O álbum que o Led Zeppelin não deveria ter lançado, de acordo com Robert Plant
Por Bruce William
Postado em 19 de janeiro de 2026
Depois da morte de John Bonham, em 1980, o Led Zeppelin encerrou as atividades sem tentar "seguir em frente" com outro baterista. A banda parou ali, e essa decisão virou parte da história tanto quanto os discos.
Só que dois anos depois, em 1982, apareceu "Coda". Não era um álbum novo no sentido clássico: era uma coletânea de gravações que tinham ficado de fora de outros trabalhos, reunidas e lançadas como um "último capítulo".
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A Far Out trata "Coda" como o tipo de lançamento que, para o fã, pode ser interessante por completar o quebra-cabeça, mas que, para o artista, pode soar como algo que não precisava existir. E coloca Robert Plant como o cara que nunca engoliu muito bem essa ideia.
"Quando 'Coda' foi discutido, eu realmente tinha - eu não sei - eu meio que já tinha me cansado daquilo tudo. Se você começa a tocar por alguma coisa além de só reconhecimento e dinheiro, então isso tem que fazer parte do motivo do começo ao fim. E, quando o Bonzo morreu, esse é o único motivo para começar a continuar ativamente envolvido com o Led Zeppelin."
É aí que o álbum ganha esse rótulo meio ingrato: não parece uma despedida planejada, parece um pacote montado com o que estava disponível. Tem curiosidades, tem momentos legais, mas a sensação geral é de arquivo aberto, não de obra fechada.
A própria escolha do material reforça isso: "Bonzo's Montreux" (que dá um espaço para a bateria) e "Ozone Baby" são exemplos do que o disco oferece, e ao mesmo tempo do que ele não consegue oferecer quando comparado aos álbuns "de estúdio" do Zeppelin, pensados como discos completos.
"Coda" funciona melhor como documento para quem já conhece tudo e quer fuçar o porão. Para quem está descobrindo o Led Zeppelin agora, ele passa longe de ser o lugar certo para começar, e talvez seja justamente por isso que Plant olhou para esse lançamento e pensou: "isso aqui não precisava ter virado álbum".
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