Portal: Metal extremo e barulhento direto da Austrália
Resenha - Vexovoid - Portal
Por Andrews Senna
Postado em 22 de março de 2013
Nota: 8 ![]()
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Não basta ter um som pesado e extremista, no qual você não consegue compreender os grunhidos que o vocalista desfere pela boca, mas fazer uma sonoridade muito barulhenta, repleto de camadas e texturas cheias de distorções – que soariam muito melhor em uma banda de Noise Rock – acompanhadas de poderosos blast beats e de ritmos inortodoxos. Esse é um pequeno resumo desta besta australiana chamada de Portal. Formada em 1994, o grupo só conseguiu lançar seu primeiro álbum de estúdio em 2003 (chamado Seepia). E não é para menos: o que a banda tenta fazer em sua música é totalmente contrária ao que uma gravadora deseja. Se compararmos com outras bandas de Metal, Portal não é rápido, nem tão pesado, mas sua principalmente marca é o barulho infernal que apresenta nas setes faixas deste curto disco (não chega nem a marca dos 35 minutos).

Vexovoid inicia com "Kilter", que de começo já mostra o que Portal busca: um metal extremo e experimental. Você pode até se assustar assim que a faixa começar com a porrada que jogam na sua cara. Os vocais ininteligíveis do vocalista "The Curator" (o grupo usa nomes artísticos para seus integrantes) são típicos aos vocais de Black e Death Metal. Se você já está familiarizado com os gêneros, não irá se espantar quando ouvir eles e perceber que são a parte mais fraca e sem importância do disco. Portal poucas vezes dá um devido destaque aos vocais, e as camadas sonoras, experimentais e barulhentas que a banda tanto usa ofuscam ainda mais o vocalista. O sentimento é que "The Curator" está ali para que a experiência do ouvinte seja mais fácil de assimilar o material.

Faixas como a iniciante "Kilter" e "Orbmorphia" são as mais recomendadas caso queria conhecer o som do grupo, baseando-se apenas neste disco, por representarem a melhor mistura entre barulho, peso e "fácil assimilação" (apesar de não serem fáceis de assimilar). Mas se quiser entender o experimentalismo que o grupo tem, ouça "Awryeon" e a faixa que encerra o quarto trabalho de estúdio dos australianos, "Oblotten", na qual não tem vocais e fica por mais de 2 minutos com distorções de guitarra, com ocasionais aparições de baixo e bateria até somente restar o baixo. Portal está muito mais focado em experimentar para si mesmos do que fazer músicas que agitem um show e criar uma estrutura tradicional de álbum, e a faixa "Oblotten" é a prova do que escrevo.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Você que gosta de Meshuggah pode se interessar pelo som que Portal realiza aqui, mas não pense que soa parecido ou algo do tipo. A banda australiana realiza um som próprio e inconfundível, que foge das estruturas comuns da música moderna, dos refrões, de épicos solos de guitarra e dos vocais limpos que cada vez mais estão se destacando no mundo do metal moderno. Se você estiver interessado em um disco de metal incomum e diferenciado, Vexovoid não é uma má escolha, mas tenha em mente que não será fácil de digerir o som do grupo e que será necessário audições extras. Se você não gosta de metal ou não é fã de música experimental, fique longe disso, para o bem de sua saúde auditiva.

Faixas:
1. Kilter
2. The Back Wards
3. Curtain
4. Plasm
5. Awryeon
6. Orbmorphia
7. Oblotten
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