Sodom: mudaram o jeito de se fazer música pesada

Resenha - In the Sign of Evil - Sodom

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Por D. Simi
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Se você curte alguma banda de Black ou Death Metal que começou depois de 1985, pode ter certeza que o malevolente legado do Sodom está presente. Talvez nem os próprios membros desta pilastra do Metal alemão imaginavam na época, mas as cinco músicas do EP "In the Sign of Evil", lançado em 1984 pela Steamhammer, mudaram o jeito de se fazer música pesada.
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Se hoje temas como guerra e militarismo inspiram o Sodom a fazer seu Thrash Metal bélico e esmagador, na época do "In the Sign of Evil" a coisa era bem diferente. As letras da banda eram verdadeiros ritos satânicos, o som emanava uma áurea negra e maligna. Até a arte da capa, com um hediondo carrasco encapuzado segurando sua espada, ajuda a entrar no clima. A péssima qualidade da gravação, fator que geralmente estraga muitas músicas, neste caso ajudou a criar essa atmosfera diferente.

Prova disso é a canção que abre o EP: a diabólica "Outbreak of Evil", que se tornou um grande clássico do grupo. Josef "Grave Violator" Dominic despeja riffs imundos enquanto Tom Angelripper vomita o refrão: "shries cries, angels die, shries cries, Outbreak of Evil!".

A podridão continua com "Sepulchral Voice". No começo da música, Tom murmura enquanto se ouve a guitarra distorcida ao fundo. O resultado ficou tão sinistro que dá até para imaginar um cadáver se arrastando no cemitério, tentando sair de sua sepultura entreaberta.

"Blasphemer", por sua vez, é o ódio em forma de música. O refrão é composto por gritos evocando seu título, embalados por riffs totalmente demoníacos. "Blasphemer! Blashphemer!". É uma canção muito rápida que ainda figura nos shows do Sodom.

Apesar de toda a atmosfera maligna deste EP, o Sodom sempre foi uma banda 100% Thrash. A prova disso é "Witching Metal". Esta faixa tem tudo o que um "thrashbanger" pode querer: guitarra abrindo com riff sozinho, baixo e bateria entrando metendo porrada na sequência, refrão certeiro cantado em gutural. "Witching Metal" é tão Thrash que tem até a palavra "Metal" no nome. Os únicos que se esquecem disso são os próprios caras da banda e raramente a tocam.

O golpe misericórdia finalmente é dado com "Burst Command 'til War". Riffs de guitarra corridos, baixo triturante, esse som tem tudo para se fazer uma boa roda de bate-cabeça.

"In the Sign of Evil" pode até não ser o melhor trabalho do Sodom, mas com certeza é o mais importante. É a base para tudo o que se fez posteriormente no cenário mais extremo do Metal. Fica difícil imaginar o que seria do trio alemão sem estes 19 minutos e 12 segundos do mais puro e cruel Thrash Metal.

Nota do autor:
Em 07 de setembro de 2008 morreu aos 42 anos o baterista Christian Dudek, conhecido como Chris Witchhunter. Chris fez parte do Sodom entre 1981 e 1992.

Track list:
01 - "Outbreak of Evil" – 4:49
02 - "Sepulchral Voice" – 4:31
03 - "Blasphemer" – 3:05
04 - "Witching Metal" – 3:13
05 - "Burst Command 'til War" – 3:36

Line-up:
Tom Angelripper – vocais, baixo
Josef "Grave Violator" Dominic – guitarra
Chris Dudek – bateria

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