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Marillion: pode te impressionar mesmo repetindo fórmulas

Resenha - Sounds That Can't Be Made - Marillion

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Por Ricardo Pagliaro Thomaz
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O Marillion é uma daquelas bandas que pode te impressionar mesmo repetindo fórmulas. E uma das razões para que isso aconteça é a riqueza musical da banda inglesa. E quando eu falo de riqueza musical, me refiro à instrumentação e às letras bem trabalhadas do grupo, que são um grande diferencial em relação a outras bandas.

Pois bem, mais uma vez o Marillion nos dá o ar de sua graça com um novo trabalho. E através desse seu novo trabalho, Sounds That Can't Be Made, lançado em Setembro de 2012, a banda realça o quanto está confortável com a sonoridade que vem trabalhando desde seus álbuns dos anos 90, como Afraid of Sunlight (1995) ou This Strange Engine (1997), ou mesmo seus trabalhos mais recentes como Marbles (2004), Somewhere Else (2007) ou Happiness is the Road (2008).

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O álbum musicalmente traz, mais uma vez, bastante dessa veia sonora introspectiva e melancólica do vocalista Steve Hogarth, o que significa que o discurso para a resistência da fase Fish é o mesmo, se gosta do Hogarth, vale a conferida, se não curte de jeito nenhum, já sabe o que esperar, então sem desapontamentos. O Marillion já vem desenvolvendo essa identidade por anos a fio e provavelmente vão acabar assim.

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Dito isso, podemos constatar que este disco, o 17° da carreira do grupo e o 13° com Hogarth, provavelmente é o melhor trabalho da banda desde seu Marbles.

Como eu disse, há repetição de fórmula musical e isso é bastante nítido, mas o álbum apresenta grandes surpresas no âmbito lírico. A faixa de abertura, "Gaza" por exemplo, é um grande exemplo disso, aliás grande em qualidade, pois possivelmente é a melhor longa do disco, como também em tamanho, com seus mais de 17 minutos. Um épico digno dos melhores da banda na era Hogarth com um andamento que te prende a atenção e melodias que são marca registrada da banda, sem contar a letra de cunho ativista que ganhou alguma controvérsia por retratar os conflitos armados na faixa de Gaza.

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Outro grande destaque é a faixa título que parece algo tirado do álbum Seasons End (1989), enquanto a terceira faixa, "Pour My Love", já mais comportada mas mantendo a classe que a banda tem envereda pela sonoridade característica das baladas de Hogarth, que volta a escrever letras com John Helmer após um longo tempo.

O álbum ainda conta com mais duas faixas longas, com duração de mais de 10 minutos, "Montréal" e "The Sky Above the Rain" que fecha o álbum, com destaque maior para a segunda. E para fechar o álbum ainda tem mais algumas faixas curtas, como "Power", "Invisible Ink" e "Lucky Man", com destaque maior para a última.

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Todas as faixas ainda mantendo o bom padrão de qualidade que o Marillion sempre imprimiu em seus trabalhos assim como a identidade cativante da era Hogarth da qual muitos têm apreço. O que vale a pena ser notado aqui é a ousadia lírica da faixa de abertura, tocando em temas delicados e controversos com grande desenvoltura.

Mantendo suas características sonoras que tem permeado seu som ao longo dos anos desde 1989 com o início da aparentemente interminável era Hogarth, o Marillion lança mais um álbum coeso e que vai agradar em cheio os fãs. Portanto, se você ama de paixão o Marillion com Hogarth, não pode perder mais este lançamento da banda.

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Sounds That Can't Be Made (2012)
(Marillion)

Tracklist:

01. Gaza
02. Sounds That Can't Be Made
03. Pour My Love
04. Power
05. Montréal
06. Invisible Ink
07. Lucky Man
08. The Sky Above the Rain

Selo: Ear Music

Site oficial:
http://www.marillion.com


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Sobre Ricardo Pagliaro Thomaz

Roqueiro e apreciador da boa música desde os 9 anos de idade, quando mamãe me dizia para "parar de miar que nem gato" quando tentava cantarolar "Sweet Child O'Mine" ou "Paradise City". Primeiro disco de rock que ganhei: RPM - Rádio Pirata ao Vivo, e por mais que isso possa soar galhofa hoje em dia, escolhi o disco justamente por causa da caveira da capa e sim, hoje me envergonho disso! Sou também grande apreciador do hardão dos anos 70 e de rock progressivo, com algumas incursões na música pop de qualidade. Também aprecio o bom metal, embora minhas raízes roqueiras sejam mais calcadas no blues. Considero Freddie Mercury o cantor supremo que habita o cosmos do universo e não acredito que há a mínima possibilidade de alguém superá-lo um dia, pelo menos até o dia em que o Planeta Terra derreter e virar uma massa cinzenta sem vida.

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