Pink Cream 69: hard rock empolgante e carregado de melodias

Resenha - Ceremonial - Pink Cream 69

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Por Anderson Dias
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


É inevitável. O Pink Cream 69 ainda continua sendo lembrado por muitos como sendo "a antiga banda do Andi Deris antes de entrar no Helloween", muito embora duas décadas já tenham se passado desde a saída de Deris para assumir os vocais da "abóbora". Recordações à parte, o fato é que esses competentíssimos alemães construíram uma sólida trajetória, já somam 26 anos de estrada e após uma longa espera de 06 anos, lançam "Ceremonial", seu 16º disco da carreira.
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A formação da banda passou por algumas alterações desde a sua fundação (além da já comentada e conhecida saída de Deris, há alguns anos tivemos o ingresso de Uwe Reitenauer como guitarrista e mais recentemente, no ano passado, a saída de Kosta Zafiriou, cofundador da banda, para o ingresso de Chris Schmidt nas baquetas). Essas modificações, porém, não foram capazes de comprometer o som dos caras, que permanecem executando um hard rock de primeiríssima linha.

Este novo trabalho começa com "Land Of Confusion", uma das melhores faixas do álbum: início cadenciado, bons riffs, vocais melódicos e um excelente refrão. Em seguida, "Wasted Years" se apresenta como outra grande música e uma grande interpretação de David Readman, que mostra porque pode ser considerado um dos mais expressivos e competentes vocalistas do hard rock. Na sequência "Special", escolhida para ser o primeiro single, mantém o disco em nível elevado: um belo riff para depois explodir em um dos refrões mais grudentos de todo o álbum. Grande música!

"Find Your Soul", apesar de ter uma boa letra, não chega a empolgar. A balada "The Tide" recoloca tudo nos eixos, com grande destaque novamente para a voz de David Readman, uma atuação verdadeiramente marcante, acompanhada por um belo trabalho de guitarras da dupla Uwe/Alfred. "Big Machine" é Pink Cream ao melhor estilo "hard n' heavy", vocais melódicos contrastando com o instrumental pesado, com a "cozinha" realmente inspirada e servindo de base para a grandiosa entrada das guitarras. Tudo se encaixando perfeitamente e o resultado não poderia ser outro: um dos grandes destaques do álbum!

"Let The Thunder Roll" e "Right From Wrong" não são exatamente músicas ruins - longe disso -, mas não obtêm muito destaque, dando a impressão que estão apenas preenchendo o "tracklist".

"Passage Of Time", uma balada, é emotiva, intensa e cumpre muito bem o seu papel. Muito agradável de ouvir. Chegando ao final do álbum temos as ótimas "I Came To Rock" e "Superman", com riffs empolgantes e solos de guitarra muito bem construídos e encaixados.

Mas é em "King For One Day" que o Pink Cream sai da sua zona de conforto e nos brinda com uma grande faixa, transitando muito à vontade no terreno do AOR, forçando o ouvinte a inevitavelmente lembrar os trabalhos recentes de Jeff Scott Soto com o W.E.T., por exemplo. Uma balada pra entrar na história como umas das melhores músicas já compostas pela banda.

Após ouvir o álbum por inteiro, percebe-se a aposta em direcionar ligeiramente o foco para as passagens melódicas e cadenciadas em detrimento de momentos mais agressivos - o que funcionou muito bem. A produção, mais uma vez a cargo do baixista Dennis Ward (que também já produziu álbuns do Angra, Allen/Lande, Krokus, Place Vendome, entre outros) comprova que o cara acertou a mão novamente, podendo acrescentar mais esse feito ao seu longo e destacado currículo.

"Ceremonial" é um bom disco, é acima da média e também superior ao seu antecessor "In10sity", muito embora aparentemente não tenha o potencial necessário para se tornar um clássico da banda, como os excelentes "Sonic Dinamyte" ou "Electrified". Mas afinal, quem disse que isso importa? Se daqui em diante todos os futuros lançamentos seguirem esse mesmo padrão de qualidade, ao qual eles já nos habituaram, a satisfação será indisfarçável. Este trabalho, na verdade, é o suficiente para consolidar a posição do Pink Cream como um dos grandes expoentes do cenário do hard rock mundial.

Confira e tire as suas próprias conclusões.

Pink Cream 69 – Ceremonial (2013 – Frontiers Records – Importado)

Track List:
01. Land of Confusion
02. Wasted Years
03. Special
04. Find Your Soul
05. The Tide
06. Big Machine
07. Let the Thunder Roll
08. Right From Wrong
09. Passage of Time
10. I Came to Rock
11. King for One Day
12. Superman

Line-Up:
David Readman - Voz
Alfred Koffler - Guitarra
Uwe Reitenauer - Guitarra
Dennis Ward - Baixo
Chris Schmidt - Bateria

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Sobre Anderson Dias

Advogado, atualmente reside em Porto Alegre. Escreve para o Whiplash desde 2006. Gremista de coração, rock n'roll é sua paixão. A paixão pela música é exteriorizada diariamente, com boas (e indispensáveis) doses de clássicos como ACDC, Beatles, Black Sabbath, Guns N' Roses, Helloween, Iron Maiden, Kiss, Led Zeppelin, Metallica, Pantera, Rainbow e Rolling Stones, só pra citar alguns. Com o passar do tempo, foi adquirindo uma visão eclética dentro do rock, o que o levou a "abrir a mente" para novos sons e novas bandas. Resultado: não consegue fazer uma lista de bandas e artistas que gosta, sem ter que escrever um texto. Uma prévia: Avantasia, Black Country Communion, Black Label Society, Buckcherry, Chickenfoot, Edguy, Foo Fighters, Gotthard, Hangar, Jorn Lande, Kreator, Red Hot Chilli Peppers, Shylock, System Of A Down, Pink Cream 69, Russel Allen, Scar Symmetry, The 69 Eyes, The Black Crowes, The Raconteurs, Wolfmother... A lista é interminável!

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