Rotting Christ: Imperdível para fãs de metal extremo
Resenha - Aealo - Rotting Christ
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 19 de janeiro de 2011
Nota: 9 ![]()
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Com mais de vinte anos de estrada, os gregos do ROTTING CHRIST certamente se encontram no melhor momento da sua carreira. A banda, que é um dos principais expoentes do black metal contemporâneo, atingiu em "Aealo" o ápice do seu processo criativo, mesmo que não explore a complexidade sinfônica tão abordada por grupos mais famosos. O repertório coeso e as melodias hipnotizantes fazem desse disco um lançamento imperdível para os admiradores do estilo extremo.
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Em atividade desde a metade da década de oitenta, Sakis Tolis (vocal/guitarra), Giorgos Bokos (guitarra), Andeas Lagios (baixo) e Themis Tolis (bateria) mostram em "Aealo" que é possível criar um interessante álbum de black metal sem a necessidade de explorar a complexidade sonora da música clássica ou de se aproximar demais à crueza do gênero. As influências do ROTTING CHRIST, que passeiam pela música folk grega e assumem traços do metal tradicional ao longo do disco, compõem o diferencial do material – assim como a produção excelente assinada por Sakis. A simplicidade sonora do quarteto – que explora em cada faixa os mesmos riffs à exaustão – criou um repertório de impacto sem que houvesse um senso de monotonia ou de repetição.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
As referências culturais da Grécia aparecem na música do ROTTING CHRIST desde o álbum "Khronos" (2002). No entanto, essa aqui é a primeira vez que a banda parece realmente adotar um compromisso com as suas próprias raízes. A voz feminina que abre o disco reaparece de modo marcante ao longo da obra, assim como o idioma de origem do quarteto. Por outro lado, a parte instrumental executada por Sakis & Cia. é a característica que se sobressai às demais encontradas em todo o material. A faixa "Aealo" – que dá o primeiro pontapé no disco – mostra a coesão sonora que os gregos encontraram ao unir todas essas referências citadas. Os riffs extremamente simples de "Eon Aenaos" (juntamente com todas as linhas melódicas de guitarra da faixa) mostram como o black metal pode adquirir um caráter verdadeiramente contagiante.
Na sequência, "Demonon Vrosis" praticamente repete a estrutura da sua antecessora com um porém: é a mais cadenciada de todo do disco e pode não se destacar entre as demais. A faixa seguinte – intitulada "Noctis Era" – simboliza o retorno da característica mais marcante do disco: os riffs certeiros e hipnotizantes. Com certeza, é extremamente interessante perceber como o ROTTING CHRIST criou composições versáteis sem que houvesse a necessidade de incluir uma série de elementos distintos em sua sonoridade. A voz de Sakis Tolis é que faz o contraponto entre o que é mais tradicional (ou melódico) e o que assume um caminho mais extremo. "dub-sag-ta-ke" e "…Pir Threontai" são claramente outros dois destaques dentro da obra.
Por fim, "Santa Muerte" é a composição que representa melhor toda a essência do álbum. A música, que possui um andamento bastante linear, ganha agressividade na interpretação intensa de Sakis Tolis e possui os riffs mais certeiros desde a faixa "Eon Aenaos". Não há nenhum encaixe complexo entre letra e melodia – o que assustadoramente funciona muito bem. Como encerramento, "Orders From the Dead" traz a voz de DIAMANDA GALAS, uma reconhecida cantora americana de jazz/ópera (de origem grego) que participou em diversas outras faixas de "Aealo". Embora possa soar demasiadamente oposta às demais músicas de autoria do ROTTING CHRIST, essa é justamente a característica que atrai os olhos dos fãs para o encerramento do álbum.
Não é nenhum absurdo afirmar que "Aealo" é um dos melhores discos de black metal dos últimos anos. A carreira do ROTTING CHRIST, que sempre pareceu estar à sombra dos nomes noruegueses e suecos que lideram o gênero, deve se projetar com ainda mais impacto após consolidação do seu estilo nitidamente próprio. Em quase uma hora de duração, o décimo título da sua discografia parece finalmente cumprir extremamente bem essa tarefa.
Track-list:
01. Aealo
02. Eon Aenaos
03. Demonon Vrosis
04. Noctis Era
05. dub-sag-ta-ke
06. Fire Death and Fear
07. Nekron Lahes...
08. ...Pir Threontai
09. Thou Art Lord
10. Santa Muerta
11. Orders From the Dead
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