Eutanos: embora nos moldes que conhecemos, tem influência Thrash
Resenha - Majesta Sancta Frigoriis Exterminum - Eutanos
Por Marcos Garcia
Postado em 26 de dezembro de 2012
Nota: 10 ![]()
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A América Latina, como um todo, tem um imenso e forte bojo cultural que nós, os latino-americanos, poucas vezes nos damos conta, e menos ainda valorizamos, sempre com a mentalidade de um povo colonizado e ainda dependente das metrópoles espalhadas pelo mundo. O que é, além de lamentável, uma pena, pois deixamos grandes bandas jogadas de lado em prol de muita coisa 'mais do mesmo' vinda do eixo EUA-Europa. E uma das melhores bandas que ouvimos dessa vasta região em que habitamos é, sem sombra de dúvidas, o insano quinteto de Black Metal EUTANOS, vindo de Quito (Equador) que há poucos dias esteve em terras nacionais divulgando seu trabalho musical, inclusive mostrando o que temos em seu segundo Full Length, o assassinato em massa chamado 'Majesta Sancta Frigoriis Exterminum'.
Primeiramente, a fórmula musical da banda é um Black Metal 'Made in South America', ou seja, está bem distante do que se faz no Brasil, mas próximo ao que vemos das cenas do Equador, Venezuela, Chile e Colômbia. Traduzindo: é algo que embora tenha ligação com o que conhecemos por Black Metal nos moldes já estabelecidos, leva muita influência de Thrash e Death Metal, mais uma forte dose de personalidade regional, e isso tudo sob uma tormenta de agressividade desmedida e brutalidade esmagadora, e isso tudo cantado em espanhol. A banda usa de gritos insanos, urrados e rasgados a extremo se alternando, uma dupla de guitarras excelente tanto nos riffs como nos solos, usando e abusando de técnica e até algumas melodias, base rítmica pesada e bastante arrojada, sabendo usar de velocidade extremada e de outros momentos mais cadenciados, mas sempre com técnica, peso e coesão. Resultado: um absurdamente ótimo, capaz de satisfazer a todo bom fã de música extrema sem ressalvas.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A produção, feita pelo próprio James, vocalista da banda, deixou o trabalho bem brutal e ríspido, com algo de artesanal nela, que, embora soe limpo na medida certa, possui uma agressividade brutal até mesmo na gravação, que está intensa, mas sem ser polida e tornar o trabalho da banda artificial. A parte gráfica do trabalho chama muito a atenção pelo tipo de Digipack usado, na forma de uma folha única de papel-cartão dobrada em três partes, algo que ainda não foi feito em terras brasileiras, contendo letras e tudo mais, fora um trabalho artístico maravilhoso.
E quando o CD começa a tocar, é para tomar cuidado, pois as reclamações de vizinhos com o 'inferno na terra' e parentes com 'as paredes tremendo' serão uma constante.
Musicalmente falando, a banda faz um trabalho de alto nível o tempo todo, mantendo o interesse o ouvinte em cada momento das dez faixas do CD, com destaques para a ótima 'Pecador', que após uma introdução bem sarcástica, se transforma em uma pedrada intensa e bem diversificada, com ótimo trabalho dos vocais e das guitarras; a esporrenta 'Sensaciones Neuromusculoesqueléticas', com o baixo fazendo malabarismos técnicos bem vindos e muito bons, sem deixar de segurar a base rítmica; a abusivamente pesada e rápida 'Cristi ANO', com alguns momentos mais HC e com a bateria se superando na arte de surpreender o ouvinte; 'Drogas Armagedon Sexo y Alkohol', ríspida e bem alternada, mais uma vez com as guitarras mostrando riffs abusivamente nefastos; a explosiva 'Venganza', agressiva e brutal de doer os ouvidos dos não iniciados, especialmente pelos tons de voz alcançados por James; a climática e empolgante 'Maquina de Matanza', com algumas melodias ótimas nas guitarras, especialmente pelos solos com influência de música regional, e sem contar que a bateria com sua diversidade técnica dá um show; e 'Cielo... Infierno', onde os andamentos se alternam entre a velocidade extrema e momentos mais cadenciados. E ainda temos uma faixa escondida, que vale a pena ouvir do início ao fim, podem acreditar.
Bandaça, e quem esteve em seus shows, sabe a força de sua música, e que eles, com um pouco de sorte, irão muito longe.
Majesta Sancta Frigoriis Exterminum - Eutanos
(2011 - Satanica Productions - Importado)
Tracklist:
01. Pecador
02. Sensaciones Neuromusculoesqueléticas
03. Cristi ANO
04. Preludio a la Nemesis Humana (Danza Bajo la Sangre de los que Cuelgan)
05. Drogas Armagedon Sexo y Alkohol
06. Maniaco
07. Venganza
08. Maquina de Matanza
09. Cielo... Infierno
10. Perra Loba Zorra Puta Bastarda Golfa Iglesia Fishfica Creencia
Formação:
James Peterson - Vocais
David Armas - Guitarras
Oycangi Rayosfrio - Guitarras
Efrain Granizo - Baixo
Nicolas Breilh - Bateria
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