Black Sabbath: O primeiro disco do grupo pós-Ozzy

Resenha - Heaven and Hell - Black Sabbath

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Por Pedro Zambarda de Araújo
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Neste mês, há 31 anos atrás, a banda de heavy metal Black Sabbath lançava seu "Heaven and Hell" sem seu primeiro vocalista, o marcante Ozzy Osbourne. No lugar dele, um cantor "velho", de 38 anos, e assustadoramente baixo, com cerca de 1,50 metro de altura, fez sucesso com sua voz rasgada e melódica. Ronnie James Dio transformou o Sabbath das letras sentimentais, pessoais e até de protesto da era Ozzy em um grupo especialista em músicas obscuras e solos instrumentais elaborados.
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Dio também popularizou os famosos "devil horns", os chifres do demônio, após fazer esse símbolo em um show para espantar o mal-olhado diante do público - um costume comum na Itália, de onde seus parentes vieram. Depois de fazer várias vezes o símbolo na turnê, não teve como não comparar a música de Black Sabbath com rituais satânicos, embora a banda nunca faça apologia ao uso de magia negra em suas canções.

“Heaven and Hell”, o álbum que estreou no dia 25 de abril de 1980, abre com “Neon Knights”, que fala sobre ilusão, o bem e o mal e a criação da verdade. Dio canta correndo, junto com um ritmo muito mais contagiante em comparação ao antigo Sabbath. “Children of Sea”, a primeira composição do novo vocalista com o líder e guitarrista Tony Iommi mostra contraste entre o peso e um acústico de abertura, em ritmo mais lento, falando sobre o fim do mundo e o fim das coisas.

Apelando para refrões pegajosos, apesar do solo extenso de guitarra marcando todo o CD, “Lady Evil” tem uma pegada mais hard rock, para todos os gostos. Já “Heaven and Hell” é a música viciante que mostra tanto o vocal marcante de Dio quanto o baixo de Geezer Butler, que dá um ar mais improvisado e diferente para uma música que fala sobre as contradições do paraíso e do inferno. A ideia da canção é não passar uma impressão óbvia sobre o bem e o mal.

Falando sobre sorte, “Wishing Well” é a faixa mais leve de todo o disco, sem mensagens muito densas. Mudando de contrabaixista, Geezer Butler cede espaço para Craig Gluber, que arrebenta com a música meio blues “Die Young”. A canção fala sobre liberdade juvenil e como ela pode conduzir à morte, em uma clara referência às drogas ou ao que pode limitar a própria vida.

“Walk Away” fala sobre uma presença feminina e atraente que, simultaneamente, desperta o desejo de fugir. Com uma guitarra lenta e inspirada, “Lonely is the Word” é o clímax do disco. A solidão caminha com as pessoas pela dura estrada que é a vida. Com uma sensação de pôr-do-sol, o disco mostra como a contrariedade e a densidade das composições deram vida ao novo Black Sabbath dos anos 80. Não é a toa que esse renascimento, do paraíso ao inferno, é tido como um dos melhores álbuns daquela década para os fãs de heavy metal.

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Sobre Pedro Zambarda de Araújo

Nascido em 1989. Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, Pedro foi apresentado ao heavy metal através da banda Blind Guardian, em meados de 2004. Ouve e aprecia outros estilos do rock, como o punk, o indie e vertentes mais variadas. Gosta de assistir e cobrir shows.Toca muito mal guitarra, mas aprecia vários tipos de instrumentos musicais.

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