Iron Maiden: Virtual XI não é nem oito, nem oitenta
Resenha - Virtual XI - Iron Maiden
Por Mateus Ribeiro
Postado em 22 de fevereiro de 2019
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em 1998, o IRON MAIDEN lançou "Virtual XI", seu décimo primeiro álbum de estúdio, e o segundo (ou último, como preferir) a contar com Blaze Bayley nos vocais.
Depois da repercussão não tão positiva de "The X Factor", a banda esperava que o novo trabalho fosse bem aceito pelos fãs, que por outro lado, esperavam um disco mais impactante. No final das contas, o elevador de "Virtual XI" não sobe aos céus, mas não desce até o inferno, apesar das fracas posições nas paradas mundo afora.
A principal razão para o disco não ser o amor da vida dos fãs da donzela você provavelmente conhece, mas vou dar uma colher de chá: começa com "vo" e termina com "cal". Qualquer fã de música pesada com mais de vinte e cinco anos sabe que Blaze nunca foi exatamente bem aceito como o substituto de Bruce Dickinson, e que seus trabalhos com a banda sempre iriam gerar dúvidas, comparações e polêmicas.
É totalmente compreensível que os fanáticos pela banda sentissem a falta da voz de Bruce nas composições, afinal de contas, não estamos falando de um principiante. Por outro lado, Blaze também não era um novato. Acontece que sua voz era (ainda é) BEM diferente do que a de Bruce. Isso é ruim? Depende da maneira que você resolve encarar "Virtual XI". Se for com a idéia fixa de que "SÓ BRUCE CANTA NO MAIDEN", a experiência vai ser terrível. Agora, se você for um pouco consciente e abrir sua cabeça um pouco, vai se divertir bastante.
Começando por duas músicas que são de fato muito boas,e são as primeiras que pintam na nossa cabeça quando falamos do disco: "Futureal" e "The Clansman". A primeira é uma espécie de "Be Quick Or Be Dead", rápida, direta e empolgante. A segunda, uma canção longa, épica, com o carimbo da banda.
O clima um pouco mais "dark" e pesado de "The X Factor" se faz presente na subestimada "When Two Worlds Collide", que se fosse gravada em algum disco com a voz de Bruce Dickinson, talvez fosse muito mais respeitada. "Don´t Look to The Eyes Of a Stranger" também é muito agradável, e seu clima permite imaginar que ela caberia tranquilamente no lançamento posterior, o aclamado "Brave New World". O mesmo vale para "The Educated Fool", principalmente pelo seu solo (que por sinal, é típico do Iron Maiden, e serviria para a maioria das músicas da banda).
A fraquinha "The Angel And The Gambler" tem um clima um pouco mais "feliz", e seu início com clima de festa pode ser um pouco constrangedor, dependendo do ouvido. Por fim, "Lightning Strikes Twice" (uma das raras composições que contam com a participação de Dave Murray) é pesada, com grande refrão e um solo muito bem construído. O disco acaba muito bem, com a melancólica "Como Estais Amigos".
Chega a ser uma afirmação um tanto quanto batida, mas "Virtual XI" sofre daquele mal eternizado anos antes por "Load", do METALLICA, e dito por onze entre dez "entendidos" da coisa: "...se fosse de outra banda, seria legal". Troque o outra banda por "...o Bruce cantando". E de fato, talvez, se fosse o então ex vocalista cantando, tudo poderia ser melhor.Ou pior.
Não, não estamos diante de um disco que mereça ser comparado com "Powerslave", ou com "The Number Of The Beast". Mas, até aí, "Dance Of Death", por exemplo, também passa longe. Porém, nesse último, o frontman da banda tinha (ainda tem) muito crédito, coisa que Blaze não tinha.
Na dúvida, ouça o disco, e decida se entre a diversão e a corneta.
Outras resenhas de Virtual XI - Iron Maiden
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O lendário álbum dos anos 1970 que envelheceu mal, segundo Regis Tadeu
Tobias Forge explica ausência da América do Sul na atual tour do Ghost
Ex-Engenheiros do Hawaii, Augusto Licks retoma clássicos da fase áurea em nova turnê
A música mais ouvida de cada álbum do Megadeth no Spotify
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
Bruce Dickinson sobe ao palco com o Smith/Kotzen em Londres
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
As 11 melhores bandas de metalcore progressivo de todos os tempos, segundo a Loudwire
Os 5 álbuns que podem fazer você crescer como ser humano, segundo Regis Tadeu
A opinião contundente de Andre Barcinski sobre "Lulu", do Metallica; "Tudo é horrível"
O grande erro que Roadie Crew e Rock Brigade cometeram, segundo Regis Tadeu
A música dos Beatles que ganhou elogios de George Martin; "uma pequena ópera"
Ozzy foi avisado pelos médicos que corria risco de morrer se fizesse o último show
Por que a voz de Bruce Dickinson irrita o jornalista Sérgio Martins, segundo ele mesmo
A pior música do Genesis para Phil Collins, segundo o próprio cantor e baterista

Virtual XI: uma franca opinião impopular

Adrian Smith detona uso de Inteligência Artificial na música: "É o começo do fim!"
O que Dave Murray realmente pensa sobre o futuro do Iron Maiden, segundo o próprio
Aposentadoria? Em 2025, Dave Murray demonstrou entusiasmo com o Iron Maiden
Celebrando 50 anos, Iron Maiden anuncia o EddFest
As 10 tablaturas de guitarra do Iron Maiden mais acessadas na história do Ultimate Guitar
A surpreendente melhor faixa de "Somewhere in Time", segundo o Heavy Consequence
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal


