Satyricon: O retorno com toda a fúria ainda mais madura

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Por Guilherme Niehues, Fonte: Horns Up
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SATYRICON é uma banda que sempre causou uma boa impressão, seja na sua era dourada do Black Metal, com os famosos Dark Medial Times (1994) ou Nemesis Divina (1996) ou então, na sua era mais voltada há um som mais amplo com vários influências, que claro, podemos citar o excelente Vocalno (2002) e Now, Diabolical (2006).

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Também, não é de hoje que a banda preza em trazer algo mais maduro do que um simples black metal ou pós-Black Metal, e de fato, aqui se concretiza, neste álbum auto-intitulado lançado no dia 9 de setembro deste ano.

A dupla Satyr e Frost trazem uma evolução dos seus últimos álbuns, The Age of Nero (2008) e do já citado, Now, Diabolical. Uma espera de 5 anos demonstra toda a energia e qualidade dos músicas acoplados há sua marca registrada, SATYRICON. Dito isso, vos digo que é necessário ouvir este álbum com uma mente mais aberto, caso você ainda acredite que a banda é puramente Black Metal.

Em todo o seu conjunto, o álbum é bastante coeso, especialmente pela qualidade da voz de Satyr, demonstrando que ele ainda não perdeu sua principal característica. Que aliás, Satyr é responsável por grande parte do instrumental deste álbum, guitarras, teclados e baixos. Portanto, deixando as baquetas para o fabuloso Frost,o que de fato é um ponto extremamente forte do álbum, afinal Frost era e ainda é um dos melhores bateristas do estilo, e aqui é possível identificar e exponenciar ainda mais este fator.

O que muda desta nova película para as anteriores, é a variação de passagens se comparado aos seus antecessores, onde é possível identificar uma exposição maior de passagens acústicas ou a caracterização de um ambiente mais sombrio que em sua totalidade permeia todo o álbum do inicio ao fim. Todavia, passagens mais clássicas que remetem a era mais antiga da banda, especialmente de 2002 até os seus primórdios, ainda são apresentados aqui e acolá, porém deixa de ser a aposta da banda. Contudo, é preciso ressaltar também a criatividade da banda em se manter firme a proposta que aqui se apresenta.

Se comparado ao seu antecessor, as músicas deste álbum são mais longas, portanto demonstram uma coerência muito melhor nos termos de criatividade - conforme já citado - como banda. Todavia, este novo lançamento em alguns momentos nos demonstra que as músicas se interligam umas com as outras, especialmente as 3 primeiras músicas, após a abertura Voice of Shadows. Trog Og Kraft, Our World, It Rumbles Tonight e Nocturnal Flare remetem a uma única passagem, e acho isso digno de ser comentado e um grande ponto positivo, exaltando ainda mais o que já havia comentado, a banda se mantem coerente do inicio ao fim da bolacha.

Ainda uma adição muito importante e que da um tom de novidade é os vocais limpos do convidado Silvert Høyem (ex-Madrugada) que aumenta a genialidade da música Phoenix, a quinta desta nova empreitada do SATYRICON. E será uma surpresa bastante agradável, tanto para os adoradores da banda, seja da antiga ou da nova fase.

Não vejo grandes pontos que possam prejudicar este lançamento, mas, talvez as duas faixas instrumentais que abrem e fecham o disco, Voice of Shadows e Natt, respectivamente estão ali apenas por estar, para preencher um tempo a mais do disco, mas, por opção da banda de estar ali ao menos elas nos brindam com a introdução e conclusão do novo trabalho da banda.

E caso você consiga ainda a versão japonesa do álbum, terá acesso a três faixas bônus, das músicas Phoenix, Our World, It Rumbles Tonight e Natt, sendo que a primeira é retirada da sessão de mixagem e as duas últimas se tratam de remix. Porém, não agregam nenhuma novidade ou algo que realmente possa agregar qualquer alegria, e sim, uma semelhança para o ouvinte de ouvir "mais do mesmo".

Em geral, a banda volta com toda a sua fúria ainda mais madura e acrescenta um excelente álbum a sua carreira. E aliás, acrescentam também a melhor arte de capa e encarte da carreira, também!

SATYRICON - Satyricon (2013) - Roadrunner Records:

1. Voice of Shadows
2. Tro og kraft
3. Our World, It Rumbles Tonight
4. Nocturnal Flare
5. Phoenix
6. Walker upon the Wind
7. Nekrohaven
8. Ageless Northern Spirit
9. The Infinity of Time and Space
10. Natt
11. "Phoenix" (recording session mix) (6:32)
12. "Our World, It Rumbles Tonight" (deeper low mix) (5:07)
13. "Natt" (wet mix) (3:34)

Resenha originalmente escrita para o site Horns Up
http://www.hornsup.com.br




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