Devin Townsend Project: canadense consolida ainda mais seu nome
Resenha - Deconstruction - Devin Townsend Project
Por Junior Frascá
Postado em 21 de dezembro de 2012
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A saga musical criada por Devin Townsend ao longo de sua carreira tem vários momentos marcantes, e a cada novo passo esse canadense consolida ainda mais seu nome dentre os grandes artistas da música contemporânea. E dentre todas as suas obras, talvez essa terceira parte de seu DEVIN TOWNSEND PROJECT, "Deconstruction", seja a mais insana e assustadora.
Sim, Devin é conhecido por sua loucura e devaneios musicais, mas aqui a coisa chega a beira da insanidade. E, por incrível que parece, o resultado final é muito satisfatório, graças ao talento que esse cara tem de unir elementos tão diversos com uma maestria fora do comum. Assim, mesmo diante de tanta complexidade, Devin conseguiu mais uma vez criar músicas fortes e marcantes que, apesar de demorarem um pouco mais para serem "digeridas" pelo ouvinte, não ficam devendo nada para os demais trabalhos de seu criador.
E seguindo essa linha, temos aqui influências que variam do new age ao brutal death metal, passando por ópera, jazz, math metal, djent, metal industrial e sinfônico (as orquestrações foram todas gravadas pela Orquestra Filarmônica de Praga), dentre tantas outras que apenas serão notadas a partir da segunda audição do disco. E isso tudo misturado em apenas 9 faixas, em sua maioria bem longas, e que trazem ótimos arranjos e uma riqueza enorme de harmonias e melodias diversificadas e instigantes, sendo, talvez, o disco mais sombrio da carreira do músico.
Assim, em uma mesma música, temos momentos em que parece que estamos escutando ENIA, e do nada a música muda bruscamente para algo que lembra MESHUGGAH, e depois sentimos como se estivéssemos acompanhando um musical da Broadway em outra reviravolta brusca. Uma verdadeira loucura!
Há alguns momentos mais diretos, como em "Juular" e "Pandemic", que remetem ao Strapping Young Lad mas, no geral, o disco segue um caminho mais progressivo e viajado, embora esse seja o trabalho mais pesado e agressivo de Devin em anos.
Portanto, mesmo que você já esteja acostumado com as loucuras de Mr. Devin, com certeza irá estranhar a sonoridade aqui apresentada, principalmente em faixas como "Praise the Lowered" e "The Might Masturbator" (com seus mais de 16 minutos).
Além disso, no aspecto lírico também podemos perceber que Devin é meio maluco, pois enquanto trata de alguns temas mais sério em certos momentos, em outros parte para um humor ácido, como se percebe na já citada "The Might Masturbator" (só o nome já diz tudo!).
O disco ainda conta com as participações especiais de Floor Jansen (After Forever), Joe Duplantier (Gojira), Ihsahn (Emperor), Mikael Åkerfeldt (Opeth), entre outros, e que engrandecem ainda mais o material.
"Deconstruction", pois, pode ser classificado como uma obra estranha, bizarra, maluca e insana, mas mesmo assim genial, mostrando uma grande musicalidade latente, com uma qualidade inquestionável e, embora seja indicado apenas para poucos, proporciona a estes momentos de puro êxtase musical. Fica a dica!
Deconstruction – Devin Townsend Project
(2011 – Erache Records - Importado)
1. Praise the Lowered
2. Stand
3. Juular
4. Planet of the Apes
5. Sumeria
6. The Mighty Masturbator
7. Pandemic
8. Deconstruction
9. Poltergeist
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As Obras Primas do Rock Nacional de acordo com Regis Tadeu
O brasileiro que andou várias vezes no avião do Iron Maiden: "Os caras são gente boa"
Os 11 melhores álbuns conceituais de metal progressivo, segundo a Loudwire
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
31 discos de rock e heavy metal que completam 40 anos em 2026
O ícone do heavy metal que foi traficante e andava armado no início da carreira
A sincera opinião de Pitty sobre Guns N' Roses, System of a Down e Evanescence
O episódio que marcou o primeiro contato de Bruce Dickinson com "Stargazer", do Rainbow
A música do Metallica que Kirk Hammett quer deixar como lembrança de sua obra como guitarrista
A sumidade do rock nacional que expulsou Lobão de seu álbum solo
O conselho do pai de Steve Harris que o baixista preferiu ignorar
Pra tocar no Dream Theater, não dá pra estar no modo "deixa a vida me levar", segundo Rudess
Sebastian Bach reafirma ter sido convidado para se juntar ao Mötley Crüe
Os clássicos do rock que estão entre as músicas preferidas de Carlo Ancelotti

Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?


