Diva: clichês já batidos ad nauseam por muitos grupos

Resenha - WarsaW - Diva

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Por Marcos Garcia
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Nota: 5

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


A história do Death Metal, em geral, é marcada por muitos altos e baixos, tanto do estilo como um todo, quanto as de bandas adeptas dessa vertente, já que vez por outra, vemos trabalhos sublimes, e outros nem tanto, já que Death Metal tem por essência a simplicidade musical, e mesmo as bandas mais trabalhadas, como IN FLAMES antigo, AT THE GATES, NOCTURNUS, SARCÓFAGO fase ‘Laws of Scourge’ e outras nessa linha, nunca ousaram deixar as raízes de lado. Há momentos em que a criatividade ultrapassa a técnica e vemos trabalhos que marcaram a história do Metal, como ‘Scream Bloody Gore’, ‘The Grand Leveller’, ‘Pieces’, e outros onde a técnica e a criatividade andam de braços dados, como em ‘Tales from the Thousand Lakes’, ‘Wages of Sin’, ‘Threshoulds’. O que é triste é ver a terceira possibilidade: a técnica vem antes da criatividade.
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E infelizmente, os cariocas do DIVA, banda de Death Metal bem técnico, caem justamente nesse ponto com seu EP ‘WarsaW’, disponível gratuitamente em seu myspace...

A produção visual é maravilhosa, coisa de primeiro mundo, tanto que o vídeo da música ‘Condemned’ é algo extremamente bem feito e de bom gosto, bem profissional. Mas quando se parte para o lado musical, o caldo engrossa e a polenta enche de caroços grandes, porque este EP, apesar de ter uma produção sonora bem acima da média, é extremamente mecânico, cheio de sensações de ‘déjà vu’ a cada instante. Há muita técnica, mas falta o tesão e espontaneidade que tornam o Death Metal o que ele é de fato.

As cinco músicas que compõem o EP, ‘The War Saw’ (essa só uma intro), ‘Forged in Blood’, ‘Condemned’, ‘Life Goes On’ e ‘Angel of Death’, são cheias de técnica extrema, bela gravação, tudo nos conformes, mas como citei acima, a banda ainda cai muito em clichês já batidos ad nauseam por muitos outros grupos. Sem querer ser injusto, mas a sensação de ouvir um clone um pouco pobre do ARCH ENEMY foi forte demais, mesmo porque o grupo é fronteado por uma mulher, mas que em momento algum tenta imitar Angela Gossow, o que já é um ponto positivo em seu favor. Mas vejam bem: ouvi este EP 6 vezes para poder escrever e ser o mais preciso e justo possível!

Creio que a banda ainda possa evoluir, pois é bem jovem, então, desejo que Angélica Burns (vocal), Pedro Viana (guitarras), Eduardo Seabra (baixo) e Bráulio Azambuja (bateria) possam ensaiar mais, e buscar a criatividade que vem de dentro de cada um, mas por hoje, a ética e sinceridade me levam a ter que dizer que eles estão muito longe do ideal, pois todo aparato externo não pode compensar ou obscurecer a essência de um bom trabalho, que é a fusão prefeita entre a criatividade e espontaneidade.

01. The War Saw (intro)
02. Forged in Blood
03. Condemned
04. Life Goes On.
05. Angel of Death

Contatos:
http://www.myspace.com/divaofficial

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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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