Orange Goblin: Pauleira mesmo, simples e eficiente
Resenha - Eulogy for the Damned - Orange Goblin
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 09 de fevereiro de 2012
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Após cinco anos de silêncio, o Orange Goblin está de volta. A parada fez bem ao quarteto. O intervalo entre "Healing Through Fire" (2007) e "A Eulogy for the Damned" rejuvenesceu o som da banda, característica essa que faz do novo álbum um dos melhores da carreira do grupo.
Um dos maiores ícones do stoner, o Orange Goblin afasta-se do gênero em seu novo trabalho. O que temos aqui é um disco de heavy metal, rock pesado ou, simplificando, pauleira mesmo, simples e eficiente. O distanciamento do stoner se dá através de uma presença bem menor de elementos doom e psicodélicos, substituídos por características mais "metálicas" que tornaram o som mais conciso, direto e eficiente.
As influências principais continuam, com a banda não negando, em nenhum momento, o débito que tem com gigantes como Black Sabbath e Motörhead. Riffs pesados e gooves gordurentos permeiam todo o disco, com os caras dando um passo além de tudo o que já produziram antes.
Merece atenção especial o excelente trabalho do baixista Martyn Millard, com linhas criativas e sempre dobrando a guitarra de Joe Hoari, o que torna o som ainda mais pesado. Millard é a âncora da banda, uma espécie de Steve Harris montado em uma Harley Davidson e vestido de couro da cabeça às pés, em quem a música do Orange Goblin se sustenta.
O play está repleto de ótimas composições. O primeiro single, "Red Tide Rising", é uma delas, despejando riffs e agressividade sem o menor traço de refinamento. "Acid Trial", "The Fog", a monolítica "Death of Aquarius" e "Bishop's Wolf" mostram a categoria habitual do grupo, porém duas canções se sobressaem em todo o tracklist. "Save Me From Myself" é um hard blues sensacional que faz o Orange Goblin soar como uma versão mais pesada do Lynyrd Skynyrd, com direito até a sutis intervenções de órgão. E a faixa-título, uma odisséia cósmica e intensa com mais de sete minutos de duração, que fecha o disco em alto estilo.
Sem abrir mão do seu passado e encarando novas possibilidades, o Orange Goblin fez de "A Eulogy for the Damned" um excelente álbum, que está lado a lado com "Time Travelling Blues" (1998) e "Coup de Grace" (2002) como os pontos altos da sua consistente discografia.
Faixas:
Red Tide Rising
Stand For Something
Acid Trial
The Filthy and the Few
Save Me From Myself
The Fog
Return to Mars
Death of Aquarius
Bishop's Wolf
A Eulogy for the Damned
Outras resenhas de Eulogy for the Damned - Orange Goblin
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico absoluto do Metallica cuja introdução foi inspirada em uma música do Venom
Metallica volta a tocar música que estava fora dos seus shows desde 2008
A música de 1968 dos Beatles que é a pior de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
10 discos de heavy metal lançados de 1970 a 1993 que são essenciais, segundo o CRH
Aos 79 anos, Brian May (Queen) anuncia aposentadoria das turnês
Sepultura anuncia "The Last Ceremony", que será realizado no dia 5 de novembro
Charlie Benante fica de fora de mais um show do Anthrax
Álbum do Sepultura é citado como um dos melhores discos do thrash metal em lista da Kerrang!
The Dead Daisies anuncia Kelly Hansen, ex-Foreigner, como novo vocalista
Fernanda Lira revela que irmã é jogadora profissional de futebol e já foi pra Seleção
Filho de Chino Moreno (Deftones) sobe ao palco com o Soulfly
Phil Rudd, ex-AC/DC, causa acidente, é multado e falta à audiência na Nova Zelândia
Prestes a iniciar tour de despedida, L7 lança música inédita "Loma Linda"
Power Quest anuncia saída de vocalista que entrou no Dragonforce
O disco solo que Roger Waters coloca no mesmo nível dos maiores clássicos do Pink Floyd
O que significa "Painkiller" no universo do Judas Priest? (não é analgésico)
Quando George Harrison revelou com qual ex-Beatle ele não toparia mais tocar
A única banda que David Gilmour gostaria de ter sido integrante além do Pink Floyd
O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



