Aerosmith: um álbum completo que mostra a banda em seu ápice

Resenha - Rocks - Aerosmith

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Por Igor Müller
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Nota: 10

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"Acho incrível a gente ir compor em um porão enquanto outras pessoas vão trabalhar em uma loja. Seis meses depois tocamos estas músicas a 1.500 km de casa, para desconhecidos. Acho isso louco" (Joe Perry)
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Estamos em 1975, o Aerosmith acaba de lançar seu grande sucesso "Toys in the Attic", o single Walk This Way alcança ótimas posições na billboard americana, levados por esse sucesso o Aerosmith sobe ao topo da colina com um álbum de grande sucesso e uma turnê de ingressos esgotados. Com o passar dos meses um sucessor era inevitável, e é deste sucessor que irei falar aqui, lançado no dia 03 de Maio de 1976.

Quando o quinteto de Boston se reuniu junto a Jack Douglas para gravar seu quarto álbum de estúdio, o clima no estúdio era diferente dos outros álbuns, pois, pela primeira vez o Aerosmith entrava no estúdio como uma banda renomada precisando dar continuidade ao seu sucesso. Junto com o sucesso de "Toys In The Attic" vieram as quantias exorbitantes de dinheiro, que por consequência aumentou significativamente a injeção de drogas, eram cinco selvagens com instrumentos. A missão de Jack Douglas era reunir tudo isso e captar a forte vibração e intensidade da forma mais visceral possível, e ele fez.

Back In The Saddle - A música abre o álbum de forma cautelosa com um riff discreto, o qual gera uma virada e dá o primeiro dos muitos pontapés no ouvinte, um vocal feroz e de um timbre único grita: "I'm Back in The Saddle In The Again" seguido por um riff cavalgante de Joe Perry, o ritmo se torna contagiante e o clima velho-oeste se instala no ambiente, este petardo vibrante da início ao álbum e mostra que a banda não está de bricandeira.

Last Child - Uma guitarra tocando uma pequena melodia aguda inicia a trajetória acompanhada de um vocal lento, porém, de forma quase que mágica um riff ao melhor estilo funk inicia e faz até mesmos os mais duros entrarem em uma transe através de um groove majestoso gerado pelas guitarras de Brad Withford e Joe Perry. Seu solo é introduzido por Brad Withford tocando ao estilo Jeff Beck, mostrando ao mundo que o Aerosmith não era a banda de apenas um guitarrista solo. Last Child termina mostrando também o alcance vocal surpreendente de Steven Tyler gritando: "I'm the Last Child, just a punk in the street"

Rats In The Cellar - Os ouvidos mais céticos duvidavam que seria possível continuar com a frenesia gerada nas duas primeiras faixas, mas, o blues-rock de "Rats in the Cellar" vem mostrando uma banda quente e incrivelmente entrosada, contando solos de harmônica esta faixa é essencial a qualquer amante de blues-rock,
mais de 4 minutos de puro êxtase.

Combination - Nesta aqui as vozes mudam, Joe Perry assume o microfone, mas não deixa barato. Um riff totalmente fechado dá início a mais um hard rock cru e visceral mantendo a energia e completando o combo avassalador formado pelas quatro primeiras músicas do álbum.

Sick As A Dog - A frenesia diminui, e pela primeira vez durante o álbum, você tem tempo para parar e respirar. Mas o que não diminui é a qualidade, uma levada sacana conduz "Sick As A Dog" em mais um mais clássico expelido pelo Aerosmith, Sick as a Dog é a calmaria antes da tempestade.

Nobody's Fault - Um início sombrio e uma explosão sem dimensão, o clima de agonia perdura durante de este clássico, o qual já foi declarado com uma das músicas prediletas de James Hetfield. Nobody's Fault é a síntese de um heavy metal sólido, feito de forma triunfal, mostrando o lado mais selvagem do quinteto, dúvidas é mais um clássico que se estabelece, e neste ponto já são muitos no mesmo disco.

Get The Lead Out - Esta música é responsável por devolver um ritmo contagiante ao disco, que neste momento já está totalmente encorpado com uma forma que pode ser definidada como épica. A mudança repentina de estilo acontece mais uma vez provando que o Aerosmith está longe de ser uma banda limitada a um estilo, Get the Lead Out é uma grande canção.

Lick And A Promisse - Esta canção segue o ritmo ditado por Get The Lead Out e faz com que o álbum continue a seguir o que neste momento já são mais de 30 minutos de um raw rocking de qualidade A.

Home Tonight - Introduzida por uma guitarra com bends profundos, Home Tonight é a reflexão do álbum, a despedida com clima de quero mais, é onde seu corpo começa a sintetizar todo o hard rock visceral apresentado ao longo do álbum, esta é uma uma balada de altíssima qualidade e que cumpre com o papel de manter o nível em um patamar totalmente acima do normal.

Sintetizando, Rocks é um álbum completo, mostra uma banda em seu ápice criativo. O álbum não alcançou todo o sucesso de seu antecessor, porém, aqueles que valorizam um grande trabalho, aqueles que valorizam seu amor pelo rock 'n' roll em sua melhor forma, bem, este álbum é para vocês!

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