Anubis: Mais um trabalho de qualidade dentro do Thrash Metal
Resenha - Legacy of Humanity - Anubis
Por Leonardo M. Brauna
Postado em 12 de dezembro de 2013
ANUBIS é mais um grande grupo paraense que faz um trabalho de qualidade dentro do Thrash Metal. A banda foi formada em 1994 e alcançou-se doze anos até sair o primeiro registro, ‘Anubis’, demo de 2006. Mais quatro anos, finalmente lançam o seu ‘full length’, ‘Legacy of Humanity’. O álbum, que foi lançado em 2010, compensou a espera desses dezesseis anos e, com certeza, ficou sendo um dos melhores trabalhos daquele ano.
As músicas são muito técnicas – aliás, essa parece ser uma qualidade muito comum entre bandas daquela região – os riffs pulsantes dividem espaço com passagens velozes, mas a coerência harmônica é um dos melhores destaques desse álbum, graças ao talento indiscutível de cada membro.
SANDRO COSTA tem uma entonação vocal que cai muito bem à proposta lírica que aborda o sofrimento, alienação, guerras e, como não poderia deixar de ser, citações sobre o deus mitológico Anúbis. SANDRO carrega suas linhas como lamentos em doses meio guturais, meio rasgadas e também assina a metade das letras do CD.
A riferama que constitui os seus temas é bastante criativa. As distorções de guitarra, ritmos velozes que alternam para o pesado, tudo sai no tempo certo. O primeiro exemplo é ‘The Armistice’ que enriquece suas bases com uma pegada empolgante.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Tiradas mais diretas também fazem parte do atrativo que podemos conferir em faixas como, ‘Forbidden Game’ que, em certo momento, executa "paradas" que chamam o peso, e ‘Anubis’ que consiste em bases mais soltas depois de explorar melhor a melodia no começo. A música do deus egípcio também é a que mostra melhor desenvolvimento de bateria, deixando MAURÍCIO SANJAD (que não está mais na banda) à vontade para espancar os bumbos duplos.
A energia flui também com a levada de ‘School of Hate’ que puxa tração nas seis cordas tornando-a bastante pesada. Na mesma direção segue ‘Slave of Misery’ um pouco mais brutal e com vocais mais ríspidos.
Entrada nervosa e palhetadas constantes são aperitivos de ‘Dark Hope’. O riff matador divide a atenção com as linhas de baixo que se transpõem em alguns momentos. VENICIUS CARVALHO aqui se supera tocando o maior solo do CD e, também gravando todas as partes de baixo, não apenas nessa música, como em todo o álbum.
Em ‘The Last Act’ ele divide o mérito com RENATO COSTA (outro que também não está mais na banda), pois essa canção tem trabalho mais criativo de riffs. A entrada com chamado de bateria instiga a expectativa de uma boa audição. E boa audição é o que você também confere em P.O.W. (que a demo, ‘Dark Hope’ de 2008 denuncia significar: ‘Prisioner of War’), faixa que une peso e cadencia na medida.
O ápice da perfeição desses músicos nesse CD, sem dívida está em ‘Under the Influence’. Uma instrumental riquíssima que não aborda apenas o lado Thrash Metal, mas confere ótima melodia e solos da mais alta competência.
Por fim, o último comentário sobrou justamente para a última canção, ‘Dream Beyond’, que apenas confirma a boa técnica e estrutura de belos riffs. O CD termina com mais de uma hora de duração e o sentimento que surge em nós é o de ódio saciado, além da satisfação de possuir um dos melhores trabalhos do Metal brasileiro.
A produção está ótima e o trabalho gráfico, tanto na arte como no material impresso é bastante padronizado. Fruto de uma união séria e competente que engloba vários profissionais. Já está passando do momento de chegar o segundo ‘full length’, hein, meninos?
Formação:
SANDRO COSTA – Vocal;
VINÍCIUS CARVALHO – Guitarra;
RENATO COSTA – Guitarra;
ROGÉRIO SARGES – Baixo;
MAURÍCIO SANJAD – Bateria.
Faixas:
01 – The Armistice;
02 – Forbidden Game;
03 – School of Death;
04 – Dark Hope;
05 – The Last Act;
06 – Anubis;
07 – P.O.W.;
08 – Under the Influence;
09 – Slaves of Misery;
10 – Dream Beyond the Mirror.
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