Innocence Lost: som bem trabalhado e com influências
Resenha - Human Reason - Innocence Lost
Por Renan Ambrozzi
Fonte: Steelmade Metal Blog
Postado em 17 de outubro de 2012
Nota: 9 ![]()
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Trazendo um som bem trabalhado e com diversas influências, do gótico ao sinfônico, do clássico ao progressivo, a banda dá seu primeiro passo para ter o nome ouvido pelos 4 cantos não só do Brasil.
O EP começa literalmente rasgando, "Nameless Hunter" tem uma entrada bem agressiva, riffs fortes sem falar da bateria. Até então a música apresentava tudo para ser um típico Metal extremo mas, com a entrada do teclado já se ouve algo mais, elementos mais psicodélicos dão outra cara ao som que, como não se fosse suficiente, muda mais uma vez com a entrada da voz, dando um certo quê de sombrio.
É assim que vemos a banda, influências diversas, elementos até mesmo inesperados seguidos na mesma música, a prova é um teclado em um som puxado para a música oriental logo após do vocal. Mesmo o ritmo, que segui uniforme, foi mudado com um dueto levemente entre o vocal feminino e masculino, abrindo as portas para o solo rítmico junto ao teclado que logo buscam inspirações do progressivo. E assim a música retorna ao clima dos versos para terminar.
Um pouco diferente do começo do EP, temos a "Innocence Silence". Já começando com o teclado, e mesmo com fortes riffs e bumbos duplos, a música já mostra uma cara diferente da banda, algo mais inclinado ao sinfônico. O vocal, inicialmente, é um pouco mais agudo que a música anterior e também demarca de forma mais tradicional o andamento da música, você ouve mais claramente versos e refrões. No clímax da música, o teclado dá abertura para o solo com bastante distorção enganchado numa interlude com o vocal masculino rasgado e curto dueto que retorna a fórmula clássica se encerrando num solo melódico muito belo e então no teclado.
Ainda mostrando a influência sinfônica, e também progressiva, seguimos com a faixa título "Human Reason" que começa ao som de piano e de um violino belíssimo. Seguindo com riffs de guitarra e o som do violino, a voz calmamente surge com um dedilhado até um verso bem melódico m um solo também belíssimo. Então vê-se a marca da banda, ao som destacado do baixo a música começa a mudar o tom, o ritmo muda e com entrada do vocal masculino torna-se mais agressivo e o dueto com a voz feminina ganha uma sonoridade até mesmo mais "maléfica". O teclado traz de volta o ritmo inicial ao buscar o progressivo da música e a música caminha ao verso final e termina com instrumentais calmos e ao som de piano.
Término perfeitamente encaixado à música seguinte, "Falling Down" começa ao som de piano e claramente se percebe uma leveza pela voz, diferente das músicas anteriores. Novamente uma faixa com uma marcação bem definida e um refrão muito bem feito, pessoalmente falando; o dueto entre o tom masculino e feminino ficou belíssimo e chama bastante atenção na música. Quebrando o ritmo, o interlude calmamente introduzido pela voz e piano abre portas para um grande solo, talvez o mais belo do EP. Caminhando ao final, o último refrão é cantado transmitindo muito mais que antes, com ânimos elevados, e encerrando com o teclado.
Infelizmente a última faixa chega, mas "Burn Empire" também é a mais longa. Começando no baixo, a música logo introduz o teclado e um verso bem forte que separa o refrão com um riff distorcido de guitarra. O refrão também é sensacional, a voz feminina mais clara, o back masculino de suporte que é repetido por uma segunda vez até dar deixa para o instrumental que, a princípio calmo, mostra um solo pesado e sonoramente influenciado pelos clássicos do Heavy Metal.
Claro que o teclado não podia deixar de dar uma amostra de elementos progressivos. O vocal masculino ressurge e traz consigo um solo sensacional que seguido do instrumental dá lugar para o refrão final fechado pelo exaltar de ânimos do instrumental completo e assim também encerrando o EP.
Como considerações finais, o álbum tem passagens muito boas, entre uma música e outra você se perde na hora. Dentro de cada música é visto que a banda poe em prática um trabalho bem complexo, com muitos elementos diversificados (algumas vezes parece até informação demais) mas isso deu uma cara bem diferente à banda, destacando-a.
Algo a ressaltar é um ótimo vocal feminino grave, bem limpo, e outro ponto principal é o teclado que diversas vezes deu muito conteúdo pras músicas, claro que todo o instrumental tem um potencial enorme.
Faixa preferida: Parece cada vez mais difícil escolher uma música favorita em um disco, dessa vez a que eu escolhi (no sufoco) foi "Falling Down".
Justifico minha nota pelo seguinte, o EP é sensacional, a banda está de parabéns pelo som. Algo que realmente os distingue das demais bandas é um bom uso de elementos diversos, em algumas passagens o som realmente soa como muita informação. Mas isso não é motivo para diminuir a banda, até porque usaram perfeitamente bem esses elementos. Um ponto que coçou um pouco meu ouvido foi em algumas músicas não ter uma marcação visível no refrão, porque é algo que particularmente gosto, mas nas músicas que ouço essa marcação vejo um talento sem igual.
EP "Human Reason" – Innocence Lost (2012)
Formação:
Mariana Torres – Vocais
Aloysio Ventura – Teclados
Juan Carlos – Guitarra
Heron Matias – Bateria
Rodrigo Tardin – Baixo
Tracklist:
01. Nameless Hunter
02. Innocence Silence
03. Human Reason
04. Falling Down
05. Burn Empire
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