Fresh Meat: honrando com méritos o mestre do Death
Resenha - Still I Breath - Fresh Meat
Por Marcos Garcia
Postado em 25 de novembro de 2010
Desde que foi lançado em 1987, ‘Scream Bloody Gore’, lendário CD de estréia do não menos lendário DEATH, instalou as bases do que hoje conhecemos musicalmente por Death Metal, tanto musical quanto visual e liricamente falando, pois vez por outra, as referências surgem aos montes em bandas de lá para cá. A presença de Chuck, 9 anos após sua trágica morte, é sensível a todos, muitas vezes gerando pupilos que copiam deslavadamente o que foi feito por eles em cada um de seus discos, ou outros que entendem a lição e a aplicam muito bem, honrando com méritos o mestre.

E os cariocas do FREASH MEAT estão neste segundo grupo.
A banda, composta neste EP por Bruno Ferreira (vocal), Felipe "Mancha" Nascimento (guitarra), Djavan Fernandes (guitarra / vocal, que deixou já deixou a banda), Paulo Octavio (baixo) e Mauro "Morg" Duarte (bateria, ex-UNEARTHLY, que também já deixou a banda) não tenta ser muito inovador, investindo na fórmula mais tradicional, da mesma forma que outros conhecidos do DECAPITATED, CANNIBAL CORPSE, MORBID ANGEL e DYING FETUS, mas a não se engane: o FRESH MEAT não é um clone, pois existe personalidade no som deles, bastando atenção para percebê-la.
Uma intro bem macabra que nos trás à mente o clima das obras de John Carpenter e Clive Barker, de franquias como Sexta-Feira 13 e Halloween, ‘Thormoskopianz’, abre o EP, para então entrar ‘Carbonized Still I Breath’, uma música em que há alternância entre momentos velozes e outros mais up-tempo, mas extremamente brutal e apresentando boa técnica. Bons solos, bases peso-pesadas, vocais vomitados no melhor estilo. Os mesmos elementos se fazem presentes em ‘An Invitation to the Bloodfest’, a segunda faixa, que põem a casa abaixo, onde os berros de Bruno e as conduções de Mauro dão um toque especial à música.
Espero ouvir mais coisas da banda em breve, pois seu trabalho tende a evoluir muito, já que fica claro no EP que a banda vai render mais e mais.
Em tempo: após as saídas de Djavan e Mauro, eles ficaram reduzidos a um quarteto, e nas baquetas, agora está Vitor Arante (ex-HATEFULMURDER, que gravou com eles o Demo CD ‘When the Slaughter Begins’).
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit da Legião Urbana que foi mal interpretado como apologia ao fascismo
O disco do Slayer que é uma "resposta" ao pop punk feito por Green Day e Offspring
65 grandes músicas gravadas por Dave Mustaine, que completa 65 anos neste domingo
King Diamond sobe ao palco com o My Chemical Romance
Em 1986, leitores da Kerrang! escolhiam os melhores discos do ano
Cinco subgêneros do metal que despertam amor e ódio
As duas músicas do Judas Priest que Rob Halford detesta: "Lixo, só clichês"
Os mestres que moldaram Jimi Hendrix antes de ele se tornar o maior nome da guitarra
A canção que Axl Rose gravou sob efeito de cogumelos e que deixou o Guns N' Roses furioso
Angra celebra a força dos palcos em novo videoclipe de "Lisbon"
As dez melhores músicas de thrash lançadas entre 2000 e 2020, segundo a Metal Hammer
Tony Iommi recusou gravar último álbum com o Black Sabbath original
Os 3 artistas considerados "rock de tiozão" pelo baixista do Nirvana Krist Novoselic em 1992
Regis Tadeu elege melhores e piores shows do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026
A traição do Pink Floyd que Roger Waters engoliu a seco e teve que aceitar
O álbum dos Titãs que rendeu dinheiro suficiente para Nando Reis comprar uma casa
O maior letrista da geração do rock brasileiro dos anos 1980, segundo Herbert Vianna
O Melhor Álbum de Hard Rock de Cada Ano da Década de 1980

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



