Motörhead: uma transição entre Overkill e Ace Of Spades

Resenha - Bomber - Motörhead

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Por Rodrigo Noé de Souza
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Nota: 8

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Existem bandas que lançam seus discos, que viraram peças obrigatórias nas suas discografias. Mas, quando seu último trabalho se torna clássico, várias bandas ficam embaladas e após uma turnê e outra, acabam lançando seu próximo disco. E é aí que o clima fica bem morno, tanto a repercussão quanto para a banda.
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Com o Motörhead não foi diferente. Com o auge do Overkill (1979), Lemmy Kilmister (vocal e baixo), "Fast" Eddie Clarke (guitarra) e "Philty" Animal Taylor (bateria) tiveram a difícil missão de registrar seu sucessor. Bomber virou uma transição entre Overkill e Ace Of Spades, que definiria, mais tarde, a reputação da banda.

Porém, Jimmy Miller (Rolling Stones, Traffic) enfrentava um sério vício de heroína. Fato que inspirou o Lemmy, ao escrever uma canção anti-heroína Dead Men Tell No Tales. Ouvindo o disco dá para sacar que as músicas não estavam tão inspiradas, e não tinham aquele gás que o Motörhead exalava, como no Overkill.

Mas isso significa que é um disco ruim? De forma alguma. Tem algum destaque? Sim, vários. Além de Dead Men Tell No Tales, a faixa-título é uma delas, com aquela base que só o Lemmy e Eddie conseguiram criar. Até hoje ela é uma das faixas que encerram os shows. Stone Dead Forever também destaca com o refrão de gritar junto.

Outro fator desse disco são os temas criados pelo Lemmy. Bomber foi inspirado no livro de Len Deighton. Lawman é uma critica à polícia; Talking Head sobre o abuso televisivo, assim como o culto ao showbizz em All The Aces. Poison fala sobre o casamento, mas ao mesmo temo Lemmy conta como seu pai abandonou sua mãe.

"Fast" Eddie Clarke ficou enciumado com tanta atenção ao Lemmy, que cantou em Step Down. Claro que não é grande coisa, mas ficou registrado como a primeira (e última) vez que o guitarrista cantou. Coisa que repetiu ao regravarem Emergeny (Girlschool), no clássico EP Saint Valentine's Day Massacre, ao lado das "gatas" do Girlschool.

Bomber ainda contou com as faixas bonus Over The Top, e as versões ao vivo de Leaving Here, Stone Dead Forever, Dead Men Tell No Tales e Too Late Too Late. Durante a turnê, a banda usou todo um aparato cenográfico, remetendo à Segunda Guerra Mundial, com um avião descendo pelo palco. Como uma bomba de Napalm, ao som dos amplificadores.

Formação:

Lemmy Kilmister – vocal/baixo
"Fast" Eddie Clarke – guitarra/vocal em Step Down
"Philty" Animal Taylor – bateria

Tracklist:

1-Dead Men Tell No Tales
2-Lawman
3-Sweet Revenge
4-Sharpshooter
5-Poison
6-Stone Dead Forever
7-All The Aces
8-Step Down
9-Talking Head
10-Bomber
11-Over The Top (bonus track)
12-Leaving Here (bonus ao vivo)
13- Stone Dead Forever (bonus ao vivo)
14- Dead Men Tell No Tales (bonus ao vivo)
15-Too Late, Too Late (bonus ao vivo)

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Sobre Rodrigo Noé de Souza

Nasci em 1984. Esse ano não é só o início de uma nova democracia, mas também é o ano em que vários discos foram lançados, como Powerslave (IRON MAIDEN), Stay Hungry (TWISTED SISTER), W.A.S.P., Don´t Break The Oath (Mercyful Fate), Slide It In (WHITESNAKE), 1984 (VAN HALEN), The Last In Line (DIO) e, o meu favorito de todos, Ride the Lightning (METALLICA). Sou um aficcionado por Metal, desde AC/DC e ZZ Top, até Anaal Nathrakh e Krisiun. Sou Jornalista, blogueiro, facebookeiro, o que for. Quem quiser saber o que eu escrevo, acessem meu blog: www.esporropublico.zip.net.

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