Led Zeppelin: Atingindo o cume do Hard Rock

Resenha - II - Led Zeppelin

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Por Paulo Severo da Costa
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Aos olhos dos fãs de Rock n´ Roll em geral, uma banda, é presença sempre garantida nas listas dos "10 mais". O LED ZEPPELIN se apresentou ao mundo no final dos anos sessenta como uma extensão ao prenúncio sonoro das próxima década, junto ao CREAM, BLUE CHEER, HENDRIX e outro notáveis. Com uma poderosa coqueteleira, mesclando blues, folk, música celta, misticismo e uma dose forte de ‘raiva boa’, a banda inglesa assumiu o posto de tradutora de uma nova linguagem musical.
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Após lançar a pedrada fundamental de sua discografia (“Led Zeppelin I”), a banda notou que podia beber muito mais água dessa fonte. Em dezembro de 1969, foi então lançado sua sequência, com o apropriadíssimo nome de “Led Zeppelin II”. O álbum representa, de fato a continuidade do primeiro: experimentalismo, acidez e muita diversão.

Já virou até clichê dizer que o álbum abre com uma cacetada- “Whole Lotta Love”- mas afinal, é isso mesmo!! Para não cair no lugar comum, vou mencionar apenas a sequência em que Page e a ”cozinha” seguram um groove pra lá de clássico no meio da música, com direito a um som de slide completamente desgovernado (no bom sentido!). A mesma levada “pedreira” aparece em “Heartbreaker” e “Living Love Maid” que, anos depois, daria setenta por cento da base necessária para a turma da NWOBHM.

“Thank You”,- em minha modesta opinião- é a melhor síntese do lado introspectivo da banda (que teve outros 190 clássicos com a mesma característica). Sustentada por uma estrutura simples e coesa, é uma “viagem para dentro”, com uma letra que atinge muito além do aparente romantismo que carrega. O solo de Page ao violão é um tremendo exemplo de bom gosto de dinâmica e escolha de notas.

Antes até do auge das fases solistas ao palco, “Moby Dick” é uma fonte inesgotável de inspiração para os bateristas dos próximos cem anos. Fechando com estilo, “Bring It On Home” consegue ser uma homenagem simultânea a LITTLE WALTER e a guitarra cheia de veneno de LESLIE WEST.

A discografia do LED pode ser dividida entre obras imperdíveis e excelentes. “Led Zeppelin II”, indiscutivelmente se enquadra no primeiro caso.

Track List:

Whole Lotta Love
What Is And What Should Never Be
The Lemon Song
Thank You
Heartbreaker
Living Loving Maid (She's Just A Woman)
Ramble On
Moby Dick
Bring It On Home

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Post de 13 de junho de 2012

Sobre Paulo Severo da Costa

Paulo Severo da Costa é ensaísta, professor universitário e doente por rock n´roll. Adora críticas, mas não dá a mínima pra elas. Email para contato: joaopsevero@bol.com.br.

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