de wallpapers; que possuíam os PIORES clipes musicais do planeta (mas nós víamos, fãs fazem isso; gostam de coisas horríveis e sem sentido). Senhores, essa banda não existe mais.
O RHAPSODY que odiávamos amar do final dos anos 90 e início dos 2000 sofreu mudanças horríveis, mudanças que começaram de dentro, com os integrantes, durante o tempo que tinham livre entre Waterdeep e Undermountain, e — o pior de tudo — é que nos prometeram melhoras. Digo inclusive que foi exatamente o que aconteceu com Dungeons & Dragons.
Todos estavam felizes com a terceira edição, nós já tínhamos nossa coleção de livros, meu guerreiro anão acertava críticos absurdos com seu martelo de guerra e meu elfo arqueiro acertava mais de 20 alvos em um tiro; não teria porque comprar tudo outra vez e aprender a jogar com regras diferentes.
RHAPSODY (como eram conhecidos antes da classe de prestígio ‘of Fire’) decidiu criar sua própria edição, seu exclusivo jogo de D&D. O problema todo começou com a troca do nome para RHAPSODY OF FIRE que, por problemas com direitos autorais, foi a única saída rápida que puderam encontrar.
Então veio o Triumph or Agony que não destrói seus ouvidos, mas a essência vinha se perdendo: menos Power Metal e mais Symphonic Metal. Dois anos depois houve uma briga com a MCM e seu representante JOEY DEMAIO, que causou um hiato de quase 2 anos sem notícias da banda.
FABIO LIONE se dedicou ao VISION DIVINE e ao KAMELOT; ALEX STAROPOLI anunciou um lançamento próprio e LUCA TURILLI se dedicou a carreira solo. Essa divergência de interesses foi colocada de lado em 2010 quando lançaram seu álbum The Frozen Tears of Angels, agora pela Nuclear Blast Records.
Parecia tudo bem na taverna onde eles ensaiavam todas as noites e, apesar de dizerem que foi uma separação amigável, não dá pra acreditar é óbvio que foi pela diferença de nível dos líderes LUCA TURILLI e ALEX STAROPOLI.
Eles dividiram as riquezas e itens mágicos e em 2011 formaram duas bandas. RHAPSODY OF FIRE e LUCA TURILLI'S RHAPSODY. Não vou comentar sobre o From Chaos to Eternity, sendo que ele foi lançado ainda quando a banda era única. Logo este é o primeiro álbum do MIGHT BLESSED EMERALD NEW RHAPSODY OF FIRE OF THE DRAGON POWER’S FIRE. Agora quem escreveu as letras foi o Fabio Lione e Bomba Staropoli compondo as melodias.
Sinceramente, o Fabio Lione merece mesmo o ANGRA e o Staropoli devia continuar com a administração de halteres e complementos alimentares. Não me levem a mal, as músicas até são bem compostas e as letras não são piores do que já eram; mas se alguém pegasse cada faixa desse álbum e distribuísse nos antigos lançamentos da banda, ninguém veria diferença.
Temos um álbum que não inova em absolutamente nada, tudo que se ouve já foi ouvido antes. Há uma queda absurda no lado Power Metal da banda: a bateria desacelerou e a guitarra é suprimida pelos teclados. Aparentemente a banda tentou acertar em épico e teve um acerto crítico em sinfônico. Um pequeno solo de guitarra que acontece na segunda faixa do disco (depois da introdução) mostra a falta que LUCA TURILLI faz; é quase como assistir qualquer outra banda italiana fazendo cover do antigo RHAPSODY. Praticamente todas as faixas tem um momento rápido, um momento balada e um momento ‘tocamos pra caramba’, menos a faixa 8 (Custode Fi Pace) que é uma balada em italiano.
Resta esperar se esse álbum vai fornecer alguns pontos de experiência ao Rhapsody of Fire para que, na próxima eles lembrem que talvez reaprender as regras e utilizar classes novas possa ajudar.
Tracklist:
01. Vis Divina (Divine Strength) - 01:29
02. Rising From Tragic Flames - 06:16
03. Angel of Light - 07:06
04. Tears of Pain - 06:27
05. Fly to Crystal Skies - 05:13
06. My Sacrifice - 08:06
07. Silver Lake of Tears - 05:01
08. Custode di Pace ("Guardian of Peace") - 05:07
09. A Tale of Magic - 04:18
10. Dark Wings of Steel - 05:52
11. Sad Mystic Moon - 04:38
Resenha original de Moshpit (www.moshpit.in)
Outras resenhas de Dark Wings of Steel - Rhapsody of Fire
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Cinco bandas europeias de Heavy Metal que merecem mais atenção no Brasil
Regis Tadeu e a banda clássica de hard que faz show ruim: "Melhor capinar lote com colher"
Copenhell vem aí com 76 bandas em 4 dias de shows; veja o line-up aqui
Dimmu Borgir confirmado no Liberation Festival em São Paulo
Carcass ironiza estar abaixo de banda tributo em cartaz de festival
Andreas Kisser não compreende a maneira como Eloy Casagrande deixou o Sepultura
A banda que era a "versão brasileira do Iron Maiden", segundo Max Cavalera
Os melhores discos de 15 gigantes do thrash metal, segundo o Loudwire
Hellfest vem aí e confirma 182 bandas em 4 dias de shows
A música do Led Zeppelin que Brian May considera insuperável na obra da banda
Os dias em que Anthony Kiedis quase morreu (foram muitos)
Show do Marillion na Suíça em 1987 é disponibilizado na íntegra
A música mais importante que Roger Waters escreveu para "Dark Side of the Moon"
Fabio Lione homenageia Andre Matos e alfineta: "ninho de cobra que conhecemos bem"
As 40 melhores power ballads da história segundo a Classic Rock


Tarja Turunen: Frisson Noir - o álbum que os fãs sempre quiseram ouvir
Immolation anuncia a rápida e iminente autodestruição da humanidade no ótimo "Descent"
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR


