Lamb Of God: Definitivamente consolidada na cena Metal
Resenha - Resolution - Lamb Of God
Por João Paulo Linhares Gonçalves
Postado em 10 de fevereiro de 2012
Nota: 9 ![]()
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Vamos falar sobre o novo disco do Lamb Of God, "Resolution", lançado recentemente em todo o mundo - no dia 24 de janeiro de 2012. Aqui no Brasil, até o momento, o disco foi lançado apenas digitalmente pela loja iTunes. No formato físico, não tomei conhecimento ainda de nenhum lançamento - nas lojas mais tradicionais como Saraiva e FNAC, não estavam disponíveis.
O Lamb Of God é uma banda da nova safra de boas bandas de heavy metal surgidas nos EUA a partir dos anos 2000, participantes de um movimento denominado New Wave of American Heavy Metal - nova onda de heavy metal americano. Outras bandas que também são consideradas partes deste movimento seriam Hatebreed, DevilDriver (já falamos deles neste post, quando a banda veio ao Brasil em agosto do ano passado), Mastodon e Unearth. É um movimento que se originou com bandas como Pantera, Machine Head e Biohazard, que trouxeram de volta ao mainstream a poderosa influência thrash e hardcore.
Depois de lançar seu primeiro disco com um nome diferente - a banda na época se chamava Burn The Priest, o Lamb Of God vem lançando discos poderosos e crescentes desde 2000, chegando este ano ao seu sexto disco de estúdio (sétimo se contar o disco de estreia como Burn The Priest). Na sequência, foram "New American Gospel" (2000), "As The Palaces Burn" (2003), "Ashes Of The Wake" (2004), "Sacrament" (2006) e "Wrath" (2009).
Este novo álbum, "Resolution", chega num momento importante para a banda, que vem de dois discos fortes e consagradores: "Sacrament", que recebeu uma indicação ao Grammy; e "Wrath", que na minha opinião é seu registro mais forte. Depois de muito excursionar promovendo seu último álbum, chegou a hora de gravar mais um grande disco e tentar se consolidar definitivamente na cena heavy metal mundial. Uma primeira dica de quão bom seria este álbum veio no começo de dezembro de 2011, quando o primeiro single foi lançado: "Ghost Walking". Uma faixa intensa, os conhecidos vocais rasgados de Randy Blythe se aliando às guitarras de Will Adler e Mark Morton, com Chris Adler e John Campbell na cozinha segurando as pontas. Após uma faixa de tamanha qualidade, a expectativa aumentou bastante em torno do lançamento deste novo disco.
Na última semana finalmente verifiquei que o disco estava disponível para download na loja iTunes e rapidamente baixei. A seguir, comecei a ouvir este petardo, iniciando com o peso monstruoso de "Straight For The Sun", uma canção mais arrastada, porém curta, apenas um prelúdio para a próxima canção, "Desolation", que emenda na anterior com seus riffs alucinantes de guitarra, com Blythe berrando a plenos pulmões, seus vocais característicos e marcantes. Já comentei acima o poder da terceira faixa e primeiro single do disco. "Guilty" acelera ainda mais o andamento, e "The Undertow" traz forte influência de Slayer nos seus riffs. "Barbarosa" é um tema instrumental curtinho, de pouco mais de um minuto, apenas uma introdução de luxo para a canção seguinte, "Invictus", outra pancada de peso intenso - o baixo de Campbell se destaca e também te prepara para mais um grande solo - eles estão excelentes neste álbum.
A segunda parte do disco começa a toda com "Cheated", outra de velocidade supersônica que te nocauteia com força - e a influência do Slayer mais uma vez se nota presente. "Insurrection" começa mais calma, e depois acelera um pouco, mantendo um andamento mais moderado que as outras faixas. "Terminally Unique", "To The End" e "Visitation" mantém o ritmo do disco acelerado, com as características marcantes dele: muito peso, velocidade, riffs fortes e cortantes e o vocal rasgado de Blythe ditando o ritmo.
Na última faixa, "King Me", temos a grande diferença, talvez uma das faixas que a banda mais tenha arriscado em toda a sua discografia. Um tema de andamento bem mais lento que os demais no começo, com teclados orquestrados ditando o ritmo ao lado das guitarras. Até mesmo Blythe muda sua característica vocal rasgada para cantar um pouco diferente. Claro, chega um ponto que a porradaria e a gritaria volta ao padrão. Não se assustem tanto, a canção é bacana e ficou bem legal.
Quem adquirir o disco pela loja iTunes receberá duas faixas bônus: "Digital Sands" e uma versão ao vivo de "Vigil" (originalmente lançada no disco "As The Palaces Burn"). A primeira segue o mesmo padrão das demais, enquanto que a segunda vem apenas mostrar a força incrível da banda tocando ao vivo.
Relação das músicas do CD:
1 - "Straight For The Sun"
2 - "Desolation"
3 - "Ghost Walking"
4 - "Guilty"
5 - "The Undertow"
6 - "The Number Six"
7 - "Barbarosa"
8 - "Invictus"
9 - "Cheated"
10 - "Insurrection"
11 - "Terminally Unique"
12 - "To The End"
13 - "Visitation"
14 - "King Me"
15 - "Digital Sands" (bônus do iTunes)
16 - "Vigil" (live) (bônus do iTunes)
Alguns vídeos com canções do álbum:
"Ghost Walking" - vídeo promocional:
"The Undertow" - somente o áudio (reparem a influência de Slayer - por volta de 1:33):
"King Me" - somente o áudio:
Acompanhem esta e outras resenhas no blog Ripando a História do Rock:
http://ripandohistoriarock.blogspot.com/. Até a próxima!
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