Sodom: Três décadas de um registro influente e imortal
Resenha - In the Sign of Evil - Sodom
Por David Torres
Postado em 28 de maio de 2015
Quando se fala a respeito de Metal Extremo, inconscientemente o admirador dessa sonoridade vê diversos nomes e trabalhos importantes do gênero surgirem em sua mente. Algumas dessas obras são tão importantes que, não importa quantas décadas se passem, sua relevância permanecerá intacta e instigando o aparecimento de novas bandas com as mesmas tendências musicais. Oriundos da Alemanha, o Sodom tornou-se ao longo dos anos um dos maiores representantes do Thrash Metal mundial e assim como os seus compatriotas germânicos Destruction e Kreator, iniciou as suas atividades executando um som mais primitivo, violento e visceral, uma combinação de Black e Speed Metal. Formados em 1981 e altamente influenciados por Motörhead, Venom, Raven e Tank, lançaram duas "demos", "Witching Metal" (1982) e "Victims of Death" (1984), até finalmente gravarem aquela que é uma de suas obras mais influentes e notórias, o histórico EP "In the Sign of Evil".
Lançado em 05 de maio de 1984, através da extinta Devil's Game, sob a produção de Wolfgang Eichholz, que também produziu o EP "Sentence of Death", do Destruction e apresentando uma das mais icônicas e conhecidas capas da história do Metal Extremo mundial, ilustrada por Joachim Pieczulski, "In the Sign of Evil" é uma das muitas aulas de violência musical que encontramos dentro do Metal. São cinco composições do mais puro e profano Black/Speed Metal. Nesse mês, essa belezinha completou o seu 31° aniversário e a seguir, iremos adentrar dentro do maléfico conteúdo presente nessa bolachinha infernal.
Grunhidos vociferados ecoam pelos alto-falantes e dão início ao EP com a clássica e esmagadora "Outbreak of Evil". O que dizer a respeito desse hino? Um legítimo petardo! Sujo, ríspido, agressivo, intenso e frenético, dono de "riffs" explosivos, vocais rasgadíssimos e animalescos e uma bateria ensandecida. "Sepulchral Voice" é uma composição que se inicia vagarosamente. Contudo, se o ouvinte imagina que terá algum descanso, está redondamente enganado, pois somos bombardeados com uma sucessão de "riffs" maníacos e variações de andamento sobrenaturais.
A destruição continua com uma sequência de clássicos inquestionáveis, "Blasphemer" e "Witching Metal", duas pedradas certeiras nos tímpanos e que dilaceram os alto-falantes a cada palhetada frenética e a cada verso cantado de forma diabolicamente perfeita. Para esse encerrar esse pequeno, porém mortal registro, vem "Burst Command Til War". Os "riffs" iniciais surgem lentamente e então a devastação retorna assim que Angel Ripper profere um urro. A truculência não cessa por um segundo sequer, martelando tudo e todos aos seu redor impiedosamente.
Esse tremendo registro foi relançado anos mais tarde, em 2000, ao lado dos clássicos álbuns "Persecution Mania" e "Obsessed by Cruelty". "In the Sign of Evil" pertence à safra de pérolas do vasto universo do Metal Extremo Mundial, influenciando diretamente centenas de bandas ao redor do planeta. Sua sonoridade crua e desconcertante, assim como a sua produção rústica e sua famosa capa, são exatamente o seu charme e o que o tornam um clássico atemporal.
01. Outbreak of Evil
02. Sepulchral Voice
03. Blasphemer
04. Witching Metal
05. Burst Command Til War
Thomas Such (Angel Ripper) (Vocal / Baixo)
Josef Dominik (Grave Violator) (Guitarra)
Christian Dudek (Witchhunter)(R.I.P. 2008) (Bateria / Percussão)
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