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Turisas: Um disco que começa errado e assusta os desavisados

Resenha - Turisas2013 - Turisas

Por Luis Fernando Ribeiro
Em 16/11/13

Tudo o que um fã de TURISAS não quer em um lançamento da banda são elementos modernos inseridos na sonoridade típica da banda. Entenda-se bem, não estou dizendo que a banda não pode lançar algo bem gravado ou utilizando-se de recursos mais avançados. O que quero dizer é que a proposta desses finlandeses é, ou pelo menos era, fazer um som com influências folk/viking/medievais, o que não combina absolutamente nada com uma sonoridade modernosa. Foi desta forma que recebi e deixei de lado por um bom tempo "Turisas2013" e só retomei-o recentemente na esperança que eu é que estava amargo demais em suas primeiras audições.

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O grande problema ao se escutar um disco como "Turisas2013" (Aliás, que título lamentável) é ter os gloriosos "Battle Metal" e "The Varangian Way" para tomar por comparação. Não, "Turisas2013" não é nem próximo de um disco ruim, apenas é um disco que começa errado e assusta os desavisados, como eu.

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Se colocar "For Your Own Good" - faixa que abre o disco e primeira música de trabalho dele - para tocar sem saber de quem se trata, é difícil sequer imaginar que trata-se de uma banda de Folk Metal ou algo que o valha, está mais para alguma banda na linha do HIM ou NEGATIVE, por exemplo. Como já disse e pode até parecer implicância, não é ruim, mas não é TURISAS. O vocal de Mathias Nygård é de extremo bom gosto, assim como os arranjos e o solo de teclado, mas nada nessa música combina com a proposta da banda, ao menos a proposta de outrora.

De qualquer forma, como já comentei acima, tive acesso ao disco, escutei-o rapidamente e não despertou meu interesse, pelo contrário, deixou-me profundamente decepcionado, uma vez que o estava aguardando ansioso. Quando isso acontece, não fico forçando a barra para não me precipitar em sair criticando a banda. Larguei-o e retomei sua audição somente uns dois meses depois, quando já sabia que não poderia me decepcionar tanto, sabendo o que eu poderia esperar do álbum. Porém, com a mente mais branda pude analisar melhor as qualidades do disco e perceber que dei atenção justamente para as faixas que não devia ter dado, ouvindo de forma genérica àquelas que realmente devia ter ouvido. Eu havia cometido um baita engano ao ignorar este lançamento!

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Sucessor de "Stand Up and Fight", "Turisas2013" é o quarto álbum de estúdio da banda, gravado pelo próprio vocalista Mathias Nygård e pelo guitarrista Jussi Wickström.

Retomando a audição do disco, quase novamente desmotivado pela audição da primeira música, fui para "Ten More Miles", que convida o ouvinte a bradar o nome da banda. A música tem belos coros, ótimos arranjos de teclado e um refrão poderoso que até empolga, mas ainda falta alguma coisa. Mathias novamente aposta em vocais mais limpos e introspectivos do que seus costumeiros urros e isso me incomodou bastante. Próximo ao final da música finalmente senti algum peso nos riffs, que ainda não haviam aparecido de forma efetiva no disco.

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"Piece by Piece" (SLAYER? Ah, não é.) novamente tem belíssimos arranjos de teclado de Robert Engstrand, que, aliás, é um dos destaques do disco, além de riffs pesados e bumbos duplos bem encaixados. As insistentes intervenções com vocais limpos de Mathias carecem de agressividade em muitos momentos ele poderia soar durante mais tempo como soa no refrão desta música. De qualquer forma, esta faixa empolga mais que as anteriores e vai aos poucos elevando o nível do disco, o que se confirma nas faixas a seguir.

