Anubis: Mais um trabalho de qualidade dentro do Thrash Metal

Resenha - Legacy of Humanity - Anubis

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Por Leonardo M. Brauna
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ANUBIS é mais um grande grupo paraense que faz um trabalho de qualidade dentro do Thrash Metal. A banda foi formada em 1994 e alcançou-se doze anos até sair o primeiro registro, ‘Anubis’, demo de 2006. Mais quatro anos, finalmente lançam o seu ‘full length’, ‘Legacy of Humanity’. O álbum, que foi lançado em 2010, compensou a espera desses dezesseis anos e, com certeza, ficou sendo um dos melhores trabalhos daquele ano.
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As músicas são muito técnicas – aliás, essa parece ser uma qualidade muito comum entre bandas daquela região – os riffs pulsantes dividem espaço com passagens velozes, mas a coerência harmônica é um dos melhores destaques desse álbum, graças ao talento indiscutível de cada membro.

SANDRO COSTA tem uma entonação vocal que cai muito bem à proposta lírica que aborda o sofrimento, alienação, guerras e, como não poderia deixar de ser, citações sobre o deus mitológico Anúbis. SANDRO carrega suas linhas como lamentos em doses meio guturais, meio rasgadas e também assina a metade das letras do CD.

A riferama que constitui os seus temas é bastante criativa. As distorções de guitarra, ritmos velozes que alternam para o pesado, tudo sai no tempo certo. O primeiro exemplo é ‘The Armistice’ que enriquece suas bases com uma pegada empolgante.

Tiradas mais diretas também fazem parte do atrativo que podemos conferir em faixas como, ‘Forbidden Game’ que, em certo momento, executa “paradas” que chamam o peso, e ‘Anubis’ que consiste em bases mais soltas depois de explorar melhor a melodia no começo. A música do deus egípcio também é a que mostra melhor desenvolvimento de bateria, deixando MAURÍCIO SANJAD (que não está mais na banda) à vontade para espancar os bumbos duplos.

A energia flui também com a levada de ‘School of Hate’ que puxa tração nas seis cordas tornando-a bastante pesada. Na mesma direção segue ‘Slave of Misery’ um pouco mais brutal e com vocais mais ríspidos.

Entrada nervosa e palhetadas constantes são aperitivos de ‘Dark Hope’. O riff matador divide a atenção com as linhas de baixo que se transpõem em alguns momentos. VENICIUS CARVALHO aqui se supera tocando o maior solo do CD e, também gravando todas as partes de baixo, não apenas nessa música, como em todo o álbum.

Em ‘The Last Act’ ele divide o mérito com RENATO COSTA (outro que também não está mais na banda), pois essa canção tem trabalho mais criativo de riffs. A entrada com chamado de bateria instiga a expectativa de uma boa audição. E boa audição é o que você também confere em P.O.W. (que a demo, ‘Dark Hope’ de 2008 denuncia significar: ‘Prisioner of War’), faixa que une peso e cadencia na medida.

O ápice da perfeição desses músicos nesse CD, sem dívida está em ‘Under the Influence’. Uma instrumental riquíssima que não aborda apenas o lado Thrash Metal, mas confere ótima melodia e solos da mais alta competência.

Por fim, o último comentário sobrou justamente para a última canção, ‘Dream Beyond’, que apenas confirma a boa técnica e estrutura de belos riffs. O CD termina com mais de uma hora de duração e o sentimento que surge em nós é o de ódio saciado, além da satisfação de possuir um dos melhores trabalhos do Metal brasileiro.

A produção está ótima e o trabalho gráfico, tanto na arte como no material impresso é bastante padronizado. Fruto de uma união séria e competente que engloba vários profissionais. Já está passando do momento de chegar o segundo ‘full length’, hein, meninos?

Formação:

SANDRO COSTA – Vocal;
VINÍCIUS CARVALHO – Guitarra;
RENATO COSTA – Guitarra;
ROGÉRIO SARGES – Baixo;
MAURÍCIO SANJAD – Bateria.

Faixas:

01 – The Armistice;
02 – Forbidden Game;
03 – School of Death;
04 – Dark Hope;
05 – The Last Act;
06 – Anubis;
07 – P.O.W.;
08 – Under the Influence;
09 – Slaves of Misery;
10 – Dream Beyond the Mirror.

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Sobre Leonardo M. Brauna

Leonardo M. Brauna é cearense de Maracanaú e desde 1989 vive à cultura e ideologia do Metal Pesado sendo fã ardoroso do Classic Rock ao Death Metal. A sua dedicação se define na constante busca por boas novidades e tesouros ainda obscuros.

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