Resenha - Out to Die - Aura Noir

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Por Marcos Garcia
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


A cena europeia sempre tem nomes fortes que despontam todos os dias no Metal, seja em qual gênero de Metal que o caro leitor goste, mas isso ocorre porque há uma base sólida no passado, que nenhum deles quer renegar, como alguns fãs mais radicais de nosso país teimam em fazer, por conta de pensamentos radicais extremados, mas nem mesmo estes fãs escapam da noção de que o passado deve ser respeitado.

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E quando tratamos de passado na cena norueguesa de Metal, alguns nomes são pontos comuns, e um que surge vez por outra é do trio Thrash/Black Metal AURA NOIR, conhecido nos porões mais obscuros do underground mundial, já que todos os seus membros possuem currículos invejáveis (pois já passaram por nomes como IMMORTAL, VED BUENS ENDE, GORGOROTH, DØDHEIMSGARD, MAYHEM, SATYRICON, entre tantos outros), e que agora retornam com seu novo CD, 'Out to Die', via Indie Recordings, que se mostra cada vez mais como um selo forte na Europa.

Os sujeitos investem em um Thrash/Black Metal muito cru, direto e ríspido, que em nada lembra as bandas onde seus membros já estiveram, mas que ao mesmo tempo, tem vigor e não soa nem um pouco datado, pois apesar da intensidade, não nos parece que eles queriam refazer o que já foi feito antes, mas ir adiante sem se preocuparem com o que se diga de seu trabalho, pois a música da banda transparece grande espontaneidade.

O trabalho usado na arte não é lá muito complexo, mas simples e honesto. A produção sonora (feita pelo próprio trio, tendo feito a mixagem nos Amper Tone Studios pelas mãos de Bård Ingebrigsten, e a masterização no Strype Audio por Tom Kvålsvoll) transpira vitalidade e brutalidade, mas não se enganem, pois nada nela é clichê, muito pelo contrário, pois você consegue ouvir cada instrumento com o devido volume.

O que esperar do CD? Pancadaria extrema e bem feita, mas ao mesmo tempo orgânico e espontâneo, e que em momento algum é repetitivo ou cai em pontos comuns, embora as mudanças no andamento com aquela velocidade característica da banda não seja algo notado muitas vezes nas músicas em si, exceto na rápida e brutal 'Trenches', com belas bases de guitarra e vocais bem 'warriorianos' por parte de Agressor (que após uma queda de quatros andares de um prédio, não pode mais tocar bateria, ficando pela segunda só nas gravações das guitarras e vocais), na magistral e intensa 'The Grin from the Gallows', e em 'Priest's Hellish Fiend', sendo esta um pouco mais cadenciada e com belo trampo nas baquetas (Appolyon mostra que entende da coisa), riffs empolgantes e solos bem feitos, numa escola bem 'Motorheadiana'. Nas outras, temos destaques em 'Fed to the Flames' (com bases bem chapantes e andamento bem Punk/Hardcore em certos momentos), 'Abbadon' (uma faixa que tem aquela essência Thrash bruta da escola alemã dos anos 80), e 'Deathwish', com suas nas conduções rítmicas bem Hardcore na bateria.

Enfim, mais uma joia na discografia deste trio de loucos noruegueses, dispostos a não deixar ouvidos intactos após algumas ouvidas, e que vale o investimento seja em uma futura versão nacional que pode sair (é apenas especulação, pois não sabemos nada de concreto por enquanto sobre o lançamento do CD por aqui), seja no importado, pois vale cada centavo investido.

Em tempo: ao vivo, a banda ganha apoio do baterista Kristian "Tank" Valbo, do OBLITARATION, enquanto Appolyon se dedica ao baixo e aos vocais, enquanto Agressor fica com os vocais e guitarra base.

Tracklist:
01. Trenches
02. Fed to the Flames
03. Abbadon
04. The Grin from the Gallows
05. Withheld
06. Priest's Hellish Fiend
07. Deathwish
08. Out to Die

Formação:
Aggressor - Guitarras e vocais
Apollyon - Bateria, baixo e vocais
Blasphemer - Guitarras

Contatos:
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http://www.myspace.com/auranoir
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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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