Thin Lizzy: Os 35 anos de "Bad Reputation"
Resenha - Bad Reputation - Thin Lizzy
Por Igor Miranda
Fonte: Van do Halen
Postado em 05 de setembro de 2012
O momento que precedia Bad Reputation era de dois extremos. Apesar do grande sucesso obtido com os antecessores Jailbreak e Johnny The Fox, internamente a banda começava a viver seus momentos de crise. Nas gravações de Johnny The Fox, as tensões entre o guitarrista Brian Robertson e o frontman Phil Lynott começaram a existir.

Durante a turnê de divulgação do álbum, as coisas pioraram. Uma turnê nos Estados Unidos teve de ser desmarcada porque Robertson se envolveu em uma briga e lesionou as mãos, ficando impossibilitado de tocar. Lynott não gostou nada disso e o substituiu por Gary Moore, embarcando para outra turnê, desta vez com o Queen. Mas Moore decidiu não continuar e Robertson voltou a ser cogitado para o posto, só que com muita insegurança. O próprio guitarrista considerava a possibilidade de abandonar o barco em definitivo e começar uma nova banda.
Enquanto o imbróglio não se resolvia, Bad Reputation era registrado contando apenas Scott Gorham nas guitarras. Brian Robertson participou da gravação de três faixas: "Opium Trail", "Killer Without A Cause" e "That Woman’s Gonna Break Your Heart". Sua participação, inicialmente, seria apenas como convidado, mas logo após as gravações, ele voltou à banda para fazer a turnê de divulgação, saindo em definitivo logo após.

"Soldier Of Fortune", música de abertura, talvez não tenha muita cara de primeira faixa por ser mais cadenciada. Mas é excelente. O baixo aparente, a bateria feijão-com-arroz, as guitarras bem trabalhadas, os vocais característicos e o clima irlandês dos solos estão presentes, como em toda boa e digna canção do Lizzy. Scott Gorham brilha durante os 5 minutos e 20 segundos de duração. A faixa-título chuta o balde na sequência. Mais veloz e com um refrão digno de arena, tornou-se facilmente um clássico do grupo.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A incrível "Opium Trail" chega pretensiosa e não decepciona. Seu instrumental é absurdamente bem trabalhado e deixa claro o entrosamento do conjunto. "Southbound" retoma muito bem a cadência e o clima da faixa de abertura. Na sequência, o single "Dancing In The Moonlight (It’s Caught Me in Its Spotlight)", que fez bastante sucesso na Europa, apresenta uma veia bem Pop, mas sem perder a elegância. "Killer Without A Cause" é um Hard Rock dignamente setentista, com riffs poderosos e cozinha notável.

"Downtown Sundown" tem a mesma veia Pop do single do disco, mas com um clima mais baladesco. As guitarras ficam em primeiro plano e o ritmo é mais lento. Boa canção. "That Woman’s Gonna Break Your Heart" traz as guitarras novamente para o primeiro plano, mas ainda em um ritmo não muito rápido. Destaque para sua ótima letra. O fechamento fica por conta de "Dear Lord", música que preserva a característica mid-tempo das antecessores, mas conta com um diferencial, que é a vocalização mais emotiva de Lynott. O líder do Lizzy está inspirado aqui.
Bad Reputation fecha, com chave de ouro e juntamente do ao vivo Live And Dangerous (1978), o trabalho da formação clássica do Thin Lizzy – mesmo não tendo tanta participação de Brian Robertson no full-length em questão. A partir daí, o posto deixado por Robertson passou por três donos em cinco anos e a banda passou a oscilar entre bons e maus momentos, até se findar em 1983. O Lizzy nunca teve o reconhecimento merecido enquanto Phil Lynott viveu, mas o fato de Bad Reputation ser lembrado 35 anos após seu lançamento mostra que, mesmo tardiamente, justiça foi feita.

Phil Lynott (vocal, baixo, gaita)
Scott Gorham (guitarra)
Brian Downey (bateria)
Músicos adicionais:
Brian Robertson (teclados, guitarra em 3, 6 e 8)
Mary Hopkin-Visconti (backing vocals em 9)
John Helliwell (saxofone, clarinete)
01. Soldier Of Fortune
02. Bad Reputation
03. Opium Trail
04. Southbound
05. Dancing In The Moonlight
06. Killer Without A Cause
07. Downtown Sundown
08. That Woman’s Gonna Break Your Heart
09. Dear Lord

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