Foo Fighters: Talvez o melhor trabalho de sua carreira
Resenha - Wasting Light - Foo Fighters
Por David Oaski
Postado em 08 de abril de 2011
Após quase quatro anos a banda norte americana Foo Fighters volta com um trabalho de inéditas com um vigor que lembra o início da banda. Lançado em 2007, o bom "Echoes, Silence, Patience and Grace" trazia ótimas faixas como o primeiro hit "The Pretender", porém se mostrava incostante com músicas desnecessárias e que pouco acrescentaram à obra dos caras.
Em 2009 a banda lançou seu "Greatest Hits" cheio de sucessos gravados ao longo dos quinze anos de carreira.
Mas, com "Wasting Light" a banda lança talvez o melhor trabalho de sua carreira até aqui, com uma pegada rock crua, como há muito não se via e com seus integrantes mostrando nítida evolução na composição e habilidades.
Vamos analisar o álbum faixa a faixa:
1 - "Bridge Burning"
O disco começa com tudo que o fã de Foo Fighters queria nesse período de recesso de lançamentos, com um riff poderoso e um grito do Dave Grohl a faixa mostra a que veio o aguardado disco. Música bem estruturada com o vocal variando o tom e a banda acompanhando de forma competente. Lembra as faixas do ótimo álbum de 2002 "One by One" sem soar repetitivo;
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
2 - "Rope"
Essa faixa inicia um pouco diferente com um riff mais pausado, como uma música do Nirvana, talvez influência trazida dos tempos de Dave como baterista da banda grunge de Seatle. "Rope" tem um excelente solo executado por Chris Shiflett com maestria pelo que a música se propõe, afinadinho e mega encaixado na melodia;
3 - "Dear Rosemary"
Grande música, essa é talvez a melhor do disco, digo talvez porque ainda não consigo escolher a predileta, deixa o tempo dizer qual vai marcar mais. Trata-se de uma grande canção puxada por um riff grudento e melodia muito marcante, Dave segue cantando muito, sendo impressionante o entrosamento dos caras, Dave Grohl, Nate Mendell, Chris Shiflett e Taylor Hawkins parecem terem nascido pra tocar juntos e, neste disco com a ajuda do retorno do bom Pat Smear, ex Nirvana, que havia tocado no início do próprio Foo;
4 - "White Limo"
Faixa gritada do início ao fim por Grohl que mantém uma certa pegada hardcore no disco, destaque para Taylor que é certamente o melhor baterista do mainstream na atualidade, o cara simplesmente esbagaça a batera, toca muito!;
5 - "Arlandria"
Mais uma canção típica do Foo Fighters, poderia ser confundida com alguma do repertório do "In your Honor", de 2005. Não confunda as citações de músicas de trabalhos anteriores com o fato de eles estarem se repetindo, muito pelo contrário é possível identificar alguns clichê, afinal são os mesmos caras, mas com a pegada e a energia de sempre;
6 - "These days"
Linda balada, os caras gostam de gravar músicas mais lentas, tanto que sempre aparecem versões acústicas para os clássicos, além de gravações em ábuns, como o disco acústico do "In your Honor". Versos bem encaminhados por Dave, a banda seguindo com empenho e uma bela letra, outro detalhe que vale destaque é o fato da banda ter melhorado as letras que deixaram de ter temas fúteis para serem ótimas composições;
7 - "Back and Forth"
Faixa que segue o padrão estrofe cantada, estrofe gritada, mudança de ritmo, refrão e tudo recomeça. Mas quer saber pra que mais?! Acho que é isso que falta no rock mais simplicidade e menos invenção;
8 - "A matter of Time"
Li numa resenha que essa é a pior faixa do disco, julgar gosto é complicado, mas é simplesmente impossível, a música é ótima, rock pra tocar na boate com aquela guitarrinha no fundo acompanhando a música típica do Foo Fighters, grande música, uma das minhas preferidas até agora;
9 - "Miss the Misery"
A música começa com uma harmonia vocal de "ooooohhhhh" muito legal, Taylor segue espancando seu instrumento e a música é um rock excelente, nessa faixa ele cita em alguns versos o título do disco "Wasting Light". Música muito boa que mostra a maturidade atingida pela banda;
10 - "I should have Known"
Faixa mais intimista da banda, mais alternativa creio que também possa dizer, lembra um pouco os clássicos dos anos 70, influência talvez de Led Zeppelin, sabidamente uma das bandas preferidas de Dave Grohl;
11 - "Walk"
Música começa lenta e engrena com alguns segundos, mais um rock simples, talvez a que menos se destaque no disco, o que não faz dela uma música ruim.
Enfim, esse é um disco que tem tudo pra ser a obra prima da carreira do Foo Fighters, uma grande banda contemporânea que mantém o rock vivo na grande mídia e no coração dos fãs do estilo. Agora é esperar o lançamento oficial, bônus, encarte, etc. Se você quer um bom disco de rock, sem frescuras, ouça "Wasting Light" e seja feliz.
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