RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas

imagemRoger Waters se defende, mas David Gilmour fica do lado da esposa e confirma tudo

imagemOzzy Osbourne revela qual foi o melhor guitarrista de sua carreira solo

imagemO ponto fraco de Yngwie Malmsteen segundo Ronnie James Dio, em 1985

imagemEm 1974, Raul Seixas explicava detalhes dos significados por trás da letra de "Gita"

imagemRoger Waters atende a Rússia e faz discurso para o Conselho de Segurança da ONU

imagemA reação de King Diamond ao ouvir Metallica tocando músicas do Mercyful Fate

imagemPor que Herbert Vianna gosta muito do riff de "Eu Quero Ver o Oco" do Raimundos?

imagemQuem ganhou e quem devia ter ganhado o Grammy de metal desde 1989, segundo Loudwire

imagemVeja o que esperar da turnê do Mayhem no Brasil

imagemRodinha de mosh gigantesca em show do System of a Down viraliza e impressiona

imagemO triste motivo pelo qual o Pink Floyd não podia fazer contato com Syd Barrett

imagemVeja Dave Grohl cantando e agitando em show do Mercyful Fate

imagemAs 20 melhores músicas do Nightwish, em lista da Metal Hammer

imagemO show do Engenheiros do Hawaii sem Humberto, que eles achavam que havia sido sequestrado

imagemRitchie Blackmore avalia os guitarristas que o substituíram no Deep Purple


Def Leppard Motley Crue 2

4th Frontier: Rock com Metal Melódico e música Pop

Resenha - A Quarta Fronteira - 4th Frontier

Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 10 de março de 2011

Nota: 7

Não há dúvidas de que diversas tendências dentro do rock já se encontram saturadas. O metal melódico viu o seu ápice e encontrou a sua queda. Do mesmo modo, a galinha de ovos de ouro de nomes como EVANESCENCE chegou ao seu fim. Entretanto, ainda existem bandas que conseguem aproveitar o que muitas outras exploraram à exaustão. Os mineiros da 4TH FRONTIER chegam ao seu primeiro disco unindo o rock com um quê de metal melódico e música pop. A sonoridade dos caras mostra bons momentos em "A Quarta Fronteira".

Com mais de quatro anos de estrada, a 4TH FRONTIER consolidou o seu primeiro álbum, intitulado "A Quarta Fronteira", que chegou recentemente às lojas. A banda, que investe em uma sonoridade verdadeiramente rock n’ roll, mas com um contorno forte da música pop (e consequentemente um apelo mais comercial), deve enfrentar certa resistência por parte do público. Não porque a banda não mostre qualidade técnica no seu registro. De certo modo, a ausência mais determinante na obra do quarteto é o impacto das suas músicas. A maioria das composições é rasteira, por mais que Mila Amorim (vocal), Daniel Christian (guitarra), Eder Monteiro (baixo) e Fabio Lebran (bateria) se esforcem para proporcionar uma boa impressão. Por mais que queiram andar pela mesma estrada que bandas como EVANESCENCE e PARAMORE construíram no passado, o caminho do 4TH FRONTIER deverá ser um pouco mais longo.

No entanto, certas características de "A Quarta Fronteira" chamam a atenção de imediato. A primeira delas (e mais evidente) é o uso do português como idioma. O grupo, que possui o mesmo repertório em inglês que será lançado em breve, mostra uma nítida preocupação em se diferenciar das suas duas maiores referências, sobretudo no mercado brasileiro. Por outro lado, acredito que a insistência em aproveitar as referências do pop/rock prejudicou a qualidade final do disco. A música de abertura, "Algemas", possui melodias que a aproximam dessa tendência, mas não consegue se sobressair, como muitas outras faixas do disco. No entanto, "Insanidade", com guitarras mais usadas pelo heavy metal, dá uma interessante roupagem pesada à proposta do quarteto mineiro.

A cadenciada "Em Busca do Amor" mostra muito bem que as referências do pop/rock funcionam a partir do momento em que a 4TH FRONTIER investe em intensidade emotiva. Do lado oposto, "A Quarta Fronteira" e "Fim da Estação" até possuem execuções impecáveis, mas estão distantes dos principais destaques do álbum. O disco, que iniciou com faixas interessantíssimas, perde um pouco do pique na sua continuidade. Na sequência, "Visão Digital" e "Veloz" novamente caem no senso comum do gênero mais íntimo ao pop/rock, sobretudo pela ausência do que a banda mostra com uma competência acima da média – o peso do heavy metal. Por mais que Mila Amorim possua uma voz incrível, "Destino" é outra faixa que deve passar em branco.

Do mesmo modo, não há como apontar "Mentiras" como um provável destaque de "A Quarta Fronteira". Em compensação, a intensidade e as características do metal retornam muito bem em "Fantasmas", que comprova de uma vez por todas que Mila Amorim é uma das cantoras mais competentes do underground brasileiro. O trabalho do 4TH FRONTIER se recupera na reta final do disco e a introdução com um quê de FOO FIGHTERS inicia uma das faixas mais bacanas do repertório. "Domínio" varia momentos mais cadenciados com outros mais intensos, com direito a muitos riffs metálicos e pesados. Por fim, "Novo Começo" é uma bonita balada construída a partir de violões, mas suspeito que a fórmula não proporcione um resultado de impacto.

No encerramento dessa resenha, quero deixar claro que as críticas a "A Quarta Fronteira", sobretudo sobre a falta de impacto das composições, só foram feitas porque a banda mostrou muita qualidade técnica. O debut da 4TH FRONTIER mostra uma banda muito competente e cuidadosa, o que proporcionou um excelente registro em estúdio. O quarteto mineiro certamente possui um futuro brilhante, mas acho que para se destacar aos demais nomes do gênero eles precisam elaborar com maior precisão as suas composições. De repente, o primeiro passo para isso seria investir em músicas mais longas e detalhadas. Embora isso se mostre necessário, a 4TH FRONTIER é uma interessantíssima indicação caso você queira conhecer uma banda nova (e de qualidade).

[an error occurred while processing this directive]

Site: www.4thfrontier.com.br

Track-list:

01. Algemas
02. Insanidade
03. Em Busca do Amor
04. A Quarta Fronteira
05. Fim da Estação
06. Visão Digital
07. Veloz
08. Destino
09. Mentiras
10. Fantasmas
11. Domínio
12. Novo Começo

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Siga e receba novidades do Whiplash.Net:

Novidades por WhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp

Slayer: a trágica e não revelada história do fim de Jeff Hanneman


publicidadeAdemir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | André Silva Eleutério | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Euber Fagherazzi | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Henrique Haag Ribacki | José Patrick de Souza | Julian H. D. Rodrigues | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.
Mais matérias de Paulo Finatto Jr..