Absu: Mantendo a alquimia Black/Thrash trabalhada e forte
Resenha - Abzu - Absu
Por Marcos Garcia
Postado em 20 de outubro de 2011
Nota: 8 ![]()
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Bandas de Black Metal com enfoque na sonoridade dos anos 80, em geral, acabam fazendo trabalhos muito aquém de suas reais possibilidades, uma vez que as mesmas ficam restritas pelos ditames do estilo, e isso as estagna, pois sempre surgem aquele velho e atormentador sentimento de 'eu já ouvi isso antes' chato, que nos leva a ouvir o CD, no máximo, duas vezes e depois, o mesmo vira aeroporto de poeira em estantes e porta-CDs. Uma verdade dura e triste, mas real. Mas existe um grupo de bandas que seguem o estilo não dando a mínima para suas fronteiras, e acabam nos brindando com trabalhos sublimes e dignos de atenção. E neste segundo grupo encontram-se os texanos do ABSU, que nos chega agora com seu novo trabalho, 'Abzu'.
Se por um lado o disco não tem os elementos inovadores e diferenciados de trabalhos como 'The Thrid Storm of Cythraul' e 'Tara', ele mostra a banda ainda mantendo um trabalho competente e forte.
O disco está seco e pesado, como em cada trabalho da banda, mantendo a alquimia Black/Thrash trabalhada e forte, cheio de referências oitentistas, que a banda criou para si, pesado e sem ser repetitivo.
A arte do CD é muito bela, como a banda já nos acostumou em seu trabalhos anteriores. E quando o disquinho começa a rolar, vemos que a sonoridade está mais apurada e limpa, como em seu CD anterior, 'Absu'.
No tocante às músicas, como já mencionado antes, o CD não está no mesmo nível de trabalhos que a banda já fez em seu passado, mas é muito bom e não decepcionará sua imensa legião de fãs, que irão se deleitar com cada uma das seis canções do CD, em especial a rápida e trabalhada 'Circles of the Oath'; a empolgante 'Abraxas Connexus', onde a bateria está absurda; 'Ontologically, It Became Time & Space', que tem andamentos explicitamente Thrash, especialmente pelas ótimas guitarras; e a longa (mais de 14 minutos e dividida em 6 partes) 'A Song for Ea', que por ser tão longa, mostra a capacidade musical do trio texano em criar canções únicas e marcantes, sendo que cada instrumento dá um show à parte.
Um bom CD, que vale a pena ouvir e adquirir.
Formação:
Proscriptor McGovern - Vocais, bateria
Ezezu - Baixo, vocais
Vis Crom - Guitarras
Tracklist:
1 - Earth Ripper
2 - Circles of the Oath
3 - Abraxas Connexus
4 - Skrying in the Spirit Vision
5 - Ontologically, It Became Time & Space
6 - A Song for Ea
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