Haken: Consolidando-se como potência do metal progressivo
Resenha - Mountain - Haken
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 03 de setembro de 2013
Nota: 9 ![]()
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Apesar de não gozar de nem 10% do prestígio e fama de grupos como DREAM THEATER, o HAKEN é uma das maiores promessas do prog, se é que já não pode ser considerada um nome consolidado do gênero. E o terceiro disco deste jovem grupo, "The Mountain", é uma prova disto.
O trabalho tem uma proposta meio ambiciosa, segundo declaração dos guitarristas RICHARD HENSHALL e CHARLIE GRIFFITHS no site oficial da banda: "[The Mountain] reflete as provas e aflições da vida. Liricamente, fizemos bastantes buscas na alma, o que deu a este álbum uma profundidade emocional com a qual nós temos certeza que nossos fãs irão realmente se relacionar, qualquer que seja a montanha que eles estejam escalando. Musicalmente, as novas canções são mais cruas e emocionais do que qualquer coisa que nós criamos no passado. Todos os elementos essenciais do nosso som ainda estão ali, mas nós os entregamos de um jeito mais enérgico e focado."
Dito e feito: cada faixa do álbum tem seu clima próprio. "Atlas Stone", precedida pela serena introdução "The Path", é frenética e cativante. A dinâmica "Cockroach King" vem logo em seguida, trazendo já um dos pontos altos do disco e misturando elementos: um pouco de a cappella no começo e no fim, riffs agressivos e passagens mais leves e técnicas, recurso característico da banda. Combinações variadas assim se repetem em "Falling Back to Earth", a mais longa; "Pareidolia", claramente influenciada por A Dramatic Turn of Events, do Dream Theater; e "Somebody".
Já em faixas como "In Memorian" e "Because It's There" (esta última com uma introdução a cappella que lembra muito o SYMPHONY X em "The Divine Wings of Tragedy"), a banda espreme o mesmo tipo de trabalho em faixas econômicas, mostrando que é perfeitamente possível ser progressivo em pouco mais de quatro minutos.
Como faixas bônus, a edição limitada do disco traz uma versão instrumental e levemente alterada da abertura "The Path" (aqui chamada de "The Path Unbeaten") e uma faixa extra, "Nobody".
Muitos (inclusive este que vos escreve) esperavam que este álbum fosse ser um mero "aperitivo" para o aguardadíssimo Dream Theater. Ledo engano. The Mountain é um prato principal que se sustenta sozinho. O fato de ele ser lançado no mesmo mês do novo DREAM THEATER é apenas um detalhe.
Fazendo uma música tão grandiosa quanto o acidente geográfico que dá nome ao álbum, o HAKEN mostrou novamente estar no nível das lendas do metal progressivo, restando apenas receber o reconhecimento que merecem. Não por um acaso, este é o primeiro trabalho lançado com a gravadora InsideOut Music, especializada em bandas progressivas e dona de um catálogo para ninguém botar defeito.
Abaixo, o vídeo de "Pareidolia":
Track-list:
1. "The Path"
2. "Atlas Stone"
3. "Cockroach King"
4. "In Memoriam"
5. "Because It's There"
6. "Falling Back to Earth"
7. "As Death Embraces"
8. "Pareidolia"
9. "Somebody"
10. "The Path Unbeaten" (faixa bônus)
11. "Nobody" (faixa bônus)
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