Free Fall: banda produz uma sonoridade totalmente retrô
Resenha - Power & Volume - Free Fall
Por Junior Frascá
Postado em 25 de abril de 2013
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Como você já deve saber, meu caro amigo leitor, o meio metálico vem passando por uma fase de revival de seus primórdios, ou seja, temos uma grande quantidade de novas bandas, nos mais diversos subgêneros do estilo, que produzem uma sonoridade totalmente retro, com inspiração naquela feita no passado pelas bandas precursoras da música pesada. E esse é o caso do FREE FALL, que acaba de lançar seu debut via Nuclear Blast.
Sem cair nas armadilhas que muitas bandas desse revival vem caindo, buscando apenas copiar o que já foi feito, sem nada a acrescentar, esse quarteto mostra muita maturidade e malícia para se utilizar de diversas influências mas criando uma sonoridade própria e interessante, embora seja possível notar alguns elementos no som dos caras que lembram bandas como AC/DC, LED ZEPPELIN, BLACK SABBATH e THE STOOGES, por exemplo.
E essa qualidade toda se deve também ao fato de a banda possuir músicos já experientes em seu quadro, como o guitarrista Mattias Bärjed (ex-THE SOUNDTRACK OF OUR LIVES), o baterista Ludwig Dahlberg (ex-THE INTERNATIONAL NOISE CONSPIRACY) e o baixista Jan Martens, além do talentoso vocalista Kim Fransson, uma das grandes revelações da música pesada nos últimos tempos, com uma voz bem diversificada, agressiva e cativante.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Todas as 10 músicas do disco são bem diretas e divertidas,com guitarras estridentes, baixo bastante presente, bateria reta mais consistente, e ótimas linhas vocais, com uma sonoridade transitando entre o hard rock setentista e os primeiros discos de metal tradicional da década de 80, mas, como dito, com muita personalidade, agradando o ouvinte com facilidade logo na primeira audição, mesmo trazendo altas doses de psicodelia.
Destaques? Bom, todas as faixas são bem legais, mas cito apenas duas para demonstrar as qualidades da banda para o ouvinte que queira se aventurar a escutá-la pela primeira vez: "Power and Volume", mais direta e eletrizante, e com riffs excelentes de guitarra; e "Attila", bem arrastada e com um clima mais melancólico.
A qualidade de gravação do material, produzido por Martin Ehrencrona, e propositalmente simples e crua, é outro grande ponto positivo, principalmente na escolha do timbre da guitarra e do baixo, e no destaque dado às linhas vocais.
Não cumpre aqui tecer maiores comentários acerca da validade ou não desse revival de novas bandas praticando essa sonoridade retro, até porque o objetivo de uma resenha é apenas analisar as qualidades músicas e artísticas do disco apresentado, e, nesse ponto, "Power & Volume" é uma verdadeira aula de boa música.
Alias, guarde bem o nome dessa banda, pois certamente ainda ouviremos muito falar dela no futuro!
Power & Volume – Free Fall
(2013 –Nuclear Blast - Importado)
Jan Martens
(Bass)
Mattias Bärjed
(Guitar)
Kim Fransson
(Lead Vocals)
Ludwig Dahlberg
(Drums)
1 - Power & Volume
2 - Free Fall
3 - Midnight Vulture
4 - Top Of The World
5 - Attila
6 - World Domination
7 - Love Bombing
8 - Damnation
9 - Meriola Blues
10 - Meat
11 - Change Coming
12 - Yeah!!!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Pink Floyd lança a coletânea "8-Tracks", que reúne faixas gravadas nos anos 70
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, em lista da Revolver Magazine
O clássico de Bon Scott que Brian Johnson nunca quis cantar no AC/DC
Graspop Metal Meeting anuncia 152 atrações em 4 dias de festival
7 clássicos do rock nacional lançados em 1994 que são lembrados até hoje
Os cinco maiores álbuns da história do rock progressivo
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
As cinco músicas de "Load" que o Metallica mais tocou ao vivo
Deep Purple lança "Diablo", faixa de seu próximo disco de estúdio
10 músicas de metal internacional que estão na memória afetiva do brasileiro
Indio Solari, lenda do rock argentino, morre aos 77 anos
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
Steve Harris aponta a música ideal para apresentar o Iron Maiden a quem nunca ouviu a banda
10 músicas de rock nacional dos anos 1980 que ainda estão na memória afetiva do brasileiro
Após 20 anos, Guns N' Roses volta a tocar "Think About You" em show na Polônia
Kiko Loureiro comenta a diferença entre tocar no Angra e no Megadeth
O hit dos Beatles que foi gravado somente com músicos de estúdio, nenhum deles está tocando
O refrão de hit dos Beatles que letra é resposta a críticas que receberam de Frank Sinatra


Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Draconian - "In Somnolent Ruin" reafirma seu espaço de referência na música melancólica
Espera de quinze anos vale cada minuto de "Born To Kill", o novo disco do Social Distortion
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
"Operation Mindcrime III" - Geoff Tate revela a mente por trás do caos
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes
