Threshold: repleto de peso e passagens intrincadas

Resenha - March of Progress - Threshold

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Junior Frascá
Enviar Correções  

8


Cinco anos se passaram desde o lançamento do disco anterior do THRESHOLD, "Dead Reckoning". Nesse período, a banda passou por muita turbulência, inclusive com a morte do então ex-vocalista Andrew "Mac" (que já havia deixado a banda), e, portanto, "March of Progress" pode ser visto como um recomeço para o grupo inglês, inclusive pelo retorno do vocalista Damian Wilson.

Mas uma coisa fica clara logo na primeira audição do novo álbum (o nono a discografia da banda): quase nada mudou. Os caras continuam investindo pesado no metal progressivo, repleto de peso e passagens intrincadas, mas sempre prezando pela musicalidade, sem os famosos excessos de virtuosismos que estamos acostumados a escutar por ai.

publicidade

A adição do guitarrista Pete Morten também fez bem ao conjunto, pois o cara toca muito bem, e conseguiu aliar perfeitamente seu estilo ao de Karl Groom, criando ótimas melodias e riffs memoráveis. Alias, aquele toque de AOR ainda está presente em vários momentos mais climáticos do disco, e fazem toda a diferença ao longo da audição do material, que não soa nada cansativo.

publicidade

Já Damian Wilson, continua cantando muito bem, em especial nos momentos mais calmos, em que sua voz se sobressai.

No geral, o disco não é tão pesado como outros do sexteto, trazendo mais momentos melancólicos e viajados, mas faixas como "Ashes", "Staring at the Sun", "Colophon" e "Don´t Look Down" esbanjam bom gosto e talento, e são os principais destaques de "March of Progress". Merece menção também o aspecto lírico das músicas, repletos de melancolia e obscuridade.

publicidade

Não chega a ser o melhor disco da banda (que, para mim, ainda continuam a ser "Hypothetical" e "Subsurface"), mas é um trabalho muito bom, e que não decepcionará nenhum dos fãs do grupo. Pode conferir sem medo.

March of Progress – Threshold
(2012- Nuclear Blast - Importado)

1. Ashes
2. Return of the Thought Police
3. Staring at the Sun
4. Liberty, Complacency, Dependency
5. Colophon
6. The Hours
7. That s Why we Came
8. Don t Look Down
9. Coda
10. The Rubicon

publicidade




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Bateristas: Os 30 melhores de todos os temposBateristas
Os 30 melhores de todos os tempos

IGN Music: os álbuns de Metal mais influentes segundo o siteIGN Music
Os álbuns de Metal mais influentes segundo o site


Sobre Junior Frascá

Junior Frascá, casado, é advogado, e apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash, stoner, doom e power metal) desde seus 15 anos. Também é fã de filmes de terror e séries americanas, faz parte da equipe da revista digital Hell Divine e do site My Guitar, e é guitarrista da banda de metal tradicional MUD LAKE.

Mais matérias de Junior Frascá no Whiplash.Net.

WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin