Killrape: Adeptos da alquimia Thrash com pitadas Death
Resenha - Corrosive Legion - Killrape
Por Marcos Garcia
Postado em 14 de novembro de 2011
Nota: 8 ![]()
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É gratificante ouvir as bandas de Metal do Brasil, pois sempre temos agradáveis surpresas sonoras, embora também encontremos bandas que carecem de personalidade ou mesmo de mais trabalho musical. Mas este não é o caso do quarteto carioca KILLRAPE, que chega até nós com seu segundo CD, ‘Corrosive Legion’, que mesmo com a atual enxurrada de lançamentos, merece destaque.
A banda é adepta da alquimia Thrash Metal (à lá ANTHRAX e SLAYER) com pitadas de Death Metal, mas é capaz de incorporar elementos mais melodiosos, mas não se iludam, porque o estilo andou um tanto quanto desgastado até uns tempos, pois os rapazes possuem muita energia, garra e categoria bem pessoais, tornando a musicalidade bem sólida e altamente apreciável aos fãs do estilo.
A produção visual é de primeira, mais uma vez feita por Gustavo Saze, bem contextualizada, e a sonora bem caprichada, pois não se pode deixar de perceber que cada instrumento está ali, debaixo da massa sonora, sem deixar nenhum se sobrepor os outros, em mais um ótimo trabalho de Dennis Pombo (ex-guitarrista do IMAGO MORTIS, hoje um produtor musical extremamente requisitado no underground). E quando o CD começar a rolar, o que sai pelos falantes é extremamente agradável e empolgante, que prende a atenção em cada momento: Guitarras ora furiosas, ora mais melodiosas, com riffs consistentes e solos bem feitos (nada na velocidade da luz ou sendo apenas um apanhado de sons desconexos), cozinha baixo/bateria bem pesada, segura e bem trabalhada, e os vocais são mais voltados ao Thrash Metal, mas que se encaixam perfeitamente na proposta musical da banda, sem comprometer o trabalho.
José Ricardo Peret | Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O CD possui 11 faixas, algumas mais velozes e agressivas, outras mais cadenciadas, mas todas muito bem trabalhadas, o que nos leva a ouvir o CD várias vezes em busca de destaques, mas é um trabalho um tanto quanto injusto, porque a homogeneidade sonora do trabalho é grande.
A faixa de abertura, ‘Orgy of the Gods’ é um ótimo cartão e apresentações, agressiva e trabalhada, com boas bases e solos empolgantes, assim como ‘Fire and Brimstone’ (que bumbos tem essa música!), onde vemos mudanças de andamento bem acentuadas; ‘Self-Destructive Race’, que começa cadenciada e melodiosa, mas que logo ganha velocidade, em uma autêntica faixa que leva ao slam dancing, mas cujo solo é muito belo; ‘Mass Murder’ é outro destaque devido à violência imposta, que vai causar vários stage dives nos shows; ‘The Forgotten Ones’ tem alguma coisa de PESTILENCE antigo (da época do Martin Van Drunen nos vocais), ou seja, trabalho e esporro sonoro em suas devidas proporções; ‘Cursed Beliefs’, cadenciada na medida, mas lá no finalzinho, ganha uma velocidade Crossover bem legal; ‘Enter the Mist’, outra bela canção, mais lenta que as anteriores, com algumas pegadas melodiosas que remetem ao Thrash Metal do início dos anos 90, ou seja, mais ‘up tempo’ e melodioso; ‘The Art of Killing’, outra faixa bem rápida; na grandiosa faixa-título, extremamente variada, onde toda a banda se destaca, em uma canção que irá, com certeza, deixar muitos fãs da banda de queixo caído; e por fim no Trashcore curto e grosso ‘Die’, que lembra o bom e velho RDP, inclusive no uso do português nas partes finais da música.
Uma banda recomendada, que inclusive, disponibilizou o CD para download em seu Reverbnation, e merece uma audição com carinho, pois apesar de não ser inovadora, é autêntica e vale a pena.
Tracklist:
1 - Orgy of the Gods
2 - Fire and brimstone
3 - Self-destructive race
4 - Art of killing
5 - Mass murder
6 - The forgotten ones
7 - Cursed beliefs
8 - Enter the mist
9 - Behind the shadows
10 - Corrosive Legion
11 - Die
Formação:
Nilmon Filho – Guitarra solo
Rodson Lemos – Vocal e baixo
João Paulo – Guitarra base
Turko – Bateria
Contatos:
http://www.reverbnation.com/killrape
http://www.killrape.com
http://www.myspace.com/killrape
[email protected]
http://www.facebook.com/killrape
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