"Into the Free" finalmente aproxima a banda de forma mais clara da sua sonoridade original. Uma música mais direta, contagiante e "dançante", com breves mas eficazes inserções de corais e elementos de música Folk. Mas é em "Run Bhang-Eater, Run!" que a coisa realmente acontece. Esta é facilmente a melhor música do álbum, já começa estranha e divertida, como TURISAS deve soar. É difícil explicar essa música ou os elementos inusitados utilizados nela, que talvez remetam à cultura eslava ou escandinava, sabe-se lá. A música te convida à dançar, bater cabeça, urrar, indo facilmente de momentos extremos à outros melancólicos e melodiosos e ainda à outros épicos e sombrios. Uma passagem de extrema criatividade da banda que irá te deixar em completo êxtase e torna-se a deixa definitiva para uma grande virada de mesa no álbum. Se o disco começasse a partir desta faixa, certamente estaria na mesma linha do clássico disco de estreia da banda.

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"Greek Fire" mantém o bom momento do disco, com riffs furiosos e passagens mais arrastadas. Nesta música finalmente os vocais de Mathias funcionam, tanto nos momentos mais calmos quanto nos mais agressivos, onde é acompanhado por ótimos coros. Algumas passagens remetem de alguma forma ao Black Metal Sinfônico, mas talvez seja apenas uma impressão minha. Há ainda outros trechos totalmente 'bangeantes' com riffs bastante encorpados, numa linha mais Thrash.

Em "The Day Passed" já pude notar o quão precipitado havia sido ao não dar a devida atenção ao disco. Que baita música! Que belos arranjos! Aqui novamente senti aquela alegria de ouvir um disco do TURISAS. É claro que as faixas anteriores já estavam empolgando, mas achei que , pelo andar da carruagem, seriam somente uma ou duas e não que o disco realmente valeria a pena do meio em diante. A música apresenta passagens de extremo bom gosto, com excelentes linhas de guitarra, baixo e bateria precisos e vários elementos folk bem encaixados por todos os lados. Vale destacar também a ótima interpretação de Mathias Nygård, que era quem mais estava decepcionando à princípio.

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"No Good Story Starts Ever with Drinking Tea" já vale só pelo título. Encha sua caneca da melhor cerveja e prepare-se para dançar feito um louco. Não vejo melhor forma de descrever essa música do que "Isso aqui é que é TURISAS!". Simples, direta e convincente.

O disco encerra com "We Ride Together" e à esta altura já estou me culpando por ter perdido dois meses de diversão com este álbum. Essa música já nasceu clássica. Após a belíssima introdução, guitarra, baixo e bateria em um ritmo galopante te convidam a acompanhar esta empolgante canção. Você começa batucando de leve com o pé, mas quando vê já está de pé rendido ao ritmo envolvente da música. Novamente Mathias acerta nos vocais e é difícil não acompanhar a bela letra, que emociona facilmente. "We Ride Together" encerrou o trabalho que as canções anteriores já estavam fazendo: Calar a minha boca. Eu já estava preparado para vir aqui e tecer palavras de puro de ódio, revolta e indignação para com esse disco, mas tive de voltar atrás e fazer o que é certo, exaltar mais uma grande obra do TURISAS. Melhor ter me enganado de ruim para bom do que o contrário.

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Enquanto escrevia esta resenha, ouvi inúmeras vezes todo o disco e com absoluta certeza ele ficará no meu play por muito tempo ainda. Humildemente tive de me render às suas qualidades e apenas ignorar as músicas que não me agradaram. "Turisas2013" é um grande disco do TURISAS e se não chega aos pés de "Battle Metal" e "The Varangian Way", passa muito perto.

Turisas2013 – Turisas (2013 - Century Media)

Track List:
01. For Your Own Good
02. Ten More Miles
03. Piece by Piece
04. Into the Free
05. Run Bhang-Eater, Run!
06. Greek Fire
07. The Days Passed
08. No Good Story Ever Starts with Drinking Tea
09. We Ride Together

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Formação oficial:
Mathias "Warlord" Nygård – Vocais e Percussão
Jussi Wickström – Guitarra
Jesper Anastasiadis – Baixo
Jaakko Jakku – Bateria e Percussão
Olli Vänskä – Violino
Robert Engstrand – Teclados


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Sobre Luis Fernando Ribeiro

Apaixonado por música, cinema, escrita, literatura e pela zoeira infinita. Inserido no mundo da música pesada em 2004 com Destruction, Metallica e Blind Guardian, quando ainda se compartilhava música através de fitas K7.

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