Soilwork: um dos discos mais interessantes e ousados da carreira
Resenha - Living Infinite - Soilwork
Por Junior Frascá
Postado em 02 de abril de 2013
Nota: 8 ![]()
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Após um começo de carreira destruidor, lançando alguns dos discos mais importantes da história do death metal melódico, os suecos do SOILWORK caíram em um marasmo criativo, sendo que, no último disco, "The Panic Broadcast" (2010) com o retorno do guitarrista/produtor Peter Wichers, voltaram a causar impacto na cena underground. E agora voltam com seu nono disco, "Living Infinite", novamente sem Peter, que resolveu sair novamente da banda.
Mas dessa vez, mesmo sem o guitarrista, a coisa é diferente, pois a banda conseguiu se manter criativa, lançando um dos discos mais interessantes e ousados de sua carreira. Com 20 músicas, quase 1 hora e meia de audição, "Living Infinite", que é um disco duplo, mostra toda a maturidade da banda, e sua capacidade de criar faixas variadas e intensas como poucos grupos da atualidade.
O novo guitarrista da banda, David Andersson (The Night Flight Orchestra), já se mostra bem entrosado com seus novos companheiros, dando uma aula de técnica e bom gosto. Mas o grande destaque do disco fica para o "monstro" Björn "Speed" Strid, que tem uma capacidade impressionante de alternar entre vocais guturais e melodias com maestria, e que mais uma vez mostra um apuro técnico irrepreensível, em sua melhor performance com a banda.
E o disco é marcado por ótimas composições, seja nos momentos mais pesados e agressivos, como em "Spectrum of Eternity", "Tongue" e "Leech", que remetem aos primeiros discos dos caras, seja nos momentos mais experimentais e cheios de groove, como em "Rise Above the Sentiment" (com um refrão maravilhoso, e ótimas melodias), "The Windswept Mercy" (com alguns elementos de Djent nas guitarras, pesadíssimas e com afinação baixa, contrastando com as linhas vocais limpas e melódicas), "Whispers and Lights" (que até remete ao THE NIGHT FLIGht ORCHESTRA em alguns momentos) e "The Living Infinite II" (com ótimos arranjos, e mesclando peso e melodia de forma precisa).
A produção do disco é bem agressiva e moderna, com os instrumentos todos bem timbrados (em especial as guitarras) e as vozes muito bem encaixadas, sem se sobressaírem. A versão importada do disco vem em um belíssimo digipack, que realça ainda mais a beleza da arte gráfica do disco.
Assim, "Living Infinite" mostra mantém o SOILWORK como um das grandes bandas da cena metálica atual, em um de seus melhores momentos até hoje, e tendo tudo para continuar com sua carreira em alta. Altamente indicado.
Living Infinite - Soilwork
(2013 – Nuclear Blast - Importado)
Track List:
CD 1:
1. Spectrum of Eternity
2. Memories Confined
3. This Momentary Bliss
4. Tongue
5. The Living Infinite I
6. Let the First Wave Rise
7. Vesta
8. Realm of the Wasted
9. The Windswept Mercy
10. Whispers and Lights
CD 2:
1. Entering Aeons
2. Long Live the Misanthrope
3. Drowning With Silence
4. Antidotes in Passing
5. Leech
6. The Living Infinite II
7. Loyal Shadow
8. Rise Above the Sentiment
9. Parasite Blues
10. Owls Predict, Oracles Stand Guard
Outras resenhas de Living Infinite - Soilwork
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