St. Madness: sonoridade mais melodiosa e técnica mais refinada

Resenha - Canonizing Carnage - St. Madness

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Por Marcos Garcia
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


A escola do Heavy Metal tradicional Norte-Americano é, sem sombra de dúvidas, bem diferenciada. Para ter esta percepção, basta ouvir um disco de Metal tradicional americano e do europeu, e notará que os yankees fazem uma sonoridade mais melodiosa e com uma técnica mais refinada e elegante, mesmo quando a banda faz algo mais direto. É uma característica dos Norte-Americanos, e isso sempre gerou bons frutos, como LIZZY BORDEN, OMEN, e ainda gera nomes bem fortes, como o do veterano ST. MADNESS, de Phoenix, Arizona, que chega com seu novo disco, o ótimo 'Canonizing Carnage'.
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Para quem ainda não os conhece, este quarteto destila um Metal tradicional forte, pesado como uma montanha, com muita energia e garra, com vocais muito bem postados e com uma agressividade forte, riffs de guitarra bem pesados e empolgantes, que vez por outra esbarram no Thrash Metal, e solos bem melodiosos, baixo com boa técnica e uma bateria pesada e extremamente segura, mantendo o ritmo, ditando os andamentos e mantendo o trabalho coeso. Resultado: uma sonoridade forte, atual, dinâmica e agressiva, que flui de forma espontânea, com vários toques de groove aqui e ali. É garantido ouvir e ter dor de pescoços depois de tanto agitar!

Tendo a produçãod e Patrick Flannery, Larry Lea e do próprio quarteto, a produção consegue ser bem limpa (o que pode ser comprovado em momentos mais amenos), pesada e intensa, sem deixar que em momento algum se perca algo da música da banda. A arte, por si só, é muito bem trabalhada, com uma capa chamativa e todo encarte possui uma arte atraente e bem aclimatada.

Ouvir o CD realmente é uma experiência ótima, pois o nível de composição é bem alto.

É um tanto quanto árduo relacionar uma ou outra faixa como destaque, já que todas as músicas são ótimas, mas temos pontos altos na pesada 'Not of this World', com seus ótimos vocais e refrão; 'My Name is Lester' é outra pancada com extremo peso, com riffs de guitarra ótimos; a arrasadora e mais cadenciada 'MDB', com vocais e backings cativantes, e aliás, MDB significa 'Metal to the Death and Beyond', ou seja, 'Metal até a Morte e Além', uma declaração antêmica; a destruidora de pescoços 'Canonizing Carnage'; a pesada e cheia de feeling 'AZ Woman', onde a cozinha rítmica dá um show à parte, justamente pela diversidade de mudanças de andamentos; a ótima versão para 'Comfortably Numb', do PINK FLOYD, que ganhou uma roupagem pesada de primeira, com o baixo se destacando bastante; a cadenciada e sabbáthica 'Energy Vampire', com seu andamento lento e sua bateria esbanjando técnica, junto com vocalizações intensas e que mostram uma voz versátil; 'Fuck All That', com seu andamento grooveado ganchudo e refrão forte; a versão azeda e destruidora para 'Seek & Destroy' do METALLICA, com solo memorável; e a cheia de gás e pesada 'The Beginning of The End', que causará rodas de pogo enormes.

Discão, que merece tanto o investimento para uma cópia física quanto uns shows da banda pelo Brasil.

Canonizing Carnage - St. Madness
(2012 - Nasty Prick Records - Importado)

Tracklist:

01. Prayer for the Doomed
02. Not of this World
03. My Name is Lester
04. She Used to Be my Girl
05. M.D.B.
06. Canonizing Carnage
07. AZ Woman
08. Comfortably Numb
09. Whipping Post
10. Energy Vampire
11. Hunting Humans
12. Fuck All That
13. He's Dancing on His Grave
14. Silver Tongued Devil
15. Seek & Destroy
16. The Beginning and The End
17. All I Have to Give

Formação:

Prophet - Vocais
Heinous James - Guitarras
Devlin Lucius - Baixo
Sircyko - Bateria

Contatos:

http://www.facebook.com/pages/ST-MADNESS/58739248731
http://www.reverbnation.com/stmadness
http://www.stmadness.com

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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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