Saxon: obra-prima que faz jus à extensa discografia de uma lenda
Resenha - Sacrifice - Saxon
Por Felipe Cipriani Ávila
Postado em 29 de abril de 2013
Nota: 10 ![]()
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E o Saxon está de volta! Depois do ótimo Call To Arms, de 2011, a banda retorna com Sacrifice, continuando com a proposta de se inspirar no próprio material antigo, mas adicionando novos e bem vindos elementos à sua música, também!
O álbum contou com a produção de Andy Sneap (Accept, Killswitch Engage, Megadeth, Opeth), que os ajudou a reproduzir aquele som mais vintage e orgânico que almejavam.
O álbum se inicia com uma breve introdução, Procession, para dar lugar, logo em seguida, a uma "pedrada", como a faixa título, Sacrifice, com clipe lançado há pouco tempo. Ótima faixa, com belos riffs, solos e uma refrão que fica "colado" na mente por um longo período de tempo!

No que diz respeito à experimentações, temos a faixa Made In Belfast, que conta com a utilização de um bandolim, com a finalidade de trazer uma característica mais celta para a música, que fala sobre a construção de navios em Belfast. Mais uma excelente música que junge o Heavy Metal Tradicional, que fez a banda famosa, a um bem vindo novo elemento, mencionado na introdução do texto.
Em Warriors Of The Road, temos o tradicional e veloz Saxon, homenageando o piloto de Fórmula 1, o brasileiro Ayrton Senna, e o próprio esporte e os seus representantes, de um modo geral.
É a típica faixa da banda, com aquela bela aura oitentista, e tendo como tema lírico algo típico e cultuado pela mesma, a velocidade! Bela homenagem, sem dúvida alguma, e excelente música e tema!

O disco segue com a ótima Guardians Of The Tomb, com um belo trabalho de guitarras, variando entre momentos mais cadenciados e rápidos, com um ótimo e memorável refrão, enquanto Stand Up And Fight emociona qualquer fã da banda e do Heavy Metal, de uma maneira geral, pela sua bela letra, pelo seu vigor, agressividade e energia. Bela faixa, que mostra como a banda, mesmo depois de quase quarenta anos de atividade, consegue manter a sua essência, porém sem soar datada e copia de si mesma, em nenhum período!
E o disco segue com a energia e empolgação em alta dosagem, sem nenhum momento maçante ou sem graça, com as ótimas Walking The Steel, com uma bela performance vocal de Biff Byford, Night Of The Wolf, que tem como destaque o trabalho dos dois excelentes guitarristas, Paul Quinn e Doug Scarratt, enquanto em Wheels Of Terror temos um petardo típico e pesado, com o padrão Saxon de qualidade!
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | E para finalizar esse belo disco, o vigésimo, de uma extensa discografia repleta de clássicos, temos Standing In A Queue, com um vocal bem agressivo e com um instrumental carregado de peso e feeling, pelo restante da banda. Não há maneira melhor de se finalizar um disco tão cheio de energia e pegada!
Como pode ser observado, é difícil até apontar um destaque, já que todas as músicas são excelentes, carregadas de peso, emoção, sentimento e paixão pela música pesada. Não há, em momento algum, um momento maçante ou "morno", como já foi mencionado. Não é fácil se escutar um disco no qual ele mal termina e há aquela vontade repentina de escutá-lo de novo, do início ao fim, sem pular nenhuma faixa, mas isso é algo totalmente possível nesse último lançamento da banda. Quer dizer, para muitos leitores, a nota dada, por este que vos escreve, pode ser exagerada, mas, na opinião deste, o disco possui todos os fundamentos para merecer tal nota, já que mantêm a essência da banda, fazendo jus ao seu belo passado e trajetória, ao mesmo tempo que adiciona alguns novos elementos, tudo isso com uma ótima produção e com um som bem "na cara", que prioriza o sentimento, a energia e o peso. Todas as músicas tem características que mostram que elas podem funcionar muito bem em uma apresentação ao vivo! Então, seria injusto dar uma nota menor, para este que, sem dúvida alguma, já é um dos grandes destaques do ano!
Altamente recomendável! Aprecie sem moderação!

Formação atual:
Biff Byford - Vocal
Nibbs Carter - Baixo
Paul Quinn - Guitarra
Doug Scarratt - Guitarra
Nigel Glockler - Bateria
Saxon - Sacrifice (2013)
1 - Procession
2 - Sacrifice
3 - Made In Belfast
4 - Warriors Of The Road
5 - Guardians Of The Tomb
6 - Stand Up And Fight
7 - Walking The Steel
8 - Night Of The Wolf
9 - Wheels Of Terror
10 - Standing In A Queue

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