Septicflesh: Audição leva o ouvinte a uma jornada caótica
Resenha - Great Mass - Septicflesh
Por Renato Trevisan
Fonte: Blog O Caralho a 4
Postado em 12 de maio de 2011
Nota: 9 ![]()
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Bandas que mesclam elementos sinfônicos com Metal, há muito tempo já não são mais novidade. Bandas que mesclam elementos sinfônicos com Metal Extremo também já não impressionam e chocam a maioria com tanta facilidade. Mas bandas como o Septicflesh... Bom, com bandas como essa, anos podem se passar e formações podem se separar, mas a genialidade do som do grupo ainda entrará na alma do ouvinte, o prenderá e o levará a uma jornada caótica durante a audição de seus discos. Em "The Great Mass", o novo disco desses gregos, isso não é diferente. Lançado dia 18 de Abril pela Season Of Mist, o disco traz aquele tipo de som que nos afoga em atmosferas totalmente carregadas e sinfônicas, enquanto nossos tímpanos se tornam alvos de uma sessão ininterrupta e extrema do mais violento Death Metal.

Em um gênero onde predominam performances genéricas, onde a brutalidade soa apenas como barulho, sem nenhuma estrutura e razão definida e que, além de tudo, apresenta produções precárias, o Septicflesh vem como um sopro de vida dentro do Death Metal -mesmo isso soando contraditório. Logo de cara, percebemos que o som da banda foi inundado por passagens orquestrais. Sim, o grupo sempre teve elementos sinfônicos, mas dessa vez é notável a influência de bandas como o Dimmu Borgir no som da banda. A mescla de passagens épicas, densas e melancólicas que as orquestrações criam, compõe uma atmosfera totalmente carregada que perdura do início ao fim da audição. Doses cavalares de melodias mais limpas (ou menos sujas, como queiram) também foram introduzidas por todo o álbum. Tanto, que a faixa "Pyramid God" soa quase como um Melodeath vindo diretamente da Suécia.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Os vocais também são um dos pontos que chamam muito a atenção no disco. Primeiramente o vocal de "Seth Siro Anton, que possui um dos melhores guturais que eu já ouvi. Um rugido extremamente grave, que lembra muito o de Mikael Åkerfeldt, do Opeth. Em segundo, o vocal de Sotiris Anunnaki, que quando canta, utiliza vocais limpos. Ao meu ver, Sotiris acrescenta algo totalmente inusitado ao álbum. Como muitos sabem, foi na Grécia - país do grupo - que começou o Helenismo, a mescla das culturas orientais e ocidentais. Ok, mas você deve estar se perguntando "sim, e daí?". Bom, Sotiris canta com uma voz mais nasalada, que lembra muito os vocais de bandas do que alguns chamam de "Oriental Metal". Logo, esses vocais, o Death Metal e as sinfonias dão forma a passagens que ilustram definitivamente isso, a mistura das características ocidentais com as orientais.
Já o instrumental é digno de bandas que se dizem extremas. As guitarras tem riffs pesados e rápidos. Já a bateria é variada e por vezes insana, com combinações de bumbo duplo e blast beats, por vezes seguindo a guitarra, não importando a velocidade do riff. Mas tudo soando pesado e veloz, como toda bateria de Metal deve ser. Já o baixo... Bom, quando eu conseguir ouvi-lo volto aqui e comento alguma coisa.
"The Great Mass" definitivamente coroou o trabalho do Septicflesh. A combinação das ideias de quatro músicos gregos, misturando sinfonias, épicos e peso, criou um álbum sem precedentes, que em cada faixa mostra novos truques na manga, tornando a audição uma experiência variada e cheia de detalhes, onde o ouvinte, ao escutar, encontrará algo novo sobre uma música que não percebeu antes, mas que de qualquer modo, desce fácil fácil. Sem dúvidas, um dos melhores lançamentos desse ano, não só do Metal Extremo, mas da música em geral.
Seth Siro Anton Vocals (harsh) / Bass
Christos Antoniou Guitars / Orchestrations
Sotiris Anunnaki V Guitars / Vocals (clean)
Fotis Benardo Drums
1. The Vampire From Nazareth - 4:08
2. A Great Mass of Death - 04:46
3. Pyramid God - 05:13
4. Five-Pointed Star - 04:33
5. Oceans of Grey - 05:11
6. The Undead Keep Dreaming - 04:29
7. Rising - 03:16
8. Apocalypse - 03:55
9. Mad Architect - 03:36
10. Therianthropy - 04:28
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